segunda-feira, 29 de maio de 2017

Setor imobiliário está otimista para 2017 e acredita que a recuperação já começou



Empresários começam a enxergar uma 'luz no fim do túnel' com o crescimento das 

vendas e locações, principalmente de imóveis usados.

Foi um longo período de recessão e queda nas vendas, mas os empresários 
ligados ao segmento imobiliário e as pessoas que estão em busca de um novo 
lar com preços acessíveis finalmente começam a enxergar uma “luz no fim do 
túnel”. Para eles, 2017 começou bem e deve marcar o início da recuperação 
do setor.
Este otimismo, de acordo com o presidente da Associação Comercial de Sorocaba
(Acso), José Alberto Cépil, tem relação com a melhoria de alguns indicadores 
econômicos, principalmente a queda da taxa básica de juros (Selic), que sofreu corte
de 1%, chegando a 11,25%. 

“Os financiamentos concedidos pelos bancos para a compra e construção de imóveis
no primeiro trimestre deste ano são maiores do que no mesmo período do ano passado
Acreditamos numa melhora gradativa da economia e que se encerre este ciclo de queda”
, explica.
Para Guido Cussiol Neto, proprietário de uma imobiliária de Sorocaba (SP), o mercado
começa a apresentar recuperação com o aumento da demanda por compras e locações.
“As vendas e locações estão boas, com destaque para a procura de imóveis usados.
Os lançamentos ainda apresentam baixa, mas, mesmo assim, teve alta de 12%. 
Se a evolução continuar, teremos uma grande virada a curto e médio prazo”, comenta.
Já José Luiz Gonçalves Atalla, dono de outra empresa de negócios imobiliários da
cidade, acredita que a retomada veio mais cedo do que muitos esperavam. 
“Houve uma procura maior por imóveis usados e as locações também aumentaram. 
Em março, por exemplo, a procura cresceu 20% em comparação com o mesmo mês
de 2016. Os imóveis usados são os mais procurados no momento e, neste ritmo, 
creio que o mercado será normalizado até o início do ano que vem”.
Fonte: G1


sábado, 27 de maio de 2017

UFSC Desenvolve ônibus elétrico movido a energia solar
Há algum tempo atrás o ônibus movido à energia solar era realidade na Austrália e uma promessa no Brasil. Com proposta de começar a funcionar em dezembro do ano passado, o transporte coletivo movido por energia solar, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina, não só ficou pronto na data prevista como irá começar a circular em março desse ano.

O grupo de pesquisadores da UFSC desenvolveu o primeiro ônibus 100% elétrico do País movido por energia solar, captada por um sistema de placas solares instalado no telhado do laboratório de pesquisa da universidade. Esse é o grande diferencial do ônibus, toda a energia solar será gerada pela própria UFSC, no Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica, onde o projeto foi idealizado e desenvolvido.

No teto do ônibus movido à energia solar, baterias de lítio irão armazenar a energia gerada pelas placas de energia solares fotovoltaicas instaladas nos telhados do Centro de Pesquisa. Com tração elétrica, o veículo tem autonomia para andar até 70 quilômetros sem recarga e irá percorrer 200 quilômetros por dia. Tudo isso sem gerar gases poluentes que prejudicam o meio ambiente.

O ônibus movido à energia solar será recarregado a cada viagem, na estação do Sapiens Parque, fazendo um percurso total de 50 quilômetros. A cada dia serão quatro viagens. Neste trajeto de 50 quilômetros, de ida e volta, o custo com deslocamento, no caso de um sistema convencional que usa diesel para as quatro viagens feitas pelos pesquisadores diariamente, seria de aproximadamente R$ 100 diários, o que corresponde a R$ 2 mil mensais de economia.

O transporte coletivo desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina também é silencioso e não emite poluentes. Com o conceito de deslocamento produtivo, a ideia é que o ônibus movido à energia solar seja uma espécie de extensão do escritório ou campus. Por isso, conta com tomadas, rede wi-fi e duas mesas de trabalho.

O veículo começa a funcionar em março e fará o percurso em horários regulares programados conforme as aulas, para a comunidade universitária (alunos e servidores), sem cobrança de tarifa. Além de facilitar o transporte de estudantes e pesquisadores, o ônibus movido à energia solar otimiza a utilização do tempo. O percurso que é de 30 minutos será feito sem paradas durante o trajeto.

O projeto do ônibus movido à energia solar desenvolvido pela UFSC custou R$ 1 milhão e recebeu o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A ideia e execução do ônibus movido à energia solar é parte de um conjunto de ações do Programa Tecnologias para Cidades Sustentáveis da Secis (Secretaria Cidade Sustentável), que tem como principal objetivo fortalecer o domínio e a presença das tecnologias relacionadas às placas solares e energia fotovoltaica em território brasileiro. 


Fonte Portal Solar


terça-feira, 23 de maio de 2017

ENERGIA SOLAR PARA CARREGAR CELULARES. ENTENDA ESSA TECNOLOGIA!



Ainda não é o fim do convencional carregador de celular, mas a tecnologia e o avanço da usabilidade de energia solar prometem um futuro onde procurar uma tomada para dar carga à bateria de um telefone não será uma preocupação.

Que a captação de energia solar tem se difundido cada vez mais, e que esse recurso natural renovável tem sido extremamente incentivado como iniciativa sustentável não é novidade. Mas a ideia de um gerador de energia solar, capaz de carregar um celular até seu nível máximo de bateria, é uma realidade ainda mais empolgante, aproximando a tecnologia do indivíduo.


O carregador solar chegou ao mercado com um preço bastante competitivo, o que o torna ainda mais atraente para o consumidor. Além de funcionar como um carregador solar portátil, o dispositivo pode ser carregado na rua, até mesmo em movimento, dependendo da posição do sol.

Na prática, o gerador de energia solar para celular funciona como qualquer outro carregador portátil, ou seja, uma bateria armazena determinada carga de energia, que posteriormente é repassada para a bateria do celular. No caso do carregador solar, assim que ele é conectado por um cabo micro USB.

O diferencial do carregador com energia solar para celular, é que o mesmo possui uma placa fotovoltaica, geralmente do tamanho do próprio dispositivo, que é carregada com energia solar sempre que está exposta a irradiação do sol. A intensidade do carregamento costuma se atrelar à captação de energia solar, por exemplo, dias nublados tendem a carregar o dispositivo mais lentamente do que os dias com muita incidência solar.



Quanto à autonomia de um carregador de celular que funciona a base de captação de energia solar, pode-se dizer que os níveis de autonomia dependem muito do modelo em questão. De maneira geral, a maioria dos modelos de carregador solar garante, no mínimo, uma carga completa da bateria de um aparelho celular padrão. A principal vantagem é a possibilidade de recarregar o dispositivo através do painel fotovoltaico, mesmo sem voltar para casa.

No mercado já existem diferentes modelos de carregador solar, com diferentes níveis de acabamento, duração e velocidade de carregamento, fatores que costumam influenciar o preço final do produto. A maioria dos carregadores para celulares movidos com energia solar possuem preços que variam entre pouco menos de R$ 50,00, até algumas centenas de reais. Ao adquirir um gerador de energia solar para celular é importante que o comprador certifique-se de que está adquirindo um produto seguro, testado pelo INMETRO, de acordo com as normas mínimas de segurança para o usuário.



Atualmente, também se estuda nos Estados Unidos uma nova tecnologia que tem como proposta um novo modelo de LED capaz de emitir e detectar sinais de luz, o que permite a geração de energia solar. O material que está sendo desenvolvido absorve luz e gera uma corrente fotovoltaica de energia. O acúmulo da corrente elétrica, por sua vez, carrega a bateria do celular. Dessa maneira, o dispositivo móvel poderá ser carregado por uma simples exposição à luz solar, sem a necessidade de conectar o aparelho a um fio elétrico. Os pixels do display do LED também poderão capturar e armazenar energia solar.

Fonte Portal Solar



quarta-feira, 17 de maio de 2017

O Caminho da Tesla Para se Tornar a Apple da Energia Solar


O empreendedor e filantropo Ellon Musk tem planos ambiciosos para a Tesla, empresa que ajudou a criar e da qual é o atual presidente e CEO. Fundada em 2003, a empresa inicialmente era focada na fabricação e comercialização de carros elétricos, época em que ainda carregava o nome de Tesla Motors.
A empresa foi um sucesso, como sabemos, tendo lançado o Tesla Roadster em 2008, o primeiro desportivo totalmente elétrico, além dos modelos S, X e 3, este último atualmente em produção e previsto para ter suas primeiras unidades entregues ainda este ano.
Nos últimos anos, entretanto, Musk começou a direcionar investimentos da sua empresa para outras tecnologias que mostravam que seus planos iam além dos carros elétricos.
Em 2012, por exemplo, a Tesla começou o desenvolvimento de baterias de íon-lítio para armazenamento de energia e, em 30 de abril de 2015, Musk apresentou ao mudo a Tesla Powerwall, a bateria residencial que funciona em conjunto com os sistemas fotovoltaicos para armazenar a energia que pode ser usada a noite ou em casos de queda da rede.
Já em junho de 2016, Musk anunciou o interesse da Tesla Motors pela compra da SolarCity, maior fabricante de painéis solares e instaladora de sistemas fotovoltaicos dos EUA. Após mais de um mês de negociação entre os acionistas das empresas, a venda foi acordada no valor de U$2,6 bilhões, com nova empresa passando a chamar apenas Tesla Inc.
Muito criticada na época, a negociação foi vista como prejudicial para a empresa de carros elétricos, a qual diziam que iria perder o foco de seus negócios justo no momento em que estes estavam em alta no mercado.
No entanto, poucos conseguiram enxergar os planos escondidos nesse movimento de Musk, os quais foram revelados pelo próprio empreendedor, através de um artigo publicado no blog da empresa, em 20 de julho de 2016, intitulado: “Plano Mestre, Parte Dois”.
Neste, Musk explica o seu objetivo de integrar, de forma simples, os telhados solares com as baterias de armazenamento e os carros elétricos, empoderando o indivíduo como o gerador e consumidor de sua própria energia elétrica e entregando tudo isso através de uma única empresa.
“Uma solicitação, uma instalação, um contato de serviço, um aplicativo de celular.”
De maneira geral, o que Musk pretende alcançar no mercado de energia com essa nova Tesla é muito parecido com o que a Apple fez no mercado de computadores e celulares e, para isso, a empresa vem reestruturando o seu modelo de negócio.

Muita Complicação

Qual é, hoje, o caminho que os consumidores que estão interessados em instalar um sistema solar fotovoltaico em suas casas ou empresas devem percorrer?
Ao fazer uma busca na internet, eles são apresentados a uma variedade de empresas e tecnologias diferentes, porém sem uma grande marca à qual eles possam recorrer.
Fora isso, existe o lado estético da instalação, visto que os painéis solares tradicionais, embora tragam enorme vantagem econômica, acabam por alterar o visual do maior bem que um consumidor tem, que é a sua casa.
De forma similar, há 16 anos atrás, os consumidores interessados em comprar um computador pessoal enfrentavam os mesmos problemas, pois se tratava de uma nova tecnologia, com benefícios incertos e produtos sem grandes diferenciais entre si.
Tudo isso mudou com a abertura das primeiras lojas da Apple, nas quais os consumidores podiam ir para relaxar e experimentar os produtos sem a pressão de vendedores.
Por oferecerem poucos produtos na época, as lojas foram desacreditadas por críticos de plantão, mas logo se tornaram o destino dos compradores, que passaram a ter prazer, e não mais aborrecimento, na compra de um computador ou celular.

Experiência educativa

As lojas da Tesla são uma ótima maneira de alcançar esse mesmo resultado, porém voltado ao mercado de energia. Com cerca de 100 lojas, somente nos EUA, nelas os consumidores podem tomar um expresso tranquilamente enquanto são apresentados, muitos pela primeira vez, aos veículos elétricos e seu funcionamento.
A experiência é mais focada na educação e os clientes podem, inclusive, fazer um test drive em um modelo SUV, que custa U$130 mil, sem ter que ouvir argumentos de venda exaustivos. O produto já fala por si só.
Para empresas de energia solar, atrair esse contato inicial por parte do consumidor é resultado de muito investimento em marketing, os quais nem sempre atraem o resultado desejado e acabam por encarecer o custo final do produto ao cliente.
De acordo com a Bloomberg New Energy Finance (BNEF), para cada dólar gasto em marketing pela SolarCity, apenas meio watt adicional de energia solar é instalado, colocando em perspectiva, a média de potência dos sistemas instalados nos EUA é de 5 mil watts.
Isso representa um gasto muito alto por algo que é ignorado pelo consumidor. De acordo com uma pesquisa da própria BNEF, 40% dos compradores de sistemas fotovoltaicos no país vieram de indicações de parentes e/ou amigos, e 28% procuraram a solução por eles mesmos.
Agora que a Tesla já solucionou a questão estética com o lançamento das suas telhas solares, agregar esse produto junto aos veículos elétricos em suas lojas pode ser a tacada genial que faltava para o setor, agregando o valor educacional com a experiência em primeira mão da tecnologia fotovoltaica.
Críticos alegam que essa sinergia entre as tecnologias não é atrativa, visto ser improvável que um consumidor irá entrar em uma loja para adquirir ambos produtos, porém o mesmo pode ser dito de uma loja Apple. O resultado almejado aqui é responder aquela primeira pergunta que vem à mente do consumidor interessado: por onde começo?
E é exatamente isso o que a nova SolarCity já está fazendo, tendo anunciado, no final de abril, o encerramento das suas vendas porta-a-porta como parte de seus planos de reduzir os gastos com propaganda e investir na venda de seus produtos dentro das lojas Tesla.

Chega à noite

A outra visão de longo prazo de Musk quando optou pela compra da SolarCity é a junção da produção e armazenamento da energia, como ele mesmo expôs em seu plano mestre, fato que poderá mudar a economia da solar em um futuro próximo.
Para isso, a nova empresa de energia solar poderá contar com as já renomadas baterias da Tesla, a Powerwall, que teve sua segunda versão apresentada junto ao lançamento das telhas da empresa.
As baterias ainda não estão consolidadas junto as vendas dos sistemas fotovoltaicos nos EUA, em parte devido ao seu alto custo e também devido a política de venda de energia existente nos EUA, o que acaba sendo mais vantajoso para os consumidores do país.
Musk, no entanto, não se acanha diante disso e garante que dentro de cinco anos, a junção dos sistemas com as baterias será mais barata do que a eletricidade vendida pelas distribuidoras.

No futuro, a maioria das residências contará com uma bateria para armazenar sua energia.
Para atingir essa queda dos preços de suas baterias, a Tesla tinha planos de começar a fabricação das células de íon-lítio em sua Gigafactory, localizada no estado americano de Nevada, o que foi concretizado em janeiro deste ano. Essas células serão usadas tanto para a fabricação da Powerwall 2 como para as baterias do Model 3.
A imensa fábrica está operando ainda em 30% de sua capacidade total, quando completamente operacional, a Gigafactory irá produzir mais capacidade de baterias de íon-lítio do que o mercado global inteiro faz em um ano.
O projeto megalomaníaco, feito em parceria com a Panasonic, deverá ter um custo total de U$5 bilhões e, quando finalizado, deverá suprir 35GWh de células por ano.
Essa produção em massa irá reduzir o preço das baterias de tal forma que a empresa, que agora comercializa os sistemas fotovoltaicos, poderá oferecê-las como parte integrante sem grande diferença no valor final.
Já a política de incentivo do setor que obriga, nos EUA, as distribuidoras a comprar a energia gerada pelos consumidores, parece cada vez mais incerta de continuar. Conforme a tecnologia foi avançando no país, muitos estados voltaram atrás nessa política, deixando os consumidores na mão com os seus sistemas. 
Além disso, com a eleição do novo presidente americano, Donald Trump, conhecido por não apoiar as tecnologias limpas, espera-se que muitos subsídios e incentivos do setor sejam descontinuados.
No entanto, em um futuro com baterias altamente eficientes e de preços acessíveis, instalar um sistema em conjunto com elas será vantajoso para os consumidores tanto na questão financeira, como na seguridade de suprimento de energia, sem a preocupação de quedas na rede elétrica.

 Possibilidade Futuras

Muito se especula sobre as possibilidades que podem surgir com a fusão entre a Tesla e a SolarCity. Com mudanças regulatórias previstas para o mercado americano, a empresa de Musk poderia se tornar, ela mesmo, uma espécie de companhia elétrica.
Na medida em que a empresa passará a comercializar os sistemas geradores de energia com as baterias de armazenamento, em um futuro próximo ela poderia criar uma rede entre esses consumidores, captando um pouco de energia de cada um e a revendendo para a rede elétrica em horas de pico de consumo, compartilhando os lucros com os consumidores participantes ou mesmo abatendo do valor da venda dos sistemas.
“Este é o serviço mais popular para armazenagem estacionária, pois paga tão bem”, disse a analista da BNEF, Julia Atwood. “E paga tão bem porque o provedor tem que responder incrivelmente rápido e preciso, o que é algo que as baterias fazem muito bem”.
Embora a junção entre as empresas seja um risco para ambas, a nova Tesla poderá, muito provavelmente, se tornar a primeira gigante da energia limpa, fazendo para a energia solar, baterias e carros elétricos o que a Apple fez para os computadores e celulares.
Fontes de Informação: Bloomberg Techonology – Fonte     Greentech Media – Fonte    Tecmundo – Fonte
Analista de Marketing
Redator e Tradutor





https://citrio.com/install/C8F6B0G9

terça-feira, 9 de maio de 2017

Caixa Econômica Federal espera crescimento do mercado imobiliário em 2017


O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, afirmou que os financiamentos concedidos pelo banco para a compra e a construção de imóveis no primeiro bimestre de 2017 no país já são maiores do que no mesmo período de 2016, reforçando as expectativas de que o mercado imobiliário voltará a crescer neste ano.
— Há expectativas da Caixa de crescimento do mercado imobiliário, mas há também dados que já mostram essa realidade — afirmou, nesta terça-feira, durante o Summit Imobiliário, evento organizado pelo grupo O Estado de S. Paulo em parceria com empresas e associações do setor da construção civil.
Em janeiro e fevereiro, o banco liberou R$ 14 bilhões de financiamento imobiliário. Para todo o ano, a Caixa tem um orçamento de R$ 84 bilhões em empréstimos nessa área, montante um pouco acima de 2016, quando atingiu R$ 81 bilhões.
Occhi citou que a economia brasileira tem dados sinais de recuperação, com queda nas taxas de juros e recuo da inflação. Segundo o presidente da Caixa, há expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) mantenha um corte gradual da Selic nos próximos meses. Além disso, Occhi estima que a inflação siga em um patamar controlado, entre 4% e 4,5% ao ano até 2020.
Ele ainda lembrou que nos próximos dias a Caixa irá liberar mais uma tranche de pagamentos das contas inativas do FGTS, o que, segundo ele, ajudará a injetar cerca de R$ 10 bilhões na economia brasileira.
— Para nós, esse é um ano de confiança e de certeza de que invertemos a curva e vamos ter desenvolvimento do setor imobiliário novamente — completou.
PDG Realty e Viver
O presidente da Caixa Econômica Federal minimizou os riscos para os mercados imobiliários e financeiros com os processos de recuperação judicial no setor, como são os casos das incorporadoras PDG Realty e Viver, cujas dívidas em reestruturação ultrapassam R$ 7 bilhões.
— A Caixa está muito pouco preocupada — afirmou o executivo.
Segundo Occhi, o banco estatal tem mantido conversas constantes com as empresas para buscar as melhores condições para renegociação das dívidas, com alongamento dos prazos e revisões de taxas. Por conta disso, descartou que o setor como um todo possa acabar contaminado.
— Estamos participando dessa negociação com eles, são clientes nossos e vamos participar até o final. Não tem risco sistêmico do setor. São casos pontuais e a recuperação judicial ajuda a fazer uma reestruturação da empresa e repactuação com todos os credores — explicou.
*Estadão Conteúdo
Fonte: ZH Economia

Dê o preço certo ao seu imóvel



É preciso bastante cuidado na hora precificar seu imóvel para venda. Muitas vezes, a casa e o apartamento ficam na “prateleira” por ter um preço muito alto fora do padrão do mercado. Por outro lado, um preço muito baixo pode até garantir uma venda rápida, mas é um prejuízo. O POVO conversou com especialistas para saber quais fatores são levados em consideração para definir o valor do seu imóvel.
O superintende de vendas do setor de imóveis usados da Lopes Immobilis, Gentil Barreira, explica que, inicialmente, é feito uma vistoria no local, onde são aferidos o tamanho, a idade, as benfeitorias e os desgastes do imóvel.
Após isso, os dados são reunidos em uma planilha e comparados com outros imóveis que apresentam características parecidas no mercado e nas imobiliárias. Segundo o corretor, o valor inicial cobrado só para avaliação é de um salário mínimo. Caso seja colocado à venda pelo imobiliário, a avaliação não é cobrada.
Gentil ressalta que, muitas vezes, o cliente já vem com um valor determinado e acaba atrapalhando a negociação. “Às vezes, o proprietário vem com um preço na cabeça pautado, por exemplo, no que ele vê por aí ou no que ele pagou pelo imóvel. Quando ele precifica do seu jeito e pede para um profissional vender com o preço errado, o imóvel fica na prateleira por muito tempo e ele não consegue fazer negócio”. O corretor recomenda a contração de um profissional especializado na avaliação de imóveis para tornar a negociação mais eficiente.
O superintendente conta também que a localização tem impacto fundamental na hora de definir o preço de um imóvel. Outro fator relevante é a área de lazer que o condomínio oferece. “Os prédios antigos não apresentam esse tipo de equipamento e isso acaba refletindo no seu preço. A conservação do condomínio também pesa na avaliação. Fachadas desgastadas, por exemplo, diminuem o valor”.
SAIBA MAIS
COMO SABER QUANTO VALE SEU IMÓVEL Procure um corretor especializado em avaliação de imóveis, por meio de um parecer técnico, que leva em consideração a localização, o tipo de construção, o tamanho e a idade do imóvel, por exemplo, e, por metodologias comparativas, o corretor irá definir o preço de acordo com o mercado.

PESQUISE NOS CLASSIFICADOS Procure imóveis de perfil parecido com aquele que você quer vender para ter uma ideia do preço em diversas regiões.

PROCURE IMÓVEIS NA REGIÃO Pode ser na mesma rua ou no mesmo bairro, verifique quanto estão pedindo pelo imóvel e compare suas características com o seu. Também pode funcionar como uma conferência para saber se o preço dado pelo corretor ou a imobiliária estão dentro dos parâmetros da região.
RAFAEL ROCHA
Fonte: O Povo

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O mercado imobiliário europeu é uma boa opção para brasileiros? Números mostram que sim



SÃO PAULO – Dados de outubro do ao passado apontam que, do total de investimentos estrangeiros no setor imobiliário português, 10% ficaram por conta dos brasileiros, que perdem somente para os franceses (25%) e britânicos (19%). O ano também apresentou um crescimento de 60% no número de compradores brasileiros de imóveis na Europa, segundo informações da Athena Advisers, imobiliária especializada em mercado europeu que atua no Brasil.
Apesar de os Estados Unidos ser o país que ainda concentra maior número de investimentos de brasileiros, fatores como a eleição de Donald Trump, a valorização do real contra o euro e a valorização de imóveis em cidades europeias, principalmente Lisboa, podem reverter isso e apontam para um bom momento para investir no mercado europeu, segundo Roman Carel, CEO da Athena Advisers no Brasil, em entrevista para o InfoMoney.
Para 2017, a perspectiva é de que a capital portuguesa continue na frente das demais cidades do continente europeu em termos de valorização do metro quadrado: nos últimos três anos, a valorização foi de 30%; ainda assim, ela continua com o metro quadrado mais barato das demais capitais da Europa.
O executivo explicou que um dos fatores que levou ao aumento de investimento brasileiro em Portugal foi a crise brasileira, que mostrou maior vantagem em investir no Velho Continente. “No momento, o Brasil não é um bom mercado para revenda de imóveis, característica que o mercado de Lisboa apresenta”, disse.
Lisboa é a nova “Miami?”
A cidade note-americana que concentra o maior número de investidores brasileiros é Miami, que também garante vantagens aos investidores. O número de brasileiros que apostam nesse mercado, segundo Roman, ainda não pode ser comparável: “está longe de ser parecido”, disse.
Entretanto, um aspecto que faz de Lisboa uma melhor aposta para investimento é, além do menor custo de vida, a valorização do metro quadrado a longo prazo: nos últimos três anos, a valorização média do m² em Lisboa foi de 30%, enquanto Miami registrou 15% nos últimos cinco anos. A rentabilidade do mercado imobiliário de Lisboa é, segundo a Athena Advisers, de 5% a 7% a longo prazo.
Outra vantagem do investimento é a isenção do imposto de imóveis, o IVA, por até cinco anos – e, posteriormente, a cobrança de um valor menor – para quem investe um mínimo de 400 mil euros em prédios abandonados da cidade, localizados no centro histórico. É uma região movimentada pelo turismo e cujo governo tem planos de restauração, por isso a isenção para os que apostam nesse local.
Para os estrangeiros que investem acima de 500 mil euros em Portugal, também há a vantagem de garantir o Golden Visa, visto temporário para estrangeiros.
“Lisboa ainda não é uma Miami, mas ela tem apresentado mais crescimento e números melhores”, explicou Carel.
Fonte: InfoMoney