terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Preço do aluguel cai pelo quinto mês consecutivo em outubro


Índice FipeZap de Locação mostra que o poder para negociar preço segue na mão de quem aluga, já que houve queda real de 2,11% no mês passado
São Paulo – O preço dos imóveis para alugar caiu pelo quinto mês consecutivo em outubro. O valor médio de locação recuou 0,28% no mês, segundo o Índice FipeZap de Locação, que acompanha a variação nos valores de apartamentos anunciados em 15 cidades brasileiras.
Isso significa que o poder para negociar preço segue na mão de quem aluga. Desde o início do ano, o preço médio de locação caiu 0,64%. No entanto, a inflação acumulada em 2017, medida pelo IPCA, foi de 2,21%. Ou seja, a queda real do Índice FipeZap de Locação no período foi de 2,79%.
A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta inferior ao aumento generalizado dos preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.
Nos últimos 12 meses até outubro, o aluguel residencial caiu 0,77% e a queda real foi de 3,38%.
Entre as cidades monitoradas, as maiores quedas nos preços nos últimos 12 meses foram no Rio de Janeiro (-8,59%) e Campinas (-4,30%). Já entre as regiões que registraram aumento de preço, se destacam Recife (+3,82%), Distrito Federal (+3,26%) e São Bernardo do Campo (+3,15%).
Veja o comportamento dos preços de aluguel nas 15 localidades pesquisadas pelo Índice FipeZap de Locação:
CidadeVariação do preço em outubroVariação do preço nos últimos 12 meses
Goiânia1,22%Não disponível
Curitiba0,97%1,93%
Recife0,43%3,82%
São Bernardo0,27%3,15%
Salvador0,08%2,16%
Belo Horizonte-0,02%2,87%
Porto Alegre-0,03%-1,12%
Fortaleza-0,11%Não disponível
São Paulo-0,21%2,00%
Campinas-0,26%-4,30%
Santos-0,37%1,83%
Distrito Federal-0,41%3,26%
Florianópolis-0,45%Não disponível
Rio de Janeiro-1,06%-8,59%
Niteroi-1,12%Não disponível
Veja o preço médio do metro quadrado anunciado em cada cidade:
CidadePreço médio do metro quadrado em setembro, em R$
São Paulo35,60
Rio de Janeiro32,14
Distrito Federal29,68
Santos28,58
Recife24,20
Florianópolis22,20
Niteroi21,34
Porto Alegre21,15
Campinas20,58
Belo Horizonte20,12
Salvador19,68
São Bernardo18,89
Curitiba16,80
Fortaleza16,22
Goiânia15,03
O Índice FipeZap de Locação é desenvolvido em conjunto pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo site de classificados Zap Imóveis, com base em anúncios da internet. A pesquisa não incorpora no cálculo a correção dos aluguéis em contratos vigentes, cujos preços são reajustados periodicamente.
Fonte: Exame

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Moradia popular puxa recuperação do mercado imobiliário


Entre as empresas na Bolsa, as três com unidades no Minha Casa, Minha Vida responderam por dois terços dos lançamentos e vendas no terceiro trimestre.
São Paulo – As empresas de construção que desenvolvem moradias populares, enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, têm puxado a recuperação do mercado imobiliário.
Direcional, MRV e Tenda responderam por dois terços dos lançamentos e das vendas do terceiro trimestre entre as 11 incorporadoras listadas na Bolsa. Juntas, as três lançaram empreendimentos com valor de vendas estimado em R$ 2 bilhões, um crescimento de 55,5% na comparação anual. As vendas no período totalizaram R$ 2,1 bilhões, avanço de 23,5%.
“O protagonismo da faixa popular na recuperação acontece sobretudo por causa do crédito. Os empreendimentos mais baratos, do Minha Casa, Minha Vida, têm acesso a crédito mais em conta. Os juros altos no passado recente praticamente inviabilizavam o financiamento”, diz Pedro de Seixas, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em negócios imobiliários.
Em São Paulo, imóveis com preços até R$ 240 mil lideraram em quase todos os indicadores de agosto, aponta o Secovi-SP (entidade do setor). No País, dados da Abrainc (associação de incorporadoras) mostram que as vendas de imóveis novos do Minha Casa, Minha Vida até agosto somaram 41,7 mil unidades, 23,6% mais que no mesmo período de 2016. Foram 33,4 mil lançamentos, alta de 13%.
O copresidente da MRV, Eduardo Fischer, reitera a perspectiva de mais lançamentos e vendas em 2018. Ele também avalia que há boa disponibilidade de recursos para financiar a compra de imóveis com juros baixos, ao contrário do restante do mercado. “As sinalizações do governo são de que a habitação popular é prioridade.”
Já a Direcional avalia que ainda existe grande diferença no desempenho de cada ramo. Tanto o médio quanto o alto padrão sofrem com distratos, juros altos e baixa demanda. Diante disso, a companhia abandonou novos projetos nesse mercado. Mas no de moradias populares, a trajetória continua positiva.
No grupo das empresas focadas tanto no médio quanto no alto padrão – Cyrela, Even, Eztec, Gafisa, PDG, Rossi, Rodobens e Tecnisa – o resultado na Bolsa foi mais modesto. Os lançamentos atingiram R$ 1,27 bilhão, alta de 4,6%. Já as vendas subiram 42,4%, para R$ 1,39 bilhão. As incorporadoras conseguiram aumentar lançamentos e vendas no terceiro trimestre, além de diminuir o tamanho do rombo financeiro, o que sinaliza uma inflexão no mercado imobiliário após anos de crise.
Sair do vermelho, entretanto, é algo esperado só para meados de 2018, segundo empresários. Eles avaliam que o setor ainda depende de um avanço mais consistente da economia brasileira e da confiança dos consumidores para impulsionar as vendas e reduzir os estoques.
O vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Rodrigo Luna, ressalta que o crescimento do setor depende da volta do emprego e da retomada da renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Exame

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Imóveis têm até 40% de desconto na Black Friday


Portais de classificados imobiliários, como Zap e VivaReal, além da rede de imobiliárias Lello, realizam campanhas promocionais no mês da Black Friday.
São Paulo – Quem está buscando imóveis já encontra descontos antes da Black Friday, data promocional do varejo que será realizada no dia 24 de novembro.
Os portais de classificados Zap e VivaReal, além da rede de imobiliárias Lello, anunciam reduções de até 40% no preço de imóveis para alugar, comprar e também em planos de assinatura para anunciantes.
A Lello oferece, até o dia 30, 1,2 mil imóveis residenciais e comerciais com até 39% de desconto na cidade de São Paulo e no Grande ABC. Há unidades para venda e também para locação. Para visualizar oportunidades, basta entrar no site da campanha. O desconto médio das unidades é de cerca de 15%.
O imóvel com o maior desconto para compra (32%) é um sobrado de vila na Mooca, bairro da zona leste de São Paulo. Com 120 metros quadrados, três quartos e uma vaga de garagem, o proprietário da unidade baixou o preço de 550 mil reais para 375 mil reais.
Já o preço de compra de um apartamento com 146 metros quadrados, três dormitórios e duas vagas de garagem em Perdizes, bairro da zona oeste da cidade, caiu de 1,18 milhão de reais para 990 mil reais.
Entre os imóveis para locação, o maior desconto, de 39%, é registrado em um apartamento na República, no centro da cidade. A unidade tem 400 metros quadrados, três quartos e uma vaga de garagem, e o seu aluguel caiu de 8 mil reais para 4,9 mil reais nesse mês.
Já o aluguel de um apartamento no bairro da Saúde, com 145 metros quadrados, dois quartos e três vagas de garagem, baixou de 2,3 mil reais para 1.840 reais, um desconto de 20%.
O Zap não irá promover descontos em imóveis anunciados, mas irá oferecer preços especiais em todos os planos para quem deseja anunciar no portal. Os planos terão descontos a partir de 15% e a promoção vai até o dia do evento.
O maior desconto será de 30% e ficará disponível nos planos semestrais e anuais apenas nesta sexta-feira (17). Na promoção, o plano anual passa de 759,90 reais para 531,93 reais, e o semestral de 599 reais para 419,30 reais. Para mais detalhes de valores, planos e descontos, o usuário deve acessar o site.
Até o dia 30 de novembro o portal de classificados imobiliários VivaReal participa da Black Friday pela quarta vez. Durante todo o mês os consumidores podem acessar o site da campanha para encontrar imóveis com descontos em diversas cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba.
Esse ano, a cada dia três imóveis terão preços promocionais. Entre as ofertas desta quinta-feira, está a de um apartamento pronto para morar no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O valor do imóvel, com 60 metros quadrados, dois quartos e duas vagas de garagem, parte de 423 mil reais, um desconto de 10% (o valor fora da promoção sobe para 473 mil reais).
Evento exige cautela
Ao adquirir um imóvel em promoção, é importante que o consumidor se certifique que o prometido verbalmente encontra-se devidamente registrado em contrato, nas plantas e no memorial descritivo do imóvel. Neste caso, o material publicitário pode ser uma forma de comprovação do direito do consumidor, aconselha a Associação Brasileira dos Mutuários (ABMH).
A associação também alerta sobre os riscos de um negócio mal feito ou realizado às pressas sem o devido cuidado. Mesmo que as promoções terminem no final do mês, havendo qualquer tipo de dúvida sobre a manutenção da oferta e manutenção dos benefícios apresentados pelo fornecedor, é melhor optar por não fazer o negócio, recomenda.
O consumidor precisa ainda ter cuidado e verificar se que é ofertado na promoção já não é um direito seu. Na aquisição do primeiro imóvel, por exemplo, alguns direitos já estão resguardados por lei, como isenção de ITBI e desconto de 50% em despesas cartorárias.
Fonte: Exame

terça-feira, 7 de novembro de 2017

'É um custo alto, mas que valoriza o imóvel'



O engenheiro civil Luiz Roberto Salvador, de 52 anos, apostou na ideia da autoprodução e 

instalou os painéis solares em setembro, pouco depois de mudar-se com a família para a

 nova casa, em Campinas. A intenção de produzir energia limpa, ele admite, só se tornou

realidade com a perspectiva de reduzir gastos. "Desde o início quis construir uma casa

 sustentável, mas foi a resolução da Aneel que tornou mais atraente a ideia de produzir a

 própria energia", afirma.

O investimento de R$ 44 mil para a instalação de 16 painéis solares encontrou resistência até dentro de casa. "Foi difícil convencer minha mulher, por exemplo. É um custo alto, mas que acredito que terá retorno quando começar a valer o sistema de crédito. Além disso, acho que valoriza o imóvel como um todo", diz Salvador. "Trabalhei na área de telecomunicações, onde a energia solar é bastante utilizada, e sei do potencial deste tipo de geração."
Em quase 80 dias, os painéis da casa produziram cerca de 1400 quilowatts-hora, metade do que a família consumiu no período. "Por enquanto, boa parte da energia que produzimos é desperdiçada. Mas espero que, em breve, a gente consiga compensar totalmente nosso consumo com a eletricidade vinda do nosso telhado", diz Salvador.
Segundo Jonas Gazoli, dono da Eudora Solar, uma das poucas fornecedoras do Brasil deste tipo de equipamento, é possível produzir energia solar em qualquer parte do País. "Há uma pequena adaptação conforme a região. No Nordeste, é possível que se precise de uma ou duas placas a menos, por exemplo, para gerar a mesma energia que no Sul", explica. "Mas nossos piores pontos de insolação estão bem acima dos melhores locais na Europa, onde a energia solar é largamente utilizada."
Fonte :Estadão

O que mudou no financiamento de imóveis da Caixa


É a segunda vez no ano que o banco restringe a tomada de crédito para imóveis usados.
São Paulo – A Caixa reduziu o teto para financiamento de imóveis usados de 70% para 50% em qualquer linha. A nova regra vale para novos pedidos de financiamentos feitos ao banco a partir de 25 de setembro de 2017.
É a segunda vez no ano que o banco restringe a tomada de crédito para imóveis usados. A primeira havia sido em agosto, quando a Caixa diminuiu o teto para financiamento de 80% para 70%. Agora, a restrição foi ainda mais intensa e deve causar um grande impacto no mercado, já que o banco concede, sozinho, 68% do crédito imobiliário no país.
O novo teto vale para financiamentos feitos pelo sistema SAC, o mais usado no banco e no qual as parcelas do financiamento são decrescentes ao longo do tempo. No sistema Price, que tem parcelas iguais, o teto de financiamento ficou ainda menor: caiu de 60% para 50%.
No caso de compra de imóveis novos, o banco não realizou mudanças. Em todas as linhas, o teto de 80% para financiamento de imóveis novos continua valendo, caso a opção seja pelo sistema SAC. Pela Tabela Price, o teto de 70% para financiamento de imóveis novos também foi mantido.
Segundo o banco, em nota, o financiamento de imóveis novos foi preservado com o objetivo de “manter aquecida a indústria da construção civil do país, responsável por gerar emprego e renda”. Fabricação com o poder da IBM: Com Watson IoT, engenheiros usam milhões de sensores para prever erros e manter qualquer coisa funcionando Patrocinado
Veja na tabela abaixo como ficam os tetos para financiamento após as novas mudanças anunciadas pela Caixa e quais os valores mínimos exigidos como entrada para três valores de imóveis.
Imóveis usados – SAC
FinanciamentoSACR$ 300 milR$ 500 milR$ 800 mil
Antes70%R$ 90 milR$ 150 milR$ 240 mil
Agora50%R$ 150 milR$ 250 milR$ 400 mil
Diferença+R$ 60 mil+ R$ 100 mil+R$ 160 mil
Imóveis usados – Price
FinanciamentoPriceR$ 300 milR$ 500 milR$ 800 mil
Antes60%R$ 120 milR$200 milR$ 320 mil
Agora50%R$ 150 milR$ 250 milR$ 400 mil
Diferença+ R$ 30 mil+ R$ 50 mil+ R$ 80 mil
São enquadrados no SFH (Sistema Financeiro da Habitação) financiamentos de imóveis de até 950 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 800 mil reais nos outros estados.
Já o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) engloba financiamentos de imóveis de mais de 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de mais de 650 mil reais nos outros estados.
Já a linha Pró-Cotista financia imóveis novos de até 1,5 milhão de reais em todo o país, imóveis usados de até 950 mil reais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, e imóveis usados de até 800 mil reais nos demais estados até o final do ano. Contudo, essa linha está suspensa pela Caixa até o ano que vem.
O programa Minha Casa Minha Vida financia imóveis de até 240 mil reais em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, para famílias com renda de até 6,5 mil reais mensais.
Conforme simulações feitas pelo especialista Marcelo Prata, fundador do site Canal do Crédito e Resale.com.br, se o mutuário deseja comprar um imóvel de 500 mil reais podia financiar antes da mudança 350 mil reais pelo sistema SAC e, agora, esse valor caiu para 250 mil reais. Ou seja, a diferença do montante que terá de desembolsar como entrada para a compra do imóvel será de mais 100 mil reais.
Como o valor do financiamento diminui nestes casos, o tomador vai pagar menos no final da operação do que se financiasse um percentual maior, já que as taxas de juros cobradas em cada linha continuam as mesmas. Por outro lado, a barreira para quem não tem muito dinheiro para dar como entrada ficou bem maior.
Banco também complicou transações
Mutuários que desejam vender imóveis usados que ainda tenham parte do valor financiado em outros bancos, fora da Caixa, também podem ter mais dor de cabeça para concluir a operação a partir de agora.
Isso porque a Caixa deixou de atuar, por tempo indeterminado, como interveniente quitante em financiamentos de imóveis. Ou seja, o banco não quita mais dívidas contraídas pelo vendedor do imóvel com outros bancos para que o comprador possa financiar com a Caixa.
Nestes casos, ou o comprador ou o vendedor terão de quitar, com recursos próprios, a dívida com o outro banco. Somente desta forma a Caixa poderá conceder o financiamento ao comprador.
Mutuário pode reclamar
As mudanças só valem para novos pedidos de financiamento, mas mutuários que tiveram prejuízo com a nova mudança anunciada pelo banco podem reclamar das perdas na Justiça.
Esse direito vale para quem já havia dado o valor da entrada como sinal para o vendedor do imóvel antes da mudança e não vai conseguir mais dinheiro para obter o restante do crédito no banco, segundo Prata. “Se conseguir comprovar que teve um prejuízo por conta da nova regra, o mutuário pode tentar reaver o valor.” Neste caso, é indicado documentar todas as conversas com o gerente.
Para quem já havia iniciado o pedido do crédito no banco, mas não chegou a desembolsar nenhum valor, não há muito o que fazer. “Neste caso, o banco pode dar um prazo para que o processo seja finalizado pela regra antiga. Mas vai depender da instituição financeira”, diz Prata.
Fonte: Exame

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Novo título do setor imobiliário deve ganhar espaço no mercado



O LIG, em processo final de regulamentação pelo BC, é um título privado isento de Imposto de Renda e que poderá ser emitido por instituições financeiras.
São Paulo – Um novo produto financeiro vai integrar a sopa de letrinhas dos investimentos ligados ao setor imobiliário. Autorizada pelo governo no fim de agosto, a Letra Imobiliária Garantida (LIG) tem potencial para ganhar espaço tanto na carteira do pequeno investidor como dos gestores de fundos imobiliários.
Isso porque, para especialistas, ela será uma opção com retornos melhores do que a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e com menos risco que os Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ambos concorrentes diretos.
O LIG, que está em processo final de regulamentação pelo Banco Central, é um título privado do mercado imobiliário, isento de Imposto de Renda e que poderá ser emitido por instituições financeiras. O prazo para resgate é de 24 meses e a rentabilidade será baseada na taxa de juros ou atrelada a outros indicadores, como o IPCA.
Deve estar disponível no mercado até o fim do ano.
A LIG promete sair na frente de outros produtos que integram a prateleira de ativos imobiliários por oferecer uma dupla garantia ao investidor. Além da salvaguarda da própria instituição que emitiu o título – ou seja, seu patrimônio -, haverá como garantia uma carteira de ativos imobiliários específica para esse fim, que não poderá ser usada para quitar outras dívidas da instituição no caso de falência. Romeu Amaral, advogado e especialista em financiamento empresarial, alerta, porém, que a dupla garantia exige que o investidor conheça também quais os ativos “salva-vidas” vão compor a carteira.
No caso da LCI, por exemplo, a única cobertura é a do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante investimentos de até R$ 250 mil por CPF e instituição bancária em caso de quebra.
Já os certificados, por oferecerem retornos maiores, não estão sob esse mesmo guarda-chuva. Por isso, ao comprar um CRI, o investidor tem de avaliar os empreendimentos imobiliários dos tomadores do empréstimo para medir os riscos.
Além da vantagem da dupla garantia da LIG, Conrado Navarro, especialista em finanças pessoais do Modalmais, acredita que, no futuro, a letra pode disputar com a LCI o investidor que busca rentabilidade e não se importa com o prazo de resgate de dois anos.
“Não faria sentido lançar um produto com retorno menor do que já existe se ele vai ficar preso por mais tempo. Se for pagar o mesmo com resgate maior, as pessoas vão ficar nas LCIs”. Há uma carência de 90 dias na LCI e a rentabilidade geralmente é atrelada ao CDI.
Arthur Vieira, professor da Fecap e especialista em fundos imobiliários, acredita que o prazo maior, entretanto, vai exigir um investidor mais estruturado, que possa deixar o dinheiro por mais tempo – o que deverá implicar aportes iniciais maiores.
Diversificação
Além do investidor pessoa física, fundos imobiliários também devem estar ansiosos pela LIG, diz Vieira. Isso porque os fundos são importantes compradores de papéis lastreados no mercado, além de imóveis fixos.
A vantagem do fundo imobiliário é o acesso a uma carteira diversificada. “O investidor poderá comprar cotas de fundos que investem em LIG, CRI e LCI e conseguir uma liquidez maior. Se ele for negociado em Bolsa, é possível entrar e sair quando quiser”, explica Vieira. A desvantagem é que o fundo imobiliário não é isento de Imposto de Renda e tem taxas de administração.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Exame

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Vendas de imóveis sobem 40% em julho, mostram Fipe e Abrainc


No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado

São Paulo – O mercado imobiliário mostrou expansão nas vendas e nos lançamentos em julho, bem como recuo dos distratos, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e divulgada nesta segunda-feira, 18.
A pesquisa mostra que, em julho, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 5.130 unidades, crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.821 unidades, retração de 35%. Os lançamentos totalizaram 6.628 unidades, um salto de 182%.
Com os dados positivos de julho, o mercado imobiliário mantém a trajetória de recuperação das operações. No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado. Dicionário do mercado imobiliário: Conheça 16 termos super importantes do setor com a Racon Patrocinado 
No acumulado do ano, os distratos atingiram 20.643 unidades, queda de 22,3%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 39.790 unidades, baixa de 15,4%, e os lançamentos alcançaram 37.158 unidades, alta de 9,4%.
Os dados da pesquisa abrangem imóveis novos, dos setores residencial, comercial e loteamentos de 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação em diversos estados e concentração na região Sudeste.
Fonte: Exame

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Casa própria pelo celular é aposta do Santander


O Santander já oferece o financiamento da casa própria pelo celular. O banco acaba de lançar uma plataforma que permite aos clientes a possibilidade de contratar o crédito imobiliário online, do início ao fim do processo.
Os interessados podem simular, aprovar o crédito, enviar os dados e os documentos necessários pelo celular ou computador. Só será necessário ir à agência no momento da assinatura do contrato, já que é necessário registrar o contrato no Cartório de Imóveis competente. Com isso, estima-se que o prazo médio para a finalização do processo cairá dos atuais 60 dias para apenas 30.
Além disso, os interessados conseguem acompanhar o andamento de cada etapa do contratação – simulação, análise de crédito, análise técnica, contrato e liberação de recursos – pelo Internet Banking ou diretamente no aplicativo do Santander. O cliente será informado, por e-mail ou SMS, se precisa enviar documentos, quais os avanços no processo e o que falta para que o recurso seja liberado mais rapidamente. O sistema ainda permite a conexão entre canais, em qualquer etapa do negócio.
Gilberto Abreu, diretor de Crédito Imobiliário do Santander, explica que é possível iniciar o processo em uma agência, por exemplo, e dar andamento nos canais eletrônicos, de uma forma sempre simples e intuitiva. Esse conceito é conhecido como autoservice, e tende a dar mais fluidez à contratação do crédito, já que o cliente é avisado online dos prazos para o envio da documentação.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O momento é para comprar na planta, usado ou alugar?


Veja as vantagens e desvantagens de adquirir um imóvel usado, novo ou na planta ou até mesmo avaliar o adiamento do negócio.
Há cerca de um ano, a arquiteta Fabiana Rocha, de 42 anos, decidiu trocar a cobertura em que vivia no Jardim Aeroporto por um espaço maior. Alugar não era uma opção, comprar na planta tampouco. Segundo ela, decorar um imóvel zerado aumentaria em 20% o preço da aquisição, investimento que foi poupado com a escolha de um apartamento usado.
No entanto, com a taxa de juros em um dígito e com previsão de fechar 2017 em 7,5% ao ano, o financiamento não se torna mais atrativo? A resposta, segundo especialistas, é depende.
O crédito imobiliário de fato tende a cair, mas esse tipo de operação deve considerar o risco inerente à compra de algo que ainda não existe, alerta o planejador financeiro Jaques Cohen. “A obra pode atrasar, ser embargada e, na pior das hipóteses, nem ser entregue.”
Ele lembra que as incorporadoras estão enfrentando um alto número de “distratos” – cerca de 50% dos lançamentos de médio e alto padrão foram devolvidos nos últimos 12 meses – pode comprometer a capacidade de entrega das empresas. A projeção de quanto sairão, ao final, as prestações exigidas pelo fluxo de caixa (o que se paga antes da entrega das chaves) é outro ponto que costuma ser ignorado, diz Cohen.
As parcelas são corrigidas mensalmente pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que pode alterar substancialmente o montante final. Foi o que aconteceu com o químico Diego Clemente, de 31 anos, e sua noiva, a analista de sistemas Bárbara Mariza, de 25. O casal assinou o contrato para adquirir na planta um apartamento de 70 m² em Cotia, na Grande São Paulo, há três anos. Na época, o imóvel sairia por R$ 322 mil. A poucos meses do final da obra, o valor já estava estimado em R$ 390 mil.
Eles foram ao stand de vendas do empreendimento, que está com 50% de estoque, dizem, e simularam uma aquisição. Se comprassem hoje uma unidade idêntica, teriam de desembolsar R$ 318 mil. “Eu me senti lesada e exigimos o mesmo desconto”, conta Bárbara.
A empresa se negou, mas após ameaça de distrato por parte dos compradores, concordou em abaixar para R$ 322 mil o preço final. “Acho que se fosse fechar um negócio agora, daria preferência para um imóvel pronto ou usado, porque na planta sempre há surpresas. Internamente, está bem fiel ao que vimos na perspectiva, mas as áreas comuns e os acabamentos estão aquém”, afirma Diego.

Além de poder avaliar o imóvel já finalizado, quem opta pelo usado tem margem de negociação maior. “A crise econômica colocou os vendedores numa situação menos confortável”, afirma o professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fábio Gallo.
Diretor de vendas da Imobiliária Lello, Igor Freire diz que os proprietários estão mais flexíveis. “Estão falando sim até para permutas com imóveis menores ou carros como entrada.” Gallo alerta, porém, para os inconvenientes de imóveis antigos, como a necessidade de reformas. Mais: estar atento à documentação da propriedade e sondar se o condomínio precisa de reparos é fundamental.
Aluguel. Se a ideia é comprar um imóvel, mas a mudança não precisa ser imediata, o conselho do professor de Gestão Financeira da PUC-SP Paulo Romaro é esperar. “Assumir uma dívida de longo prazo em meio à crise, com risco de desemprego, pode ser imprudente.” Neste caso, ele diz que o aluguel deve ser considerado.
Cohen aponta, ainda, outra possibilidade: aplicar em papéis do Tesouro a diferença entre o que iria para o financiamento e o valor pago no aluguel. Ao final do período de investimento, a pessoa terá uma boa entrada e um colchão que diminuirá o sufoco gerado por parcelas maiores, como as anuais.
Mas se o comprador estiver com as finanças estáveis, os lançamentos estocados são mais vantajosos.
“Não há os riscos de construção e a taxa de condomínio já tende a estar fixada. A oportunidade é excelente”, avalia Gallo.
A psicóloga Marisa Provetti, de 59 anos, e o marido Elcio Inhe, administrador de 65 anos, conseguiram R$ 200 mil de desconto na compra à vista de uma unidade em estoque. Eles utilizaram suas reservas para fazer o negócio. O apartamento de 150 m², na Vila Mascote, zona sul, saiu por R$ 1,2 milhão.
“Se tivéssemos precisado vender o imóvel onde morávamos para adquirir este, o negócio não seria tão bom, o mercado está desvalorizado, certamente teríamos perdido dinheiro”, afirma Inhe.
O casal tenta há três meses alugar o imóvel anterior, mas não recebeu nenhuma proposta. “Estamos dos dois lados”, diz Marisa. “Conseguimos um preço ótimo pelo novo. Agora, como proprietários, não temos uma solução para o antigo.”

A psicóloga Marisa Provetti escolheu comprar um apartamento novo estocado e conseguiu R$ 200 mil de desconto
Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Bianca Soares, Especial para O Estado
Fonte: Estadão



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Itaú reduz as taxas do financiamento imobiliário



A novidade está valendo desde o dia 10 de agosto

Na última quarta-feira (9), o Itaú Unibanco reduziu os juros para o financiamento imobiliário. A boa notícia é que as novas taxas já estão valendo, desde o dia 10 de agosto, e podem ser ainda menores do que os números divulgados, tudo depende do perfil do cliente e também do seu relacionamento com o banco.

Segundo a nota divulgada pelo banco, para os imóveis que são enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), a nova taxa será a partir de 10,7% ao ano mais TR (Taxa referencial), que mostra uma redução de 0,5 ponto percentual sob a taxa anterior.

Agora se o imóvel está no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a nova taxa será a partir de 10,1% ao ano mais TR, o que mostra uma queda de 0,4 pontos percentuais.
De acordo com o banco, as taxas podem chegar a 9,9% ao ano mais TR para os imóveis enquadrados no SFI e até 9,3% ao ano mais TR no SFH, dependendo do perfil do cliente e também do seu relacionamento com o banco.

Caixa anuncia redução no limite para crédito imobiliário


Mudança passa a valer nas linhas Minha Casa Minha Vida e Pró-Cotista

Começou a valer desde a última quarta-feira (16), a redução no valor do financiamento realizado pela Caixa Econômica Federal para a casa própria. Vale lembrar que o banco havia feito um anúncio sobre a medida em junho.

Segundo um comunicado emitido internamente pelo banco, a nova regra diminuiu de 90% para 80% o limite em empréstimos no sistema de amortização constante (SAC). A redução vale para as linhas Minha Casa Minha Vida e Pró-Cotista, que oferece juros menores a trabalhadores titulares de contas vinculadas ao FGTS, no financiamento imobiliário, e com recursos do FGTS.
De acordo com a instituição, as novas regras começam a valer para novos contratos, revertendo assim o movimento feito pelo banco no final de 2016, quando houve um aumento nos limites do financiamento.
Na tabela Price, que possui prestações constantes, a Caixa decidiu manter o teto no caso do programa Minha Casa, Minha Vida. Reduziu, entretanto, de 70% para 60% o limite para imóvel usado financiado pela linha Pró-Cotista e de 80% para 70% no financiamento de imóveis com recursos CCFGTS.
Os clientes que já deram entrada no seu contrato de crédito imobiliário junto à Caixa, conforme uma fonte, têm um prazo para finalizá-lo nos tetos antigos. O banco confirmou a mudança e esclareceu que essa adequação deve impactar menos de 10% dos clientes que procuram o banco para realizar operações de financiamento.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Qual a valorização de um imóvel com sistema de energia solar?

A geração de energia solar no Brasil ainda é uma novidade. Em 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou uma portaria na qual legaliza a instalação de sistemas residências de geração de energia por meio da luz solar. De lá para cá, o número de casas geradoras da própria energia de forma sustentável só vem aumentando no país. No último balanço divulgado pela agência, já são quase 6 mil casas com sistema de energia solar instalado e em funcionamento.
Conta de luz quase zerada atrai investidores
Um dos motivos pelo qual as pessoas vêm procurando informações sobre os sistemas fotovoltaicos é a valorização que o imóvel atinge quando dispõe deste selo “verde”. Para você que procura um imóvel, uma pergunta: entre uma casa que tem um conta de luz quase zerada e outra que exige um gasto alto com energia, qual você escolheria? Dificilmente alguém, escolherá a segunda opção.
Pesquisas recentes mostram que o imóvel sustentável pode ser valorizado em até 30%, em especial por conta do crescimento contínuo da procura por casas que estejam em comunhão com o meio-ambiente.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, patrocinada pelo Departamento de Energia dos EUA, casas com sistema de energia solar têm uma valorização do imóvel de 3% a 6%. O estudo mostrou que os compradores estavam dispostos a pagar, em média, R$ 40 mil a mais por casas que tenham um sistema fotovoltaico instalado.
De acordo com a SunPower, empresa de pesquisa de tendência dos EUA, a valorização tem alcançado 8% nos últimos negócios imobiliários.

Venda de imóveis quase dobra em 2017 em relação ao ano passado, diz Ademi-GO


A venda de imóveis no estado quase dobrou nos primeiros quatro meses de 2017 se comparado ao mesmo período de 2016, aponta uma pesquisa da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO) divulgada na sexta-feira (30). O índice considera os negócios fechados subtraindo as devoluções.
De acordo com o levantamento, entre janeiro e abril de 2016, o mercado imobiliário gerou 316,9 milhões. No mesmo período deste ano, foram R$ 620 milhões.
Diretor de vendas de uma construtora, Edmilson Borges ressalta que, além do aumento nas vendas, houve redução na quantidade de distratos. Para o especialista, isso mostra que os consumidores estão com mais confiança no mercado imobiliário.
“Clientes tinham que fazer financiamento, não conseguiam e distratavam. 2016 foi um ano que teve um represamento muito forte do mercado. As pessoas estavam com medo por causa do aumento da taxa de emprego e dos juros. Com a queda da taxa de juros e um pouco mais de segurança na economia, as pessoas estão voltando a comprar”, explicou.

Metro quadrado

A pesquisa também aponta que o valor médio do metro quadrado no primeiro quadrimestre de 2016 era de R$ 4.871,19. Neste ano, é de R$ 5.017,773.
De acordo com Borges, a pequena variação do metro quadrado reflete a força do mercado goiano. Ele defende que o preço está entre os mais baixos do país, mas deve subir nos próximos anos porque a margem de lucro das empresas é pequena e pode faltar imóvel.
“O bairro mais nobre é o Marista, onde você mora com R$ 5 mil o metro quadrado. Não tem outra capital com esse valor. Com a diminuição dos lançamentos, a nossa projeção é de que faltará produto em 2019, 2020. Então, em 1 ano e meio, 2 anos, o preço do metro estará mais caro”, conclui.
Fonte: G1

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Este é o melhor momento da última década para negociar no mercado imobiliário


Sinalização de redução de juros, queda no preço dos imóveis e liberação de recursos do FGTS inativo capitalizando clientes são fatores que, somados à perspectiva de retomada da economia, devem impactar positivamente o setor imobiliário.
O governo federal trabalha com a projeção de injeção de R$ 30 bilhões na economia brasileira neste ano com a liberação dos saques do FGTS inativo. A medida deve movimentar 0,5 % do Produto Interno Bruno (PIB) do país. Para o governo, a iniciativa pode levar de forma rápida à redução do endividamento das famílias, contribuindo para a volta do crescimento econômico.
O mercado imobiliário aposta que uma fatia desse capital que chega ao bolso dos brasileiros possa ser investida na compra de imóveis, e vê com otimismo a medida, que somada a outros fatores, pode indicar uma caminho para a saída da crise que ainda afeta o setor.
A mais recente pesquisa sobre o segmento imobiliário do país, realizada pela FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e publicada com exclusividade pela Revista EXAME em maio, traz dados que indicam que esse é o melhor momento da última década para quem esta capitalizado e quer negociar a compra de um imóvel.
A pesquisa analisou preços em 5.600 bairros de 203 cidades brasileiras e constatou que os preços dos imóveis subiram apenas 0,8% em 2016. Em termos reais, os preços caíram 5%. Mesmo assim, as vendas não aumentaram por conta da queda da renda das famílias, os altos juros, dificultando financiamentos, e também pela insegurança econômica, desemprego e medo de perder o posto de trabalho.
Diante do cenário avaliado pela pesquisa, os analistas e representantes do setor imobiliário ouvidos afirmam que agora é a hora certa para negociar. Para muitos, a crise já chegou ao fundo do poço. O próximo passo é a recuperação, o que elevaria os preços dos imóveis.
Otair Guimarães, diretor comercial da Leste Realty, empresa que lançou em Ribeirão Preto no final de 2016, em parceria com o Grupo Engep, o empreendimento Quinta dos Ventos, localizado na zona sul da cidade, também avalia que este é o momento ideal para investir no sonho da casa própria.
O Quinta dos Ventos comercializa lotes com metragens a partir de 335 metros quadrados e oferece um padrão inteligente de urbanismo. “Entendemos o momento da economia e oferecemos um produto de qualidade e que cabe no bolso do consumidor. O cliente com condição de investir tem agora o cenário ideal. Os preços ainda estão baixos. Esta é a hora de comprar”, avalia Otair Guimarães.
O empresário ainda analisa como positivas para ao mercado a liberação de recursos do FGTS inativo e a redução de juros, como a taxa Selic. “O setor imobiliário ainda aguarda para avaliar o impacto da liberação desses recursos do FGTS inativo no mercado e também de um corte ainda maior na Selic. Mas a expectativa é positiva. O fato de o trabalhador poder sacar o dinheiro e utilizar naquilo que preferir é bastante interessante. Além disso, a expectativa do trabalhador quitar dívidas pode resultar na queda da inadimplência, que tem impacto na melhoria das condições de financiamento. Fato positivo para o mercado de forma geral”, afirma Otair Guimarães.
Fonte: G1

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Setor imobiliário está otimista para 2017 e acredita que a recuperação já começou



Empresários começam a enxergar uma 'luz no fim do túnel' com o crescimento das 

vendas e locações, principalmente de imóveis usados.

Foi um longo período de recessão e queda nas vendas, mas os empresários 
ligados ao segmento imobiliário e as pessoas que estão em busca de um novo 
lar com preços acessíveis finalmente começam a enxergar uma “luz no fim do 
túnel”. Para eles, 2017 começou bem e deve marcar o início da recuperação 
do setor.
Este otimismo, de acordo com o presidente da Associação Comercial de Sorocaba
(Acso), José Alberto Cépil, tem relação com a melhoria de alguns indicadores 
econômicos, principalmente a queda da taxa básica de juros (Selic), que sofreu corte
de 1%, chegando a 11,25%. 

“Os financiamentos concedidos pelos bancos para a compra e construção de imóveis
no primeiro trimestre deste ano são maiores do que no mesmo período do ano passado
Acreditamos numa melhora gradativa da economia e que se encerre este ciclo de queda”
, explica.
Para Guido Cussiol Neto, proprietário de uma imobiliária de Sorocaba (SP), o mercado
começa a apresentar recuperação com o aumento da demanda por compras e locações.
“As vendas e locações estão boas, com destaque para a procura de imóveis usados.
Os lançamentos ainda apresentam baixa, mas, mesmo assim, teve alta de 12%. 
Se a evolução continuar, teremos uma grande virada a curto e médio prazo”, comenta.
Já José Luiz Gonçalves Atalla, dono de outra empresa de negócios imobiliários da
cidade, acredita que a retomada veio mais cedo do que muitos esperavam. 
“Houve uma procura maior por imóveis usados e as locações também aumentaram. 
Em março, por exemplo, a procura cresceu 20% em comparação com o mesmo mês
de 2016. Os imóveis usados são os mais procurados no momento e, neste ritmo, 
creio que o mercado será normalizado até o início do ano que vem”.
Fonte: G1