segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Itaú reduz as taxas do financiamento imobiliário



A novidade está valendo desde o dia 10 de agosto

Na última quarta-feira (9), o Itaú Unibanco reduziu os juros para o financiamento imobiliário. A boa notícia é que as novas taxas já estão valendo, desde o dia 10 de agosto, e podem ser ainda menores do que os números divulgados, tudo depende do perfil do cliente e também do seu relacionamento com o banco.

Segundo a nota divulgada pelo banco, para os imóveis que são enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), a nova taxa será a partir de 10,7% ao ano mais TR (Taxa referencial), que mostra uma redução de 0,5 ponto percentual sob a taxa anterior.

Agora se o imóvel está no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a nova taxa será a partir de 10,1% ao ano mais TR, o que mostra uma queda de 0,4 pontos percentuais.
De acordo com o banco, as taxas podem chegar a 9,9% ao ano mais TR para os imóveis enquadrados no SFI e até 9,3% ao ano mais TR no SFH, dependendo do perfil do cliente e também do seu relacionamento com o banco.

Caixa anuncia redução no limite para crédito imobiliário


Mudança passa a valer nas linhas Minha Casa Minha Vida e Pró-Cotista

Começou a valer desde a última quarta-feira (16), a redução no valor do financiamento realizado pela Caixa Econômica Federal para a casa própria. Vale lembrar que o banco havia feito um anúncio sobre a medida em junho.

Segundo um comunicado emitido internamente pelo banco, a nova regra diminuiu de 90% para 80% o limite em empréstimos no sistema de amortização constante (SAC). A redução vale para as linhas Minha Casa Minha Vida e Pró-Cotista, que oferece juros menores a trabalhadores titulares de contas vinculadas ao FGTS, no financiamento imobiliário, e com recursos do FGTS.
De acordo com a instituição, as novas regras começam a valer para novos contratos, revertendo assim o movimento feito pelo banco no final de 2016, quando houve um aumento nos limites do financiamento.
Na tabela Price, que possui prestações constantes, a Caixa decidiu manter o teto no caso do programa Minha Casa, Minha Vida. Reduziu, entretanto, de 70% para 60% o limite para imóvel usado financiado pela linha Pró-Cotista e de 80% para 70% no financiamento de imóveis com recursos CCFGTS.
Os clientes que já deram entrada no seu contrato de crédito imobiliário junto à Caixa, conforme uma fonte, têm um prazo para finalizá-lo nos tetos antigos. O banco confirmou a mudança e esclareceu que essa adequação deve impactar menos de 10% dos clientes que procuram o banco para realizar operações de financiamento.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Qual a valorização de um imóvel com sistema de energia solar?

A geração de energia solar no Brasil ainda é uma novidade. Em 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou uma portaria na qual legaliza a instalação de sistemas residências de geração de energia por meio da luz solar. De lá para cá, o número de casas geradoras da própria energia de forma sustentável só vem aumentando no país. No último balanço divulgado pela agência, já são quase 6 mil casas com sistema de energia solar instalado e em funcionamento.
Conta de luz quase zerada atrai investidores
Um dos motivos pelo qual as pessoas vêm procurando informações sobre os sistemas fotovoltaicos é a valorização que o imóvel atinge quando dispõe deste selo “verde”. Para você que procura um imóvel, uma pergunta: entre uma casa que tem um conta de luz quase zerada e outra que exige um gasto alto com energia, qual você escolheria? Dificilmente alguém, escolherá a segunda opção.
Pesquisas recentes mostram que o imóvel sustentável pode ser valorizado em até 30%, em especial por conta do crescimento contínuo da procura por casas que estejam em comunhão com o meio-ambiente.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, patrocinada pelo Departamento de Energia dos EUA, casas com sistema de energia solar têm uma valorização do imóvel de 3% a 6%. O estudo mostrou que os compradores estavam dispostos a pagar, em média, R$ 40 mil a mais por casas que tenham um sistema fotovoltaico instalado.
De acordo com a SunPower, empresa de pesquisa de tendência dos EUA, a valorização tem alcançado 8% nos últimos negócios imobiliários.

Venda de imóveis quase dobra em 2017 em relação ao ano passado, diz Ademi-GO


A venda de imóveis no estado quase dobrou nos primeiros quatro meses de 2017 se comparado ao mesmo período de 2016, aponta uma pesquisa da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO) divulgada na sexta-feira (30). O índice considera os negócios fechados subtraindo as devoluções.
De acordo com o levantamento, entre janeiro e abril de 2016, o mercado imobiliário gerou 316,9 milhões. No mesmo período deste ano, foram R$ 620 milhões.
Diretor de vendas de uma construtora, Edmilson Borges ressalta que, além do aumento nas vendas, houve redução na quantidade de distratos. Para o especialista, isso mostra que os consumidores estão com mais confiança no mercado imobiliário.
“Clientes tinham que fazer financiamento, não conseguiam e distratavam. 2016 foi um ano que teve um represamento muito forte do mercado. As pessoas estavam com medo por causa do aumento da taxa de emprego e dos juros. Com a queda da taxa de juros e um pouco mais de segurança na economia, as pessoas estão voltando a comprar”, explicou.

Metro quadrado

A pesquisa também aponta que o valor médio do metro quadrado no primeiro quadrimestre de 2016 era de R$ 4.871,19. Neste ano, é de R$ 5.017,773.
De acordo com Borges, a pequena variação do metro quadrado reflete a força do mercado goiano. Ele defende que o preço está entre os mais baixos do país, mas deve subir nos próximos anos porque a margem de lucro das empresas é pequena e pode faltar imóvel.
“O bairro mais nobre é o Marista, onde você mora com R$ 5 mil o metro quadrado. Não tem outra capital com esse valor. Com a diminuição dos lançamentos, a nossa projeção é de que faltará produto em 2019, 2020. Então, em 1 ano e meio, 2 anos, o preço do metro estará mais caro”, conclui.
Fonte: G1

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Este é o melhor momento da última década para negociar no mercado imobiliário


Sinalização de redução de juros, queda no preço dos imóveis e liberação de recursos do FGTS inativo capitalizando clientes são fatores que, somados à perspectiva de retomada da economia, devem impactar positivamente o setor imobiliário.
O governo federal trabalha com a projeção de injeção de R$ 30 bilhões na economia brasileira neste ano com a liberação dos saques do FGTS inativo. A medida deve movimentar 0,5 % do Produto Interno Bruno (PIB) do país. Para o governo, a iniciativa pode levar de forma rápida à redução do endividamento das famílias, contribuindo para a volta do crescimento econômico.
O mercado imobiliário aposta que uma fatia desse capital que chega ao bolso dos brasileiros possa ser investida na compra de imóveis, e vê com otimismo a medida, que somada a outros fatores, pode indicar uma caminho para a saída da crise que ainda afeta o setor.
A mais recente pesquisa sobre o segmento imobiliário do país, realizada pela FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e publicada com exclusividade pela Revista EXAME em maio, traz dados que indicam que esse é o melhor momento da última década para quem esta capitalizado e quer negociar a compra de um imóvel.
A pesquisa analisou preços em 5.600 bairros de 203 cidades brasileiras e constatou que os preços dos imóveis subiram apenas 0,8% em 2016. Em termos reais, os preços caíram 5%. Mesmo assim, as vendas não aumentaram por conta da queda da renda das famílias, os altos juros, dificultando financiamentos, e também pela insegurança econômica, desemprego e medo de perder o posto de trabalho.
Diante do cenário avaliado pela pesquisa, os analistas e representantes do setor imobiliário ouvidos afirmam que agora é a hora certa para negociar. Para muitos, a crise já chegou ao fundo do poço. O próximo passo é a recuperação, o que elevaria os preços dos imóveis.
Otair Guimarães, diretor comercial da Leste Realty, empresa que lançou em Ribeirão Preto no final de 2016, em parceria com o Grupo Engep, o empreendimento Quinta dos Ventos, localizado na zona sul da cidade, também avalia que este é o momento ideal para investir no sonho da casa própria.
O Quinta dos Ventos comercializa lotes com metragens a partir de 335 metros quadrados e oferece um padrão inteligente de urbanismo. “Entendemos o momento da economia e oferecemos um produto de qualidade e que cabe no bolso do consumidor. O cliente com condição de investir tem agora o cenário ideal. Os preços ainda estão baixos. Esta é a hora de comprar”, avalia Otair Guimarães.
O empresário ainda analisa como positivas para ao mercado a liberação de recursos do FGTS inativo e a redução de juros, como a taxa Selic. “O setor imobiliário ainda aguarda para avaliar o impacto da liberação desses recursos do FGTS inativo no mercado e também de um corte ainda maior na Selic. Mas a expectativa é positiva. O fato de o trabalhador poder sacar o dinheiro e utilizar naquilo que preferir é bastante interessante. Além disso, a expectativa do trabalhador quitar dívidas pode resultar na queda da inadimplência, que tem impacto na melhoria das condições de financiamento. Fato positivo para o mercado de forma geral”, afirma Otair Guimarães.
Fonte: G1

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Setor imobiliário está otimista para 2017 e acredita que a recuperação já começou



Empresários começam a enxergar uma 'luz no fim do túnel' com o crescimento das 

vendas e locações, principalmente de imóveis usados.

Foi um longo período de recessão e queda nas vendas, mas os empresários 
ligados ao segmento imobiliário e as pessoas que estão em busca de um novo 
lar com preços acessíveis finalmente começam a enxergar uma “luz no fim do 
túnel”. Para eles, 2017 começou bem e deve marcar o início da recuperação 
do setor.
Este otimismo, de acordo com o presidente da Associação Comercial de Sorocaba
(Acso), José Alberto Cépil, tem relação com a melhoria de alguns indicadores 
econômicos, principalmente a queda da taxa básica de juros (Selic), que sofreu corte
de 1%, chegando a 11,25%. 

“Os financiamentos concedidos pelos bancos para a compra e construção de imóveis
no primeiro trimestre deste ano são maiores do que no mesmo período do ano passado
Acreditamos numa melhora gradativa da economia e que se encerre este ciclo de queda”
, explica.
Para Guido Cussiol Neto, proprietário de uma imobiliária de Sorocaba (SP), o mercado
começa a apresentar recuperação com o aumento da demanda por compras e locações.
“As vendas e locações estão boas, com destaque para a procura de imóveis usados.
Os lançamentos ainda apresentam baixa, mas, mesmo assim, teve alta de 12%. 
Se a evolução continuar, teremos uma grande virada a curto e médio prazo”, comenta.
Já José Luiz Gonçalves Atalla, dono de outra empresa de negócios imobiliários da
cidade, acredita que a retomada veio mais cedo do que muitos esperavam. 
“Houve uma procura maior por imóveis usados e as locações também aumentaram. 
Em março, por exemplo, a procura cresceu 20% em comparação com o mesmo mês
de 2016. Os imóveis usados são os mais procurados no momento e, neste ritmo, 
creio que o mercado será normalizado até o início do ano que vem”.
Fonte: G1


sábado, 27 de maio de 2017

UFSC Desenvolve ônibus elétrico movido a energia solar
Há algum tempo atrás o ônibus movido à energia solar era realidade na Austrália e uma promessa no Brasil. Com proposta de começar a funcionar em dezembro do ano passado, o transporte coletivo movido por energia solar, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina, não só ficou pronto na data prevista como irá começar a circular em março desse ano.

O grupo de pesquisadores da UFSC desenvolveu o primeiro ônibus 100% elétrico do País movido por energia solar, captada por um sistema de placas solares instalado no telhado do laboratório de pesquisa da universidade. Esse é o grande diferencial do ônibus, toda a energia solar será gerada pela própria UFSC, no Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica, onde o projeto foi idealizado e desenvolvido.

No teto do ônibus movido à energia solar, baterias de lítio irão armazenar a energia gerada pelas placas de energia solares fotovoltaicas instaladas nos telhados do Centro de Pesquisa. Com tração elétrica, o veículo tem autonomia para andar até 70 quilômetros sem recarga e irá percorrer 200 quilômetros por dia. Tudo isso sem gerar gases poluentes que prejudicam o meio ambiente.

O ônibus movido à energia solar será recarregado a cada viagem, na estação do Sapiens Parque, fazendo um percurso total de 50 quilômetros. A cada dia serão quatro viagens. Neste trajeto de 50 quilômetros, de ida e volta, o custo com deslocamento, no caso de um sistema convencional que usa diesel para as quatro viagens feitas pelos pesquisadores diariamente, seria de aproximadamente R$ 100 diários, o que corresponde a R$ 2 mil mensais de economia.

O transporte coletivo desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina também é silencioso e não emite poluentes. Com o conceito de deslocamento produtivo, a ideia é que o ônibus movido à energia solar seja uma espécie de extensão do escritório ou campus. Por isso, conta com tomadas, rede wi-fi e duas mesas de trabalho.

O veículo começa a funcionar em março e fará o percurso em horários regulares programados conforme as aulas, para a comunidade universitária (alunos e servidores), sem cobrança de tarifa. Além de facilitar o transporte de estudantes e pesquisadores, o ônibus movido à energia solar otimiza a utilização do tempo. O percurso que é de 30 minutos será feito sem paradas durante o trajeto.

O projeto do ônibus movido à energia solar desenvolvido pela UFSC custou R$ 1 milhão e recebeu o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A ideia e execução do ônibus movido à energia solar é parte de um conjunto de ações do Programa Tecnologias para Cidades Sustentáveis da Secis (Secretaria Cidade Sustentável), que tem como principal objetivo fortalecer o domínio e a presença das tecnologias relacionadas às placas solares e energia fotovoltaica em território brasileiro. 


Fonte Portal Solar


terça-feira, 23 de maio de 2017

ENERGIA SOLAR PARA CARREGAR CELULARES. ENTENDA ESSA TECNOLOGIA!



Ainda não é o fim do convencional carregador de celular, mas a tecnologia e o avanço da usabilidade de energia solar prometem um futuro onde procurar uma tomada para dar carga à bateria de um telefone não será uma preocupação.

Que a captação de energia solar tem se difundido cada vez mais, e que esse recurso natural renovável tem sido extremamente incentivado como iniciativa sustentável não é novidade. Mas a ideia de um gerador de energia solar, capaz de carregar um celular até seu nível máximo de bateria, é uma realidade ainda mais empolgante, aproximando a tecnologia do indivíduo.


O carregador solar chegou ao mercado com um preço bastante competitivo, o que o torna ainda mais atraente para o consumidor. Além de funcionar como um carregador solar portátil, o dispositivo pode ser carregado na rua, até mesmo em movimento, dependendo da posição do sol.

Na prática, o gerador de energia solar para celular funciona como qualquer outro carregador portátil, ou seja, uma bateria armazena determinada carga de energia, que posteriormente é repassada para a bateria do celular. No caso do carregador solar, assim que ele é conectado por um cabo micro USB.

O diferencial do carregador com energia solar para celular, é que o mesmo possui uma placa fotovoltaica, geralmente do tamanho do próprio dispositivo, que é carregada com energia solar sempre que está exposta a irradiação do sol. A intensidade do carregamento costuma se atrelar à captação de energia solar, por exemplo, dias nublados tendem a carregar o dispositivo mais lentamente do que os dias com muita incidência solar.



Quanto à autonomia de um carregador de celular que funciona a base de captação de energia solar, pode-se dizer que os níveis de autonomia dependem muito do modelo em questão. De maneira geral, a maioria dos modelos de carregador solar garante, no mínimo, uma carga completa da bateria de um aparelho celular padrão. A principal vantagem é a possibilidade de recarregar o dispositivo através do painel fotovoltaico, mesmo sem voltar para casa.

No mercado já existem diferentes modelos de carregador solar, com diferentes níveis de acabamento, duração e velocidade de carregamento, fatores que costumam influenciar o preço final do produto. A maioria dos carregadores para celulares movidos com energia solar possuem preços que variam entre pouco menos de R$ 50,00, até algumas centenas de reais. Ao adquirir um gerador de energia solar para celular é importante que o comprador certifique-se de que está adquirindo um produto seguro, testado pelo INMETRO, de acordo com as normas mínimas de segurança para o usuário.



Atualmente, também se estuda nos Estados Unidos uma nova tecnologia que tem como proposta um novo modelo de LED capaz de emitir e detectar sinais de luz, o que permite a geração de energia solar. O material que está sendo desenvolvido absorve luz e gera uma corrente fotovoltaica de energia. O acúmulo da corrente elétrica, por sua vez, carrega a bateria do celular. Dessa maneira, o dispositivo móvel poderá ser carregado por uma simples exposição à luz solar, sem a necessidade de conectar o aparelho a um fio elétrico. Os pixels do display do LED também poderão capturar e armazenar energia solar.

Fonte Portal Solar



quarta-feira, 17 de maio de 2017

O Caminho da Tesla Para se Tornar a Apple da Energia Solar


O empreendedor e filantropo Ellon Musk tem planos ambiciosos para a Tesla, empresa que ajudou a criar e da qual é o atual presidente e CEO. Fundada em 2003, a empresa inicialmente era focada na fabricação e comercialização de carros elétricos, época em que ainda carregava o nome de Tesla Motors.
A empresa foi um sucesso, como sabemos, tendo lançado o Tesla Roadster em 2008, o primeiro desportivo totalmente elétrico, além dos modelos S, X e 3, este último atualmente em produção e previsto para ter suas primeiras unidades entregues ainda este ano.
Nos últimos anos, entretanto, Musk começou a direcionar investimentos da sua empresa para outras tecnologias que mostravam que seus planos iam além dos carros elétricos.
Em 2012, por exemplo, a Tesla começou o desenvolvimento de baterias de íon-lítio para armazenamento de energia e, em 30 de abril de 2015, Musk apresentou ao mudo a Tesla Powerwall, a bateria residencial que funciona em conjunto com os sistemas fotovoltaicos para armazenar a energia que pode ser usada a noite ou em casos de queda da rede.
Já em junho de 2016, Musk anunciou o interesse da Tesla Motors pela compra da SolarCity, maior fabricante de painéis solares e instaladora de sistemas fotovoltaicos dos EUA. Após mais de um mês de negociação entre os acionistas das empresas, a venda foi acordada no valor de U$2,6 bilhões, com nova empresa passando a chamar apenas Tesla Inc.
Muito criticada na época, a negociação foi vista como prejudicial para a empresa de carros elétricos, a qual diziam que iria perder o foco de seus negócios justo no momento em que estes estavam em alta no mercado.
No entanto, poucos conseguiram enxergar os planos escondidos nesse movimento de Musk, os quais foram revelados pelo próprio empreendedor, através de um artigo publicado no blog da empresa, em 20 de julho de 2016, intitulado: “Plano Mestre, Parte Dois”.
Neste, Musk explica o seu objetivo de integrar, de forma simples, os telhados solares com as baterias de armazenamento e os carros elétricos, empoderando o indivíduo como o gerador e consumidor de sua própria energia elétrica e entregando tudo isso através de uma única empresa.
“Uma solicitação, uma instalação, um contato de serviço, um aplicativo de celular.”
De maneira geral, o que Musk pretende alcançar no mercado de energia com essa nova Tesla é muito parecido com o que a Apple fez no mercado de computadores e celulares e, para isso, a empresa vem reestruturando o seu modelo de negócio.

Muita Complicação

Qual é, hoje, o caminho que os consumidores que estão interessados em instalar um sistema solar fotovoltaico em suas casas ou empresas devem percorrer?
Ao fazer uma busca na internet, eles são apresentados a uma variedade de empresas e tecnologias diferentes, porém sem uma grande marca à qual eles possam recorrer.
Fora isso, existe o lado estético da instalação, visto que os painéis solares tradicionais, embora tragam enorme vantagem econômica, acabam por alterar o visual do maior bem que um consumidor tem, que é a sua casa.
De forma similar, há 16 anos atrás, os consumidores interessados em comprar um computador pessoal enfrentavam os mesmos problemas, pois se tratava de uma nova tecnologia, com benefícios incertos e produtos sem grandes diferenciais entre si.
Tudo isso mudou com a abertura das primeiras lojas da Apple, nas quais os consumidores podiam ir para relaxar e experimentar os produtos sem a pressão de vendedores.
Por oferecerem poucos produtos na época, as lojas foram desacreditadas por críticos de plantão, mas logo se tornaram o destino dos compradores, que passaram a ter prazer, e não mais aborrecimento, na compra de um computador ou celular.

Experiência educativa

As lojas da Tesla são uma ótima maneira de alcançar esse mesmo resultado, porém voltado ao mercado de energia. Com cerca de 100 lojas, somente nos EUA, nelas os consumidores podem tomar um expresso tranquilamente enquanto são apresentados, muitos pela primeira vez, aos veículos elétricos e seu funcionamento.
A experiência é mais focada na educação e os clientes podem, inclusive, fazer um test drive em um modelo SUV, que custa U$130 mil, sem ter que ouvir argumentos de venda exaustivos. O produto já fala por si só.
Para empresas de energia solar, atrair esse contato inicial por parte do consumidor é resultado de muito investimento em marketing, os quais nem sempre atraem o resultado desejado e acabam por encarecer o custo final do produto ao cliente.
De acordo com a Bloomberg New Energy Finance (BNEF), para cada dólar gasto em marketing pela SolarCity, apenas meio watt adicional de energia solar é instalado, colocando em perspectiva, a média de potência dos sistemas instalados nos EUA é de 5 mil watts.
Isso representa um gasto muito alto por algo que é ignorado pelo consumidor. De acordo com uma pesquisa da própria BNEF, 40% dos compradores de sistemas fotovoltaicos no país vieram de indicações de parentes e/ou amigos, e 28% procuraram a solução por eles mesmos.
Agora que a Tesla já solucionou a questão estética com o lançamento das suas telhas solares, agregar esse produto junto aos veículos elétricos em suas lojas pode ser a tacada genial que faltava para o setor, agregando o valor educacional com a experiência em primeira mão da tecnologia fotovoltaica.
Críticos alegam que essa sinergia entre as tecnologias não é atrativa, visto ser improvável que um consumidor irá entrar em uma loja para adquirir ambos produtos, porém o mesmo pode ser dito de uma loja Apple. O resultado almejado aqui é responder aquela primeira pergunta que vem à mente do consumidor interessado: por onde começo?
E é exatamente isso o que a nova SolarCity já está fazendo, tendo anunciado, no final de abril, o encerramento das suas vendas porta-a-porta como parte de seus planos de reduzir os gastos com propaganda e investir na venda de seus produtos dentro das lojas Tesla.

Chega à noite

A outra visão de longo prazo de Musk quando optou pela compra da SolarCity é a junção da produção e armazenamento da energia, como ele mesmo expôs em seu plano mestre, fato que poderá mudar a economia da solar em um futuro próximo.
Para isso, a nova empresa de energia solar poderá contar com as já renomadas baterias da Tesla, a Powerwall, que teve sua segunda versão apresentada junto ao lançamento das telhas da empresa.
As baterias ainda não estão consolidadas junto as vendas dos sistemas fotovoltaicos nos EUA, em parte devido ao seu alto custo e também devido a política de venda de energia existente nos EUA, o que acaba sendo mais vantajoso para os consumidores do país.
Musk, no entanto, não se acanha diante disso e garante que dentro de cinco anos, a junção dos sistemas com as baterias será mais barata do que a eletricidade vendida pelas distribuidoras.

No futuro, a maioria das residências contará com uma bateria para armazenar sua energia.
Para atingir essa queda dos preços de suas baterias, a Tesla tinha planos de começar a fabricação das células de íon-lítio em sua Gigafactory, localizada no estado americano de Nevada, o que foi concretizado em janeiro deste ano. Essas células serão usadas tanto para a fabricação da Powerwall 2 como para as baterias do Model 3.
A imensa fábrica está operando ainda em 30% de sua capacidade total, quando completamente operacional, a Gigafactory irá produzir mais capacidade de baterias de íon-lítio do que o mercado global inteiro faz em um ano.
O projeto megalomaníaco, feito em parceria com a Panasonic, deverá ter um custo total de U$5 bilhões e, quando finalizado, deverá suprir 35GWh de células por ano.
Essa produção em massa irá reduzir o preço das baterias de tal forma que a empresa, que agora comercializa os sistemas fotovoltaicos, poderá oferecê-las como parte integrante sem grande diferença no valor final.
Já a política de incentivo do setor que obriga, nos EUA, as distribuidoras a comprar a energia gerada pelos consumidores, parece cada vez mais incerta de continuar. Conforme a tecnologia foi avançando no país, muitos estados voltaram atrás nessa política, deixando os consumidores na mão com os seus sistemas. 
Além disso, com a eleição do novo presidente americano, Donald Trump, conhecido por não apoiar as tecnologias limpas, espera-se que muitos subsídios e incentivos do setor sejam descontinuados.
No entanto, em um futuro com baterias altamente eficientes e de preços acessíveis, instalar um sistema em conjunto com elas será vantajoso para os consumidores tanto na questão financeira, como na seguridade de suprimento de energia, sem a preocupação de quedas na rede elétrica.

 Possibilidade Futuras

Muito se especula sobre as possibilidades que podem surgir com a fusão entre a Tesla e a SolarCity. Com mudanças regulatórias previstas para o mercado americano, a empresa de Musk poderia se tornar, ela mesmo, uma espécie de companhia elétrica.
Na medida em que a empresa passará a comercializar os sistemas geradores de energia com as baterias de armazenamento, em um futuro próximo ela poderia criar uma rede entre esses consumidores, captando um pouco de energia de cada um e a revendendo para a rede elétrica em horas de pico de consumo, compartilhando os lucros com os consumidores participantes ou mesmo abatendo do valor da venda dos sistemas.
“Este é o serviço mais popular para armazenagem estacionária, pois paga tão bem”, disse a analista da BNEF, Julia Atwood. “E paga tão bem porque o provedor tem que responder incrivelmente rápido e preciso, o que é algo que as baterias fazem muito bem”.
Embora a junção entre as empresas seja um risco para ambas, a nova Tesla poderá, muito provavelmente, se tornar a primeira gigante da energia limpa, fazendo para a energia solar, baterias e carros elétricos o que a Apple fez para os computadores e celulares.
Fontes de Informação: Bloomberg Techonology – Fonte     Greentech Media – Fonte    Tecmundo – Fonte
Analista de Marketing
Redator e Tradutor





https://citrio.com/install/C8F6B0G9

terça-feira, 9 de maio de 2017

Caixa Econômica Federal espera crescimento do mercado imobiliário em 2017


O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, afirmou que os financiamentos concedidos pelo banco para a compra e a construção de imóveis no primeiro bimestre de 2017 no país já são maiores do que no mesmo período de 2016, reforçando as expectativas de que o mercado imobiliário voltará a crescer neste ano.
— Há expectativas da Caixa de crescimento do mercado imobiliário, mas há também dados que já mostram essa realidade — afirmou, nesta terça-feira, durante o Summit Imobiliário, evento organizado pelo grupo O Estado de S. Paulo em parceria com empresas e associações do setor da construção civil.
Em janeiro e fevereiro, o banco liberou R$ 14 bilhões de financiamento imobiliário. Para todo o ano, a Caixa tem um orçamento de R$ 84 bilhões em empréstimos nessa área, montante um pouco acima de 2016, quando atingiu R$ 81 bilhões.
Occhi citou que a economia brasileira tem dados sinais de recuperação, com queda nas taxas de juros e recuo da inflação. Segundo o presidente da Caixa, há expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) mantenha um corte gradual da Selic nos próximos meses. Além disso, Occhi estima que a inflação siga em um patamar controlado, entre 4% e 4,5% ao ano até 2020.
Ele ainda lembrou que nos próximos dias a Caixa irá liberar mais uma tranche de pagamentos das contas inativas do FGTS, o que, segundo ele, ajudará a injetar cerca de R$ 10 bilhões na economia brasileira.
— Para nós, esse é um ano de confiança e de certeza de que invertemos a curva e vamos ter desenvolvimento do setor imobiliário novamente — completou.
PDG Realty e Viver
O presidente da Caixa Econômica Federal minimizou os riscos para os mercados imobiliários e financeiros com os processos de recuperação judicial no setor, como são os casos das incorporadoras PDG Realty e Viver, cujas dívidas em reestruturação ultrapassam R$ 7 bilhões.
— A Caixa está muito pouco preocupada — afirmou o executivo.
Segundo Occhi, o banco estatal tem mantido conversas constantes com as empresas para buscar as melhores condições para renegociação das dívidas, com alongamento dos prazos e revisões de taxas. Por conta disso, descartou que o setor como um todo possa acabar contaminado.
— Estamos participando dessa negociação com eles, são clientes nossos e vamos participar até o final. Não tem risco sistêmico do setor. São casos pontuais e a recuperação judicial ajuda a fazer uma reestruturação da empresa e repactuação com todos os credores — explicou.
*Estadão Conteúdo
Fonte: ZH Economia