segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Novo título do setor imobiliário deve ganhar espaço no mercado



O LIG, em processo final de regulamentação pelo BC, é um título privado isento de Imposto de Renda e que poderá ser emitido por instituições financeiras.
São Paulo – Um novo produto financeiro vai integrar a sopa de letrinhas dos investimentos ligados ao setor imobiliário. Autorizada pelo governo no fim de agosto, a Letra Imobiliária Garantida (LIG) tem potencial para ganhar espaço tanto na carteira do pequeno investidor como dos gestores de fundos imobiliários.
Isso porque, para especialistas, ela será uma opção com retornos melhores do que a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e com menos risco que os Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ambos concorrentes diretos.
O LIG, que está em processo final de regulamentação pelo Banco Central, é um título privado do mercado imobiliário, isento de Imposto de Renda e que poderá ser emitido por instituições financeiras. O prazo para resgate é de 24 meses e a rentabilidade será baseada na taxa de juros ou atrelada a outros indicadores, como o IPCA.
Deve estar disponível no mercado até o fim do ano.
A LIG promete sair na frente de outros produtos que integram a prateleira de ativos imobiliários por oferecer uma dupla garantia ao investidor. Além da salvaguarda da própria instituição que emitiu o título – ou seja, seu patrimônio -, haverá como garantia uma carteira de ativos imobiliários específica para esse fim, que não poderá ser usada para quitar outras dívidas da instituição no caso de falência. Romeu Amaral, advogado e especialista em financiamento empresarial, alerta, porém, que a dupla garantia exige que o investidor conheça também quais os ativos “salva-vidas” vão compor a carteira.
No caso da LCI, por exemplo, a única cobertura é a do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante investimentos de até R$ 250 mil por CPF e instituição bancária em caso de quebra.
Já os certificados, por oferecerem retornos maiores, não estão sob esse mesmo guarda-chuva. Por isso, ao comprar um CRI, o investidor tem de avaliar os empreendimentos imobiliários dos tomadores do empréstimo para medir os riscos.
Além da vantagem da dupla garantia da LIG, Conrado Navarro, especialista em finanças pessoais do Modalmais, acredita que, no futuro, a letra pode disputar com a LCI o investidor que busca rentabilidade e não se importa com o prazo de resgate de dois anos.
“Não faria sentido lançar um produto com retorno menor do que já existe se ele vai ficar preso por mais tempo. Se for pagar o mesmo com resgate maior, as pessoas vão ficar nas LCIs”. Há uma carência de 90 dias na LCI e a rentabilidade geralmente é atrelada ao CDI.
Arthur Vieira, professor da Fecap e especialista em fundos imobiliários, acredita que o prazo maior, entretanto, vai exigir um investidor mais estruturado, que possa deixar o dinheiro por mais tempo – o que deverá implicar aportes iniciais maiores.
Diversificação
Além do investidor pessoa física, fundos imobiliários também devem estar ansiosos pela LIG, diz Vieira. Isso porque os fundos são importantes compradores de papéis lastreados no mercado, além de imóveis fixos.
A vantagem do fundo imobiliário é o acesso a uma carteira diversificada. “O investidor poderá comprar cotas de fundos que investem em LIG, CRI e LCI e conseguir uma liquidez maior. Se ele for negociado em Bolsa, é possível entrar e sair quando quiser”, explica Vieira. A desvantagem é que o fundo imobiliário não é isento de Imposto de Renda e tem taxas de administração.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Exame

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Vendas de imóveis sobem 40% em julho, mostram Fipe e Abrainc


No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado

São Paulo – O mercado imobiliário mostrou expansão nas vendas e nos lançamentos em julho, bem como recuo dos distratos, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e divulgada nesta segunda-feira, 18.
A pesquisa mostra que, em julho, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 5.130 unidades, crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.821 unidades, retração de 35%. Os lançamentos totalizaram 6.628 unidades, um salto de 182%.
Com os dados positivos de julho, o mercado imobiliário mantém a trajetória de recuperação das operações. No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado. Dicionário do mercado imobiliário: Conheça 16 termos super importantes do setor com a Racon Patrocinado 
No acumulado do ano, os distratos atingiram 20.643 unidades, queda de 22,3%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 39.790 unidades, baixa de 15,4%, e os lançamentos alcançaram 37.158 unidades, alta de 9,4%.
Os dados da pesquisa abrangem imóveis novos, dos setores residencial, comercial e loteamentos de 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação em diversos estados e concentração na região Sudeste.
Fonte: Exame

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Casa própria pelo celular é aposta do Santander


O Santander já oferece o financiamento da casa própria pelo celular. O banco acaba de lançar uma plataforma que permite aos clientes a possibilidade de contratar o crédito imobiliário online, do início ao fim do processo.
Os interessados podem simular, aprovar o crédito, enviar os dados e os documentos necessários pelo celular ou computador. Só será necessário ir à agência no momento da assinatura do contrato, já que é necessário registrar o contrato no Cartório de Imóveis competente. Com isso, estima-se que o prazo médio para a finalização do processo cairá dos atuais 60 dias para apenas 30.
Além disso, os interessados conseguem acompanhar o andamento de cada etapa do contratação – simulação, análise de crédito, análise técnica, contrato e liberação de recursos – pelo Internet Banking ou diretamente no aplicativo do Santander. O cliente será informado, por e-mail ou SMS, se precisa enviar documentos, quais os avanços no processo e o que falta para que o recurso seja liberado mais rapidamente. O sistema ainda permite a conexão entre canais, em qualquer etapa do negócio.
Gilberto Abreu, diretor de Crédito Imobiliário do Santander, explica que é possível iniciar o processo em uma agência, por exemplo, e dar andamento nos canais eletrônicos, de uma forma sempre simples e intuitiva. Esse conceito é conhecido como autoservice, e tende a dar mais fluidez à contratação do crédito, já que o cliente é avisado online dos prazos para o envio da documentação.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O momento é para comprar na planta, usado ou alugar?


Veja as vantagens e desvantagens de adquirir um imóvel usado, novo ou na planta ou até mesmo avaliar o adiamento do negócio.
Há cerca de um ano, a arquiteta Fabiana Rocha, de 42 anos, decidiu trocar a cobertura em que vivia no Jardim Aeroporto por um espaço maior. Alugar não era uma opção, comprar na planta tampouco. Segundo ela, decorar um imóvel zerado aumentaria em 20% o preço da aquisição, investimento que foi poupado com a escolha de um apartamento usado.
No entanto, com a taxa de juros em um dígito e com previsão de fechar 2017 em 7,5% ao ano, o financiamento não se torna mais atrativo? A resposta, segundo especialistas, é depende.
O crédito imobiliário de fato tende a cair, mas esse tipo de operação deve considerar o risco inerente à compra de algo que ainda não existe, alerta o planejador financeiro Jaques Cohen. “A obra pode atrasar, ser embargada e, na pior das hipóteses, nem ser entregue.”
Ele lembra que as incorporadoras estão enfrentando um alto número de “distratos” – cerca de 50% dos lançamentos de médio e alto padrão foram devolvidos nos últimos 12 meses – pode comprometer a capacidade de entrega das empresas. A projeção de quanto sairão, ao final, as prestações exigidas pelo fluxo de caixa (o que se paga antes da entrega das chaves) é outro ponto que costuma ser ignorado, diz Cohen.
As parcelas são corrigidas mensalmente pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que pode alterar substancialmente o montante final. Foi o que aconteceu com o químico Diego Clemente, de 31 anos, e sua noiva, a analista de sistemas Bárbara Mariza, de 25. O casal assinou o contrato para adquirir na planta um apartamento de 70 m² em Cotia, na Grande São Paulo, há três anos. Na época, o imóvel sairia por R$ 322 mil. A poucos meses do final da obra, o valor já estava estimado em R$ 390 mil.
Eles foram ao stand de vendas do empreendimento, que está com 50% de estoque, dizem, e simularam uma aquisição. Se comprassem hoje uma unidade idêntica, teriam de desembolsar R$ 318 mil. “Eu me senti lesada e exigimos o mesmo desconto”, conta Bárbara.
A empresa se negou, mas após ameaça de distrato por parte dos compradores, concordou em abaixar para R$ 322 mil o preço final. “Acho que se fosse fechar um negócio agora, daria preferência para um imóvel pronto ou usado, porque na planta sempre há surpresas. Internamente, está bem fiel ao que vimos na perspectiva, mas as áreas comuns e os acabamentos estão aquém”, afirma Diego.

Além de poder avaliar o imóvel já finalizado, quem opta pelo usado tem margem de negociação maior. “A crise econômica colocou os vendedores numa situação menos confortável”, afirma o professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fábio Gallo.
Diretor de vendas da Imobiliária Lello, Igor Freire diz que os proprietários estão mais flexíveis. “Estão falando sim até para permutas com imóveis menores ou carros como entrada.” Gallo alerta, porém, para os inconvenientes de imóveis antigos, como a necessidade de reformas. Mais: estar atento à documentação da propriedade e sondar se o condomínio precisa de reparos é fundamental.
Aluguel. Se a ideia é comprar um imóvel, mas a mudança não precisa ser imediata, o conselho do professor de Gestão Financeira da PUC-SP Paulo Romaro é esperar. “Assumir uma dívida de longo prazo em meio à crise, com risco de desemprego, pode ser imprudente.” Neste caso, ele diz que o aluguel deve ser considerado.
Cohen aponta, ainda, outra possibilidade: aplicar em papéis do Tesouro a diferença entre o que iria para o financiamento e o valor pago no aluguel. Ao final do período de investimento, a pessoa terá uma boa entrada e um colchão que diminuirá o sufoco gerado por parcelas maiores, como as anuais.
Mas se o comprador estiver com as finanças estáveis, os lançamentos estocados são mais vantajosos.
“Não há os riscos de construção e a taxa de condomínio já tende a estar fixada. A oportunidade é excelente”, avalia Gallo.
A psicóloga Marisa Provetti, de 59 anos, e o marido Elcio Inhe, administrador de 65 anos, conseguiram R$ 200 mil de desconto na compra à vista de uma unidade em estoque. Eles utilizaram suas reservas para fazer o negócio. O apartamento de 150 m², na Vila Mascote, zona sul, saiu por R$ 1,2 milhão.
“Se tivéssemos precisado vender o imóvel onde morávamos para adquirir este, o negócio não seria tão bom, o mercado está desvalorizado, certamente teríamos perdido dinheiro”, afirma Inhe.
O casal tenta há três meses alugar o imóvel anterior, mas não recebeu nenhuma proposta. “Estamos dos dois lados”, diz Marisa. “Conseguimos um preço ótimo pelo novo. Agora, como proprietários, não temos uma solução para o antigo.”

A psicóloga Marisa Provetti escolheu comprar um apartamento novo estocado e conseguiu R$ 200 mil de desconto
Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Bianca Soares, Especial para O Estado
Fonte: Estadão



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Itaú reduz as taxas do financiamento imobiliário



A novidade está valendo desde o dia 10 de agosto

Na última quarta-feira (9), o Itaú Unibanco reduziu os juros para o financiamento imobiliário. A boa notícia é que as novas taxas já estão valendo, desde o dia 10 de agosto, e podem ser ainda menores do que os números divulgados, tudo depende do perfil do cliente e também do seu relacionamento com o banco.

Segundo a nota divulgada pelo banco, para os imóveis que são enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), a nova taxa será a partir de 10,7% ao ano mais TR (Taxa referencial), que mostra uma redução de 0,5 ponto percentual sob a taxa anterior.

Agora se o imóvel está no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a nova taxa será a partir de 10,1% ao ano mais TR, o que mostra uma queda de 0,4 pontos percentuais.
De acordo com o banco, as taxas podem chegar a 9,9% ao ano mais TR para os imóveis enquadrados no SFI e até 9,3% ao ano mais TR no SFH, dependendo do perfil do cliente e também do seu relacionamento com o banco.

Caixa anuncia redução no limite para crédito imobiliário


Mudança passa a valer nas linhas Minha Casa Minha Vida e Pró-Cotista

Começou a valer desde a última quarta-feira (16), a redução no valor do financiamento realizado pela Caixa Econômica Federal para a casa própria. Vale lembrar que o banco havia feito um anúncio sobre a medida em junho.

Segundo um comunicado emitido internamente pelo banco, a nova regra diminuiu de 90% para 80% o limite em empréstimos no sistema de amortização constante (SAC). A redução vale para as linhas Minha Casa Minha Vida e Pró-Cotista, que oferece juros menores a trabalhadores titulares de contas vinculadas ao FGTS, no financiamento imobiliário, e com recursos do FGTS.
De acordo com a instituição, as novas regras começam a valer para novos contratos, revertendo assim o movimento feito pelo banco no final de 2016, quando houve um aumento nos limites do financiamento.
Na tabela Price, que possui prestações constantes, a Caixa decidiu manter o teto no caso do programa Minha Casa, Minha Vida. Reduziu, entretanto, de 70% para 60% o limite para imóvel usado financiado pela linha Pró-Cotista e de 80% para 70% no financiamento de imóveis com recursos CCFGTS.
Os clientes que já deram entrada no seu contrato de crédito imobiliário junto à Caixa, conforme uma fonte, têm um prazo para finalizá-lo nos tetos antigos. O banco confirmou a mudança e esclareceu que essa adequação deve impactar menos de 10% dos clientes que procuram o banco para realizar operações de financiamento.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Qual a valorização de um imóvel com sistema de energia solar?

A geração de energia solar no Brasil ainda é uma novidade. Em 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou uma portaria na qual legaliza a instalação de sistemas residências de geração de energia por meio da luz solar. De lá para cá, o número de casas geradoras da própria energia de forma sustentável só vem aumentando no país. No último balanço divulgado pela agência, já são quase 6 mil casas com sistema de energia solar instalado e em funcionamento.
Conta de luz quase zerada atrai investidores
Um dos motivos pelo qual as pessoas vêm procurando informações sobre os sistemas fotovoltaicos é a valorização que o imóvel atinge quando dispõe deste selo “verde”. Para você que procura um imóvel, uma pergunta: entre uma casa que tem um conta de luz quase zerada e outra que exige um gasto alto com energia, qual você escolheria? Dificilmente alguém, escolherá a segunda opção.
Pesquisas recentes mostram que o imóvel sustentável pode ser valorizado em até 30%, em especial por conta do crescimento contínuo da procura por casas que estejam em comunhão com o meio-ambiente.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, patrocinada pelo Departamento de Energia dos EUA, casas com sistema de energia solar têm uma valorização do imóvel de 3% a 6%. O estudo mostrou que os compradores estavam dispostos a pagar, em média, R$ 40 mil a mais por casas que tenham um sistema fotovoltaico instalado.
De acordo com a SunPower, empresa de pesquisa de tendência dos EUA, a valorização tem alcançado 8% nos últimos negócios imobiliários.