terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Preço do aluguel cai pelo quinto mês consecutivo em outubro


Índice FipeZap de Locação mostra que o poder para negociar preço segue na mão de quem aluga, já que houve queda real de 2,11% no mês passado
São Paulo – O preço dos imóveis para alugar caiu pelo quinto mês consecutivo em outubro. O valor médio de locação recuou 0,28% no mês, segundo o Índice FipeZap de Locação, que acompanha a variação nos valores de apartamentos anunciados em 15 cidades brasileiras.
Isso significa que o poder para negociar preço segue na mão de quem aluga. Desde o início do ano, o preço médio de locação caiu 0,64%. No entanto, a inflação acumulada em 2017, medida pelo IPCA, foi de 2,21%. Ou seja, a queda real do Índice FipeZap de Locação no período foi de 2,79%.
A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta inferior ao aumento generalizado dos preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.
Nos últimos 12 meses até outubro, o aluguel residencial caiu 0,77% e a queda real foi de 3,38%.
Entre as cidades monitoradas, as maiores quedas nos preços nos últimos 12 meses foram no Rio de Janeiro (-8,59%) e Campinas (-4,30%). Já entre as regiões que registraram aumento de preço, se destacam Recife (+3,82%), Distrito Federal (+3,26%) e São Bernardo do Campo (+3,15%).
Veja o comportamento dos preços de aluguel nas 15 localidades pesquisadas pelo Índice FipeZap de Locação:
CidadeVariação do preço em outubroVariação do preço nos últimos 12 meses
Goiânia1,22%Não disponível
Curitiba0,97%1,93%
Recife0,43%3,82%
São Bernardo0,27%3,15%
Salvador0,08%2,16%
Belo Horizonte-0,02%2,87%
Porto Alegre-0,03%-1,12%
Fortaleza-0,11%Não disponível
São Paulo-0,21%2,00%
Campinas-0,26%-4,30%
Santos-0,37%1,83%
Distrito Federal-0,41%3,26%
Florianópolis-0,45%Não disponível
Rio de Janeiro-1,06%-8,59%
Niteroi-1,12%Não disponível
Veja o preço médio do metro quadrado anunciado em cada cidade:
CidadePreço médio do metro quadrado em setembro, em R$
São Paulo35,60
Rio de Janeiro32,14
Distrito Federal29,68
Santos28,58
Recife24,20
Florianópolis22,20
Niteroi21,34
Porto Alegre21,15
Campinas20,58
Belo Horizonte20,12
Salvador19,68
São Bernardo18,89
Curitiba16,80
Fortaleza16,22
Goiânia15,03
O Índice FipeZap de Locação é desenvolvido em conjunto pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo site de classificados Zap Imóveis, com base em anúncios da internet. A pesquisa não incorpora no cálculo a correção dos aluguéis em contratos vigentes, cujos preços são reajustados periodicamente.
Fonte: Exame

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Moradia popular puxa recuperação do mercado imobiliário


Entre as empresas na Bolsa, as três com unidades no Minha Casa, Minha Vida responderam por dois terços dos lançamentos e vendas no terceiro trimestre.
São Paulo – As empresas de construção que desenvolvem moradias populares, enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, têm puxado a recuperação do mercado imobiliário.
Direcional, MRV e Tenda responderam por dois terços dos lançamentos e das vendas do terceiro trimestre entre as 11 incorporadoras listadas na Bolsa. Juntas, as três lançaram empreendimentos com valor de vendas estimado em R$ 2 bilhões, um crescimento de 55,5% na comparação anual. As vendas no período totalizaram R$ 2,1 bilhões, avanço de 23,5%.
“O protagonismo da faixa popular na recuperação acontece sobretudo por causa do crédito. Os empreendimentos mais baratos, do Minha Casa, Minha Vida, têm acesso a crédito mais em conta. Os juros altos no passado recente praticamente inviabilizavam o financiamento”, diz Pedro de Seixas, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em negócios imobiliários.
Em São Paulo, imóveis com preços até R$ 240 mil lideraram em quase todos os indicadores de agosto, aponta o Secovi-SP (entidade do setor). No País, dados da Abrainc (associação de incorporadoras) mostram que as vendas de imóveis novos do Minha Casa, Minha Vida até agosto somaram 41,7 mil unidades, 23,6% mais que no mesmo período de 2016. Foram 33,4 mil lançamentos, alta de 13%.
O copresidente da MRV, Eduardo Fischer, reitera a perspectiva de mais lançamentos e vendas em 2018. Ele também avalia que há boa disponibilidade de recursos para financiar a compra de imóveis com juros baixos, ao contrário do restante do mercado. “As sinalizações do governo são de que a habitação popular é prioridade.”
Já a Direcional avalia que ainda existe grande diferença no desempenho de cada ramo. Tanto o médio quanto o alto padrão sofrem com distratos, juros altos e baixa demanda. Diante disso, a companhia abandonou novos projetos nesse mercado. Mas no de moradias populares, a trajetória continua positiva.
No grupo das empresas focadas tanto no médio quanto no alto padrão – Cyrela, Even, Eztec, Gafisa, PDG, Rossi, Rodobens e Tecnisa – o resultado na Bolsa foi mais modesto. Os lançamentos atingiram R$ 1,27 bilhão, alta de 4,6%. Já as vendas subiram 42,4%, para R$ 1,39 bilhão. As incorporadoras conseguiram aumentar lançamentos e vendas no terceiro trimestre, além de diminuir o tamanho do rombo financeiro, o que sinaliza uma inflexão no mercado imobiliário após anos de crise.
Sair do vermelho, entretanto, é algo esperado só para meados de 2018, segundo empresários. Eles avaliam que o setor ainda depende de um avanço mais consistente da economia brasileira e da confiança dos consumidores para impulsionar as vendas e reduzir os estoques.
O vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Rodrigo Luna, ressalta que o crescimento do setor depende da volta do emprego e da retomada da renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Exame

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Imóveis têm até 40% de desconto na Black Friday


Portais de classificados imobiliários, como Zap e VivaReal, além da rede de imobiliárias Lello, realizam campanhas promocionais no mês da Black Friday.
São Paulo – Quem está buscando imóveis já encontra descontos antes da Black Friday, data promocional do varejo que será realizada no dia 24 de novembro.
Os portais de classificados Zap e VivaReal, além da rede de imobiliárias Lello, anunciam reduções de até 40% no preço de imóveis para alugar, comprar e também em planos de assinatura para anunciantes.
A Lello oferece, até o dia 30, 1,2 mil imóveis residenciais e comerciais com até 39% de desconto na cidade de São Paulo e no Grande ABC. Há unidades para venda e também para locação. Para visualizar oportunidades, basta entrar no site da campanha. O desconto médio das unidades é de cerca de 15%.
O imóvel com o maior desconto para compra (32%) é um sobrado de vila na Mooca, bairro da zona leste de São Paulo. Com 120 metros quadrados, três quartos e uma vaga de garagem, o proprietário da unidade baixou o preço de 550 mil reais para 375 mil reais.
Já o preço de compra de um apartamento com 146 metros quadrados, três dormitórios e duas vagas de garagem em Perdizes, bairro da zona oeste da cidade, caiu de 1,18 milhão de reais para 990 mil reais.
Entre os imóveis para locação, o maior desconto, de 39%, é registrado em um apartamento na República, no centro da cidade. A unidade tem 400 metros quadrados, três quartos e uma vaga de garagem, e o seu aluguel caiu de 8 mil reais para 4,9 mil reais nesse mês.
Já o aluguel de um apartamento no bairro da Saúde, com 145 metros quadrados, dois quartos e três vagas de garagem, baixou de 2,3 mil reais para 1.840 reais, um desconto de 20%.
O Zap não irá promover descontos em imóveis anunciados, mas irá oferecer preços especiais em todos os planos para quem deseja anunciar no portal. Os planos terão descontos a partir de 15% e a promoção vai até o dia do evento.
O maior desconto será de 30% e ficará disponível nos planos semestrais e anuais apenas nesta sexta-feira (17). Na promoção, o plano anual passa de 759,90 reais para 531,93 reais, e o semestral de 599 reais para 419,30 reais. Para mais detalhes de valores, planos e descontos, o usuário deve acessar o site.
Até o dia 30 de novembro o portal de classificados imobiliários VivaReal participa da Black Friday pela quarta vez. Durante todo o mês os consumidores podem acessar o site da campanha para encontrar imóveis com descontos em diversas cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba.
Esse ano, a cada dia três imóveis terão preços promocionais. Entre as ofertas desta quinta-feira, está a de um apartamento pronto para morar no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O valor do imóvel, com 60 metros quadrados, dois quartos e duas vagas de garagem, parte de 423 mil reais, um desconto de 10% (o valor fora da promoção sobe para 473 mil reais).
Evento exige cautela
Ao adquirir um imóvel em promoção, é importante que o consumidor se certifique que o prometido verbalmente encontra-se devidamente registrado em contrato, nas plantas e no memorial descritivo do imóvel. Neste caso, o material publicitário pode ser uma forma de comprovação do direito do consumidor, aconselha a Associação Brasileira dos Mutuários (ABMH).
A associação também alerta sobre os riscos de um negócio mal feito ou realizado às pressas sem o devido cuidado. Mesmo que as promoções terminem no final do mês, havendo qualquer tipo de dúvida sobre a manutenção da oferta e manutenção dos benefícios apresentados pelo fornecedor, é melhor optar por não fazer o negócio, recomenda.
O consumidor precisa ainda ter cuidado e verificar se que é ofertado na promoção já não é um direito seu. Na aquisição do primeiro imóvel, por exemplo, alguns direitos já estão resguardados por lei, como isenção de ITBI e desconto de 50% em despesas cartorárias.
Fonte: Exame

terça-feira, 7 de novembro de 2017

'É um custo alto, mas que valoriza o imóvel'



O engenheiro civil Luiz Roberto Salvador, de 52 anos, apostou na ideia da autoprodução e 

instalou os painéis solares em setembro, pouco depois de mudar-se com a família para a

 nova casa, em Campinas. A intenção de produzir energia limpa, ele admite, só se tornou

realidade com a perspectiva de reduzir gastos. "Desde o início quis construir uma casa

 sustentável, mas foi a resolução da Aneel que tornou mais atraente a ideia de produzir a

 própria energia", afirma.

O investimento de R$ 44 mil para a instalação de 16 painéis solares encontrou resistência até dentro de casa. "Foi difícil convencer minha mulher, por exemplo. É um custo alto, mas que acredito que terá retorno quando começar a valer o sistema de crédito. Além disso, acho que valoriza o imóvel como um todo", diz Salvador. "Trabalhei na área de telecomunicações, onde a energia solar é bastante utilizada, e sei do potencial deste tipo de geração."
Em quase 80 dias, os painéis da casa produziram cerca de 1400 quilowatts-hora, metade do que a família consumiu no período. "Por enquanto, boa parte da energia que produzimos é desperdiçada. Mas espero que, em breve, a gente consiga compensar totalmente nosso consumo com a eletricidade vinda do nosso telhado", diz Salvador.
Segundo Jonas Gazoli, dono da Eudora Solar, uma das poucas fornecedoras do Brasil deste tipo de equipamento, é possível produzir energia solar em qualquer parte do País. "Há uma pequena adaptação conforme a região. No Nordeste, é possível que se precise de uma ou duas placas a menos, por exemplo, para gerar a mesma energia que no Sul", explica. "Mas nossos piores pontos de insolação estão bem acima dos melhores locais na Europa, onde a energia solar é largamente utilizada."
Fonte :Estadão

O que mudou no financiamento de imóveis da Caixa


É a segunda vez no ano que o banco restringe a tomada de crédito para imóveis usados.
São Paulo – A Caixa reduziu o teto para financiamento de imóveis usados de 70% para 50% em qualquer linha. A nova regra vale para novos pedidos de financiamentos feitos ao banco a partir de 25 de setembro de 2017.
É a segunda vez no ano que o banco restringe a tomada de crédito para imóveis usados. A primeira havia sido em agosto, quando a Caixa diminuiu o teto para financiamento de 80% para 70%. Agora, a restrição foi ainda mais intensa e deve causar um grande impacto no mercado, já que o banco concede, sozinho, 68% do crédito imobiliário no país.
O novo teto vale para financiamentos feitos pelo sistema SAC, o mais usado no banco e no qual as parcelas do financiamento são decrescentes ao longo do tempo. No sistema Price, que tem parcelas iguais, o teto de financiamento ficou ainda menor: caiu de 60% para 50%.
No caso de compra de imóveis novos, o banco não realizou mudanças. Em todas as linhas, o teto de 80% para financiamento de imóveis novos continua valendo, caso a opção seja pelo sistema SAC. Pela Tabela Price, o teto de 70% para financiamento de imóveis novos também foi mantido.
Segundo o banco, em nota, o financiamento de imóveis novos foi preservado com o objetivo de “manter aquecida a indústria da construção civil do país, responsável por gerar emprego e renda”. Fabricação com o poder da IBM: Com Watson IoT, engenheiros usam milhões de sensores para prever erros e manter qualquer coisa funcionando Patrocinado
Veja na tabela abaixo como ficam os tetos para financiamento após as novas mudanças anunciadas pela Caixa e quais os valores mínimos exigidos como entrada para três valores de imóveis.
Imóveis usados – SAC
FinanciamentoSACR$ 300 milR$ 500 milR$ 800 mil
Antes70%R$ 90 milR$ 150 milR$ 240 mil
Agora50%R$ 150 milR$ 250 milR$ 400 mil
Diferença+R$ 60 mil+ R$ 100 mil+R$ 160 mil
Imóveis usados – Price
FinanciamentoPriceR$ 300 milR$ 500 milR$ 800 mil
Antes60%R$ 120 milR$200 milR$ 320 mil
Agora50%R$ 150 milR$ 250 milR$ 400 mil
Diferença+ R$ 30 mil+ R$ 50 mil+ R$ 80 mil
São enquadrados no SFH (Sistema Financeiro da Habitação) financiamentos de imóveis de até 950 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 800 mil reais nos outros estados.
Já o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) engloba financiamentos de imóveis de mais de 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de mais de 650 mil reais nos outros estados.
Já a linha Pró-Cotista financia imóveis novos de até 1,5 milhão de reais em todo o país, imóveis usados de até 950 mil reais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, e imóveis usados de até 800 mil reais nos demais estados até o final do ano. Contudo, essa linha está suspensa pela Caixa até o ano que vem.
O programa Minha Casa Minha Vida financia imóveis de até 240 mil reais em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, para famílias com renda de até 6,5 mil reais mensais.
Conforme simulações feitas pelo especialista Marcelo Prata, fundador do site Canal do Crédito e Resale.com.br, se o mutuário deseja comprar um imóvel de 500 mil reais podia financiar antes da mudança 350 mil reais pelo sistema SAC e, agora, esse valor caiu para 250 mil reais. Ou seja, a diferença do montante que terá de desembolsar como entrada para a compra do imóvel será de mais 100 mil reais.
Como o valor do financiamento diminui nestes casos, o tomador vai pagar menos no final da operação do que se financiasse um percentual maior, já que as taxas de juros cobradas em cada linha continuam as mesmas. Por outro lado, a barreira para quem não tem muito dinheiro para dar como entrada ficou bem maior.
Banco também complicou transações
Mutuários que desejam vender imóveis usados que ainda tenham parte do valor financiado em outros bancos, fora da Caixa, também podem ter mais dor de cabeça para concluir a operação a partir de agora.
Isso porque a Caixa deixou de atuar, por tempo indeterminado, como interveniente quitante em financiamentos de imóveis. Ou seja, o banco não quita mais dívidas contraídas pelo vendedor do imóvel com outros bancos para que o comprador possa financiar com a Caixa.
Nestes casos, ou o comprador ou o vendedor terão de quitar, com recursos próprios, a dívida com o outro banco. Somente desta forma a Caixa poderá conceder o financiamento ao comprador.
Mutuário pode reclamar
As mudanças só valem para novos pedidos de financiamento, mas mutuários que tiveram prejuízo com a nova mudança anunciada pelo banco podem reclamar das perdas na Justiça.
Esse direito vale para quem já havia dado o valor da entrada como sinal para o vendedor do imóvel antes da mudança e não vai conseguir mais dinheiro para obter o restante do crédito no banco, segundo Prata. “Se conseguir comprovar que teve um prejuízo por conta da nova regra, o mutuário pode tentar reaver o valor.” Neste caso, é indicado documentar todas as conversas com o gerente.
Para quem já havia iniciado o pedido do crédito no banco, mas não chegou a desembolsar nenhum valor, não há muito o que fazer. “Neste caso, o banco pode dar um prazo para que o processo seja finalizado pela regra antiga. Mas vai depender da instituição financeira”, diz Prata.
Fonte: Exame

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Novo título do setor imobiliário deve ganhar espaço no mercado



O LIG, em processo final de regulamentação pelo BC, é um título privado isento de Imposto de Renda e que poderá ser emitido por instituições financeiras.
São Paulo – Um novo produto financeiro vai integrar a sopa de letrinhas dos investimentos ligados ao setor imobiliário. Autorizada pelo governo no fim de agosto, a Letra Imobiliária Garantida (LIG) tem potencial para ganhar espaço tanto na carteira do pequeno investidor como dos gestores de fundos imobiliários.
Isso porque, para especialistas, ela será uma opção com retornos melhores do que a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e com menos risco que os Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ambos concorrentes diretos.
O LIG, que está em processo final de regulamentação pelo Banco Central, é um título privado do mercado imobiliário, isento de Imposto de Renda e que poderá ser emitido por instituições financeiras. O prazo para resgate é de 24 meses e a rentabilidade será baseada na taxa de juros ou atrelada a outros indicadores, como o IPCA.
Deve estar disponível no mercado até o fim do ano.
A LIG promete sair na frente de outros produtos que integram a prateleira de ativos imobiliários por oferecer uma dupla garantia ao investidor. Além da salvaguarda da própria instituição que emitiu o título – ou seja, seu patrimônio -, haverá como garantia uma carteira de ativos imobiliários específica para esse fim, que não poderá ser usada para quitar outras dívidas da instituição no caso de falência. Romeu Amaral, advogado e especialista em financiamento empresarial, alerta, porém, que a dupla garantia exige que o investidor conheça também quais os ativos “salva-vidas” vão compor a carteira.
No caso da LCI, por exemplo, a única cobertura é a do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante investimentos de até R$ 250 mil por CPF e instituição bancária em caso de quebra.
Já os certificados, por oferecerem retornos maiores, não estão sob esse mesmo guarda-chuva. Por isso, ao comprar um CRI, o investidor tem de avaliar os empreendimentos imobiliários dos tomadores do empréstimo para medir os riscos.
Além da vantagem da dupla garantia da LIG, Conrado Navarro, especialista em finanças pessoais do Modalmais, acredita que, no futuro, a letra pode disputar com a LCI o investidor que busca rentabilidade e não se importa com o prazo de resgate de dois anos.
“Não faria sentido lançar um produto com retorno menor do que já existe se ele vai ficar preso por mais tempo. Se for pagar o mesmo com resgate maior, as pessoas vão ficar nas LCIs”. Há uma carência de 90 dias na LCI e a rentabilidade geralmente é atrelada ao CDI.
Arthur Vieira, professor da Fecap e especialista em fundos imobiliários, acredita que o prazo maior, entretanto, vai exigir um investidor mais estruturado, que possa deixar o dinheiro por mais tempo – o que deverá implicar aportes iniciais maiores.
Diversificação
Além do investidor pessoa física, fundos imobiliários também devem estar ansiosos pela LIG, diz Vieira. Isso porque os fundos são importantes compradores de papéis lastreados no mercado, além de imóveis fixos.
A vantagem do fundo imobiliário é o acesso a uma carteira diversificada. “O investidor poderá comprar cotas de fundos que investem em LIG, CRI e LCI e conseguir uma liquidez maior. Se ele for negociado em Bolsa, é possível entrar e sair quando quiser”, explica Vieira. A desvantagem é que o fundo imobiliário não é isento de Imposto de Renda e tem taxas de administração.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Exame

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Vendas de imóveis sobem 40% em julho, mostram Fipe e Abrainc


No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado

São Paulo – O mercado imobiliário mostrou expansão nas vendas e nos lançamentos em julho, bem como recuo dos distratos, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e divulgada nesta segunda-feira, 18.
A pesquisa mostra que, em julho, as vendas líquidas (já descontados os distratos) totalizaram 5.130 unidades, crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os distratos foram de 2.821 unidades, retração de 35%. Os lançamentos totalizaram 6.628 unidades, um salto de 182%.
Com os dados positivos de julho, o mercado imobiliário mantém a trajetória de recuperação das operações. No acumulado do ano, as vendas líquidas somaram 37.571 unidades, aumento de 20,3% frente o mesmo período do ano passado. Dicionário do mercado imobiliário: Conheça 16 termos super importantes do setor com a Racon Patrocinado 
No acumulado do ano, os distratos atingiram 20.643 unidades, queda de 22,3%, e os lançamentos alcançaram 30.530 unidades, recuo de 3,5%.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, as vendas líquidas foram de 63.749 unidades, alta de 11,6%. Os distratos totalizaram 39.790 unidades, baixa de 15,4%, e os lançamentos alcançaram 37.158 unidades, alta de 9,4%.
Os dados da pesquisa abrangem imóveis novos, dos setores residencial, comercial e loteamentos de 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação em diversos estados e concentração na região Sudeste.
Fonte: Exame