segunda-feira, 16 de abril de 2018

Investidor que vive de fundos imobiliários explica o que realmente gera alta nos preços dos imóveis




SÃO PAULO – A oferta de financiamento imobiliário é um dos fatores que possibilitaram a enorme valorização deste mercado no Brasil, mas é “balela” auferir que apenas o financiamento deixa os imóveis caros. A análise é de André Bacci, investidor cuja renda para sobreviver provém de Fundos Imobiliários e autor do livro Introdução aos Fundos de Investimento Imobiliário.
Após análise histórica dos preços do mercado imobiliário brasileiro, Bacci descobriu alguns fatores que contribuíram muito para a alta dos preços, não apenas durante a euforia iniciada em 2008. Entre eles, destaca a moeda brasileira e, principalmente, a complexidade do ambiente urbano. “Imóveis são caros porque moramos uns perto dos outros”, diz.
O investidor foi convidado do programa Fundos Imobiliários, apresentado pelo professor do InfoMoney Educação Arthur Vieira de Moraes todas as sextas-feiras, às 15h40, no InfoMoneyTV. Confira a entrevista no Info Money.
Fonte: Info Money

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Morar e trabalhar em Alphaville: vantagem em dobro




É impossível pensar em Barueri e não se lembrar do centro comercial. Como seria bom morar e trabalhar em Alphaville! Mas será que é possível mesmo viver em um bairro empresarial?

Nobreza comercial

Alphaville é o polo comercial e empresarial mais bem visto de todo o Brasil. Com 500 hectares, o que antes era uma fazenda, hoje é um dos bairros mais nobres da região. Em uma área com pouco mais de 112.00m², fica localizado na cidade de Barueri.
O centro comercial possui cerca de 1184 estabelecimentos de 156 segmentos diferentes, em aproximadamente 890 prédios com segurança 24h. E recebe uma população flutuante de 200 mil visitantes por dia e 75 mil das que moram e trabalham em Alphaville.
O comércio centralizou a economia da cidade com a arrecadação de impostos dos serviços prestados. E é desses valores, que sai o investimento pesado em educação, cultura e segurança.  O que torna excelente a ideia de morar e trabalhar em Alphaville.

Bela, Recatada e do lar

Morar e trabalhar em Alphaville foi uma proposta para a implantação do bairro. Já era premeditado que os executivos da área também pudessem habitar próximo ao trabalho, sem as atribulações da cidade grande.
Assim, em 1975 surge o AlphaVille, o primeiro modelo do que seria uma habitação ordenada. Até que se descobriu que era mais rentável a venda de residenciais do que empresarial. E à urbanização deslanchou. Morar e trabalhar em Alphaville virou desejo de consumo.
Além dos residenciais, que são representados por seus números, os prédios também ganharam vez. A urbanização vertical caracteriza a vida comercial em torno das avenidas.
E por isso, Alphaville é confundida facilmente com uma mini cidade, apesar de ser apenas um bairro de Barueri. Sua estrutura é voltada ao médio e alto padrão e quem passeia por suas alamedas se encanta com os arranha-céus, ora empresariais, ora residenciais.

Conceito de moradia

Na hora de comprar um imóvel, é comum comparar preços com bairros nobres de São Paulo como Jardins e Itaim Bibi. O preço médio do m² para morar em Alphaville é 40% mais barato que na Capital. Custam em média R$ 12.000 a 14.000 em bairro como Jardins e Itam Bibi.
E é aqui que descobrimos por que morar em Alphaville é um privilégio e sonho de muitos. Primeiro por que está mais em conta. E mesmo assim a valorização é exatamente igual ou maior do que outros bairros bem desenvolvidos.
Segundo pela qualidade de vida com altos índices. São mais de 47 calçadas arborizadas, 24 praças, compostas por lagos e cascatas espalhadas pelo complexo. Sem contar na preservação ambiental de cada condomínio residencial.
Tudo isso, tornando o ambiente urbano, menos poluído, com menor índice de radiação solar, e deixando o clima mais agradável. Estilo cidades do interior.
O design moderno também não deixa a desejar. Avenidas largas para facilitar o percurso e empreendimentos bem dispostos para atender as necessidades dos moradores. Não é preciso ir muito longe, encontrará tudo o que quiser se morar e trabalhar em Alphaville!
As casas em condomínios de Alphaville não são sonhos de consumo apenas dos meros mortais. Famosos como Luan Santana, Wanessa, Fábio Júnior e Rodrigo Faro também podem ser seus vizinhos.
Além, dos estrangeiros que enriquecem a cultura local. Fator que contribui também para a qualidade do ensino escolar e universitário presente em Alphaville.

Great Place Work

Trabalhar em Alphaville não podia ser diferente: é coisa de outro mundo. As melhores empresas e indústrias estão por lá.
Risqué, Mercado Livre, HP, Alelo, Azul, Rede e Walmart, são apenas algumas das grandes. E há espaço para todos os cargos possíveis e possibilidade de crescimento profissional.
A mobilidade também é facilitada. Há ônibus que vem e vai para toda a região. Algumas instituições ainda oferecem fretados, para dar mais conforto aos colaboradores. E Alphaville está rente a Rodovia Castello Branco e menos de 10 minutos do Rodoanel. Ô beleza.
E na hora do almoço, opções para renovar as energias não faltam. O centro comercial é repleto da melhor gastronomia – até para alérgicos e veganos.
Se quiser aproveitar o tempo há dois shoppings, escolas de idiomas, academias, lojas de roupas, farmácias, mercados e outros comércios que facilitam o dia a dia.

Dos males o menor

Para transitar por São Paulo é preciso paciência e tempo. Qualquer percurso de 30 minutos, vira 2 ou 3 horas. Se chover, aumenta mais 2 horas na conta. Essa é uma das muitas vantagens de morar e trabalhar em Alphaville.
Ah!  Mas Alphaville também tem trânsito… Trânsito rápido e controlado. É absolutamente possível dizer quando e quais avenidas estarão movimentadas. E, seu percurso aumenta apenas meia hora e não quatro como na capital.
E há rotas alternativas. O que contribui para que o trânsito se dissipe de forma mais rápida. Além das inúmeras obras de mobilidade urbana, para tornar o horário de pico cada vez mais tranquilo.

Morar e trabalhar em Alphaville, é uma boa ideia!

Então vamos lá:
1 – Tem cara de cidade grande, conceito de cidade grande, vida de cidade grande, é uma mini cidade grande, mas… Aos finais de semana, a sensação é de morar em uma cidade do interior. A tranquilidade, o silêncio e a brisa, permeiam o bairro.
2 – Tem tudo! Pra criança, para a vovó, para o pet, para o jovem, para mim e para você.
3 – Casas lindas, apartamentos incríveis! E, com valor bem bacana. Ou seja, é possível morar em um bairro e comprar um imóvel sem gastar uma fortuna.
4 – Sustentabilidade está na moda e todo mundo quer seguir a moda. O bairro é extremamente limpo, bem arborizado e quem compra um apartamento garante a melhor vista da região.
5- Mais seguro impossível. Toda hora a viatura do condomínio passa na sua rua. E no seu apê, tem portaria, só entra quem você permitir. E Alphaville é repleta de câmeras. “O bairro mais vigiado do Brasil”
6- Vai fugir do trânsito. Morar e trabalhar em Alphaville quer dizer que em poucas alamedas estará em casa. Seria mais um sonho se realizando!
7 – Com tudo isso, ainda quer mais?

segunda-feira, 12 de março de 2018

Mercado imobiliário cresce após 3 anos de recuo, diz Secovi-SP




As vendas de imóveis atingiram 23.629 unidades em 2017, expansão de 46,1% em relação a 2016.
São Paulo – Após três anos consecutivos em baixa, o mercado imobiliário da cidade de São Paulo voltou a crescer no ano passado. As vendas de imóveis atingiram 23.629 unidades em 2017, expansão de 46,1% em relação a 2016. Os lançamentos de novos projetos totalizaram 28.657 unidades, aumento de 48,0%, e R$ 13,8 bilhões em valor geral de vendas (VGV), avanço de 29%.
A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira, 20, pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) e considera apenas os imóveis residenciais novos. O avanço dos lançamentos e das vendas ficou bem acima da projeção inicial divulgada pela instituição no início de 2017, que apontava para um crescimento de 5% a 10% no ano.
O mercado na capital paulista chegou a uma inflexão após três anos marcados por uma forte retração.
As vendas na cidade caíram de 33,3 mil unidades (2013) para 21,6 mil (2014), 20,1 mil (2015) e 16,0 mil (2016). Por sua vez, os lançamentos recuaram de 34,2 mil (2013) para 34,0 mil (2014), 23,0 mil (2015) e 17,6 mil (2016). Com isso, o setor registrou, em 2016, a menor quantidade de vendas e lançamentos da série histórica, iniciada em 2004.
“Os números do mercado imobiliário em 2017 nos surpreenderam”, avaliou o presidente do Secovi-SP, Flávio Amary, durante entrevista à imprensa.
O executivo atribuiu o forte crescimento do setor à recuperação da economia brasileira, com redução dos juros e estabilidade no nível de empregos, ajudando a recompor parcialmente a confiança de consumidores. “Houve uma melhora do cenário macroeconômico. Vemos nos plantões de venda a percepção de melhora entre os consumidores e o aumento da confiança em assinar o cheque”, comentou.
Amary também disse que parte significativa dos novos projetos está relacionada ao crescimento do Minha Casa Minha Vida, que tem demanda mais aquecida e boas condições de crédito. O programa habitacional foi responsável por 4.154 lançamentos em São Paulo em 2016, ou 23% do total. Já em 2017, essa participação subiu para 10.343 unidades, 36% do total.
O presidente do Secovi-SP observou ainda que o preço das moradias, em geral, não tem subido no mesmo ritmo do reaquecimento do mercado. “Os preços ainda não estão acompanhando a recuperação, eles seguem estáveis. Algumas regiões têm os mesmos preços de meses ou até anos atrás.Essa conjunção toda faz com que o momento seja propício para a aquisição de imóveis”, disse.
Fonte: Exame

segunda-feira, 5 de março de 2018

Venda de imóveis residenciais em SP pode crescer até 10% em 2018




Segundo Secovi-SP, a materialização das estimativas depende da manutenção de juros e inflação em “patamares aceitáveis”
São Paulo – As vendas de imóveis residenciais na cidade de São Paulo devem crescer entre 5 e 10 por cento em 2018, enquanto os lançamentos devem ficar próximos aos níveis de 2017, disse nesta terça-feira o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), citando a expectativa de maior diversificação de produtos.
O Secovi-SP ressaltou, contudo, que a materialização das estimativas depende da manutenção de juros e inflação em “patamares aceitáveis”, bem como do avanço da reforma da previdência no Congresso Nacional.
“Estamos seguros que em janeiro teremos mais unidades lançadas e vendidas do que em 2017”, disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.
Em 2017, os lançamentos de imóveis residenciais na cidade de São Paulo cresceram 48 por cento sobre 2016, para 28,7 mil unidades, interrompendo uma série de três anos consecutivos de queda, informou o sindicato, com base em dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).
Ainda assim, o nível ficou abaixo da média histórica de 30 mil unidades na capital paulista.
Já as vendas de imóveis residenciais cresceram 46,1 por cento no ano passado, para 23,6 mil unidades, de acordo com o Secovi-SP.
Em 2017, a queda do preço real desacelerou, recuando 4,4 por cento, ante queda de 7,3 por cento em 2016. Petrucci afirmou que a tendência é o setor sair dessa curva de perda real até o terceiro trimestre de 2018.
“No final deste ano devemos ver a volta do aumento real de preços em unidades lançadas”, disse.
Regulamentação
Falando sobre o marco regulatório que tramita no Congresso Nacional sobre distratos, o presidente do Secovi-SP, Flávio Amary, afirmou que “para o setor é muito importante termos a ‘regra do jogo’ e que o projeto tenha a qualidade de desestimular a compra de imóvel de caráter especulativo”, disse Amary.
Em 2017, os distratos caíram do pico de 23,5 por cento registrado em agosto de 2016, para 11,9 por cento.
Amary comentou ainda que as alterações na lei de zoneamento deverão criar “uma demanda por novos terrenos no segundo semestre do ano, conforme as construtoras procuraram terrenos que possam atender esses novos padrões”.
Fonte: Exame

quinta-feira, 1 de março de 2018

PRIMEIRA USINA FLUTUANTE DE ENERGIA SOLAR COMEÇA A SER CONSTRUÍDA NA HOLANDA



Um consórcio de seis empresas holandesas começou a construir a primeira usina flutuante localizada em mar aberto para a produção de energia solar. De acordo com informações dadas por Ariane van Hoeken, à Agência Efe. As instalações ficarão a cerca de 15 quilômetros do litoral de Scheveningen, em Haia.
Allard van Hoeken, fundador do grupo Oceans of Energy, premiado como engenheiro do ano em 2015, afirmou que o projeto é desafiador, pois terão alguns desafios pela frente, como por exemplo, enfrentar ondas enormes e outras forças destrutivas da natureza. O projeto é inédito e especial, algo parecido nunca foi apresentado antes. A usina tem o apoio e financiamento do governo holandês e a expectativa é que a inauguração da mesma seja em, no máximo, três anos. 

A ideia do projeto da usina flutuante surgiu pela falta de terra na Holanda, que não permitia que grandes projetos saíssem do papel no território nacional. Instalar os painéis solares para gerar energia limpa em uma plataforma no meio do mar foi uma solução inovadora! Se o projeto atingir um bom desempenho, é estimado que a produção de energia no mar seja 15% mais alta que a produzida por painéis instalados em terra.

O Relatório Nacional de Tendências Solares em 2018 mostra que a energia solar pode cobrir até 75% do fornecimento total de energia na Holanda. O governo do país espera que até 2050 todas as residências tenham adotado algum tipo de energia limpa. Isso serve de incentivo para muitos países!

Uma grande vantagem é que há muito sol no mar, além disso, outro benefício para o projeto é o sistema de resfriamento para os painéis, que aumenta a produção em até 15%. A Universidade de Utrecht também está contribuindo com o projeto, irão analisar a produção de energia no protótipo em alto-mar. Os painéis serão ancorados entre turbinas eólicas já existentes e conectados aos mesmos cabos, transportando energia eficientemente para os consumidores finais.

Além desse projeto Allard van Hoeken, fundador da Oceans of Energy, contou que um consórcio composto por produtores de energia, cientistas e pesquisadores planejam operar 2.500 metros quadrados de painéis solares flutuantes em 2021. Outros projetos de usinas flutuantes já ocorrem em outras regiões do mundo, como por exemplo, em nosso próprio país, na região do Amazonas, onde outra usina solar fotovoltaica começou a ser produzida.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Fundos imobiliários ganham novo fôlego. Veja dicas para investir





A recuperação do mercado de imóveis vai aquecer os fundos imobiliários, que já vinham em alta com a queda da Selic. Aprenda a investir sem erro.
São Paulo – Há dois anos, os fundos imobiliários estão em alta. A queda da taxa básica de juros motivou investidores a ousar mais para encontrar maiores retornos. Agora, o otimismo com esse investimento ganha um novo fôlego: a expectativa de recuperação do mercado de imóveis.
Em 2017, o número de cotistas de fundos imobiliários cresceu 39%, segundo a B3. Só entre dezembro e janeiro deste ano, a quantidade de investidores aumentou 8% e bateu seu recorde histórico, de 125,7 mil cotistas. Os investidores foram atraídos pelo desempenho dos fundos imobiliários, que valorizaram 18% nos últimos 12 meses, em média.
Os fundos imobiliários são recomendados como uma alternativa para diversificar a carteira de investimentos. Eles são investimentos de renda variável, mas, diferente das ações, aplicam em imóveis em vez de empresas. O investidor compra cotas que têm participação em lojas de shoppings ou escritórios de um prédio, por exemplo.
Assim como um imóvel próprio alugado, as cotas garantem uma remuneração mensal ao investidor. Porém, o retorno dos fundos pode ser maior, pois o gestor pode diversificar os investimentos e tem acesso a grandes empreendimentos.
Outra vantagem dos fundos imobiliários é a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos. Porém, a venda das cotas com lucro é taxada em 20%. Além disso, esses fundos podem cobrar taxas de administração, gestão e performance.
Segundo analistas, os fundos imobiliários já atingiram seus recordes de retorno, pois o mercado aqueceu com a busca por investimentos que pagassem acima da taxa básica de juros, a Selic. A taxa sofreu onze cortes seguidos e atualmente está em 6,75% ao ano, seu menor patamar histórico.
Com o aumento da demanda por imóveis, os preços das cotas dos fundos tendem a subir e a rentabilidade tende a se estabilizar. No entanto, o investimento ainda tem boas perspectivas para os próximos anos, com o aumento de aluguel de espaços em escritórios, shoppings e galpões logísticos.
“A recuperação do mercado imobiliário está recém começando. A taxa de desocupação dos escritórios corporativos ainda é alta, de 25%, e tem muito para melhorar”, explica Arthur Vieira, especialista em fundos imobiliários e professor da Fecap.
Os fundos imobiliários são uma alternativa para quem quer dar o primeiro passo na renda variável. Eles são mais arriscados que a renda fixa e, consequentemente, podem oferecer retorno maior, mas não são tão voláteis quanto as ações.
Porém, esses fundos servem apenas para diversificar investimentos ou para quem precisa de uma renda mensal, como explica Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos. Para diversificar a carteira, outros investimentos também podem ser atrativos neste momento, como os fundos multimercados (entenda mais sobre essa aplicação).
Ao aplicar em fundos imobiliários, o ideal é o que investidor já tenha uma reserva financeira de segurança na renda fixa, que possa resgatar a qualquer momento. Os fundos imobiliários são investimentos de médio prazo, ou seja, o investidor deve manter o dinheiro aplicado por, no mínimo, dois anos, para conseguir retornos atrativos.
Na hora de escolher o fundo imobiliário, os especialistas aconselham olhar para outros fatores mais importantes que a rentabilidade passada. A seguir, veja dicas para investir:
1) Prefira fundos de escritórios, shoppings ou galpões
Analisar o perfil dos imóveis onde o gestor investe é fundamental para escolher o fundo. “Os novatos olham primeiro para o rendimento, mas quanto maior o retorno, mais arriscado o fundo é. Não se deve começar por aí”, ensina Vieira.
É mais seguro investir nos setores imobiliários que devem aquecer primeiro. A melhora do cenário deve começar por shoppings, que devem esquentar com a retomada do consumo, e por escritórios e galpões logísticos, pela demanda das empresas.
Os retornos mais baixos devem vir de fundos que investem em papéis de renda fixa ligados ao setor imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), por causa da queda da taxa básica de juros. No entanto, eles são interessantes para diversificar a carteira do investidor.
Se o fundo investe em CRIs, é preciso se informar sobre o histórico do emissor e o seu risco de crédito. Os CRIs são emitidos diretamente pelas empresas e o risco de investir nesses papéis é maior, já que eles não são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até 250 mil reais ao investidor se o banco quebrar. Entenda mais sobre o risco dos CRIs.
2) Busque carteiras diversificadas
Quando mais diversificado o fundo, melhor. O investidor deve fugir dos fundos monoativos, que investem em apenas um imóvel, como recomenda Sérgio Belleza, especialista em fundos imobiliários.
3) Investigue a localização e a qualidade dos imóveis
A localização e a qualidade do imóvel são as responsáveis por fazer o investimento dar lucro no futuro. Atualmente, é melhor priorizar prédios comerciais em São Paulo e fugir do Rio de Janeiro, onde fundos deram prejuízo durante a crise enfrentada no estado.
Cidades como Joinville, Campinas e Jundiaí têm galpões logísticos de qualidade, enquanto Belo Horizonte e Salvador têm imóveis industriais feitos sob medida que se destacam, como recomenda Belleza.
Em relação à qualidade do imóvel, o planejador financeiro Maxiliano Marques Rodrigues, certificado pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar), aconselha se informar sobre a taxa de desocupação e a inadimplência. Quanto maior o número de locatários, melhor.
Custo do condomínio alto também afeta o retorno do fundo. Além disso, aqueles que prometem uma renda garantida no início do contrato podem ser perigosos.
“O maior erro é avaliar os fundos somente pelo rendimento e não olhar as perspectivas dos imóveis que compõem a carteira. É isso que vai permitir que renda cresça”, orienta Rodrigues.
4) Analise o patrimônio e o gestor do fundo
É recomendável investir em fundos imobiliários de gestores com história no mercado, que tenha oferecido taxas de retorno consistentes nos últimos anos. O tamanho do patrimônio líquido do fundo também é importante.
Os fundos mais buscados
A pedido do site EXAME, o buscador de investimentos Yubb levantou os dez fundos imobiliários mais procurados por investidores em 2018. A pesquisa considera a rentabilidade até o dia 19 de fevereiro.
Vale observar que o valor da cota era o valor mínimo para investir no fundo no dia 19 de fevereiro. A rentabilidade considerou a variação da cota mais a renda do aluguel. A seguir, os fundos estão organizados por ordem decrescente de buscas.
CódigoNome do fundoSetor imobiliárioValor da cotaRendimento da cota e do aluguel em 2018
MBRF11Mercantil do BrasilAgências bancáriasR$ 1.07814,59%
BCFF11BC Fundo de Fundos ImobiliáriosFundo de fundosR$ 859,59%
AEFI11AesaparEducaçãoR$ 1656,20%
TBOF11TB OfficeLajes comerciaisR$ 827,69%
KNRE11Kinea II Real Estate EquityRecebíveis imobiliáriosR$ 105,73%
THRA11BM Cyrela Thera CorporateLajes comerciaisR$ 1124,98%
SHPH11Shopping Pátio HigienópolisShoppingR$ 1.0003,83%
HGLG11CSHG LogísticaLogísticaR$ 1.3193,11%
MAXR11Max RetailShoppingR$ 2.06711,66%
HGJH11CSHG JHSF Prime OfficesLajes comerciaisR$ 1.4975,79%
Fonte: Exame





segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Veja porque imóveis são sempre o melhor investimento



A segurança ao investir em imóveis é um dos pontos chave. São poucos os casos, e isto o corretor de imóveis saberá lhe guiar, em que o imóvel pode ter potencial de depreciar seu preço.
Os imóveis tendem a ter valorização natural por melhorias na infraestrutura da região, shoppings a serem construídos, ruas a serem asfaltadas, áreas comerciais em desenvolvimento, etc.
Isto falando sobre médio e longo prazo, observando o plano diretor da cidade para determinada região e o que o mercado sonda de empreendimentos novos na área.
Ainda existe a valorização sempre óbvia e esperada de quando você compra um imóvel em lançamento ou na planta, pois logo no período de entrega de chaves e habite-se, ele já terá seu preço de imóvel concluído e sempre com um percentual grande sobre o seu preço nos primeiros meses de comercialização.
Falamos somente de uma perspectiva de venda que, de certo modo, é atemporal, ou seja, vale para qualquer período econômico praticamente. Mas 2018 tem potencial para a compra, principalmente, visto os últimos anos do mercado.
No período anterior ao atual, o mercado imobiliário aquecido lançou e concluiu muitos empreendimentos – e ainda existem inúmeros sendo construídos. Porém, o cenário de compra já não está mais tão favorável quanto há cerca de 2 ou 3 anos atrás.
O poder aquisitivo e endividamento diminuiu a demanda por imóveis e, por sua vez, construtoras estão com imóveis em estoque e novas unidades a serem lançadas.
Logo, isto abre um cenário ainda mais favorável para compra, pois o poder de barganhar um preço ou condição melhor está na mão do cliente quando a o vendedor tem a necessidade de fechar negócio.
Então, um imóvel quando na planta já possuía atratividade como investimento e agora tem mais um fator favorável para investimento – pois você pode comprar o já barato com desconto e vender após a conclusão com uma margem maior que nos anos anteriores.