quinta-feira, 4 de setembro de 2025

 

Cresce qualificação dos corretores de imóveis e profissionais já somam 730 mil





João Teodoro, do Cofeci (à esquerda), participou de mesa com entidades do setor imobiliário durante o Conecta Imobi/Foto:Divulgação

A profissão de corretor de imóveis mostrou um salto de qualificação nos últimos 25 anos, período em que passou de 14% para 62% a fatia de trabalhadores com diploma universitário, segundo o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), João Teodoro. Além disso, Teodoro afirmou que estimativas recentes apontam que o dado mais conhecido sobre a quantidade de profissionais no Brasil, de 650 mil pessoas, já cresceu e está em torno de 730 mil.

“Nossa preocupação é não só ter volume de profissionais, mas também qualificação. Se o corretor não tiver capacidade de atender as demandas que a sociedade nos impõe, os segmentos de incorporação e construção não andam”, afirmou Teodoro durante o Conecta Imobi, evento do grupo OLX realizado em São Paulo.

Ele destacou que é essencial a constante atualização, incluindo conhecimento em Inteligência Artificial. Para Teodoro, não há oposição entre as inovações e as possibilidades no mercado de trabalho dos corretores. “A boa notícia é que todo mundo precisa morar, sempre trabalhamos com a segurança de que, apesar de todas as modificações trazidas pela tecnologia, haverá espaço para os corretores”, afirmou.

A mesma visão é compartilhada por Coriolano Lacerda, head de inteligência imobiliária do grupo OLX. “A IA vai processar volume de  dados, fazer tarefas repetitivas, sugerir padrões de consumo e pode criar algumas automações”, afirmou.

Lacerda ressaltou que a tomada de decisão e a ação a ser realizada ainda ficam com os seres humanos. “A IA não tem olhar crítico e não sabe falar não. O grande estrategista daquela operação ainda vai ser o profissional imobiliário”, concluiu.

Uso de inteligência imobiliária

Segundo Lacerda, o mercado imobiliário vive um contraste entre falta de dados públicos e confiáveis de fontes externas e, ao mesmo tempo, excesso de informações internas, com baixa taxa de contextualização. “Temos uma certa miopia estratégica e vemos o mercado de forma embaçada. Ter dado não significa ter conhecimento”, afirmou.



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