terça-feira, 13 de julho de 2021

Assinatura digital de contratos e escrituras no mercado imobiliário




 







Os meios de compra e venda vêm claramente se adaptando às necessidades, desde pequenas aquisições, como objetos e serviços pagos em cartões de forma digital, até os grandes negócios, como o refinanciamento de imóvel, que hoje contam com simuladores de crédito e corretores à disposição para tirar dúvidas e até consultar seu perfil online. 

Assim sendo, é natural que as formas de oficializar tais negócios também se tornem mais práticas. 

No passado, muitas vezes, conceder a assinatura para uma proposta envolveu dor de cabeça, incerteza e até viagens. Ou ainda, a desistência de uma parceria por conta da inviabilidade de acesso de ambas as partes. Mas, no mundo de hoje, e principalmente após a pandemia, novos modelos de contratação e assinatura de foram criados ou, pelo menos, popularizados. 

Mas será que essas assinaturas e escrituras digitais são confiáveis?

Para responder essa dúvida, preparamos este artigo descomplicado que explica modelos de assinatura segura e suas vantagens. Vamos lá?

  1. Como funciona a assinatura digital?
  2. Assinatura digital na compra e venda de imóveis;
  3. Assinatura digital para escrituras públicas;
  4. Vantagens da assinatura digital;
  1. Como funciona a assinatura digital?

A assinatura digital é uma forma de assinar e validar documentos, certificados e escrituras de maneira eletrônica, muitas vezes a distância, que tem como base a criptografia de dados e uma palavra-chave autenticada, protegida por algoritmos baseados em tecnologia e matemática. 

Esse conceito pode parecer complicado, mas é apenas necessário para entender como, apesar de mais complexa, a assinatura digital é muito mais completa e, consequentemente, mais segura do que uma assinatura eletrônica comum. 

Embora possuam o mesmo conceito, a assinatura eletrônica e a assinatura digital não são a mesma coisa.

A Assinatura Digital funciona da seguinte forma:

É emitida uma chave criptografada e única, criada a partir de um certificado digital, disponibilizado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Esse certificado é emitido com regulamentação padrão do ICP-Brasil, e nada mais é do que um dispositivo parecido com um cartão de crédito, chip ou pen drive, que uma vez inserido assina e valida os documentos digitais. 

Cada dispositivo é único, possuindo dados visuais e físicos de seu portador e, assim sendo, garantem que qualquer mudança no documento feita sem autorização das partes seja considerada inválida. 

Além disso, existem alguns tipos de certificados de assinatura digital emitidos no Brasil, que mudam conforme demanda e nível de segurança. Diferentes serviços também possuem diferentes tipos de certificados, logo, é necessário conhecê-los antes de solicitá-los. 

Os tipos de certificados para assinatura digital são:

Certificado A: É o mais utilizado para documentos generalizados, principalmente por empresas com grande demanda de contratos e profissionais autônomos, por ser rápido e prático. 

Certificado T: Conhecido como carimbo de tempo, ele registra data e hora em que um documento é assinado, invalidando qualquer modificação no documento a partir desse período. Para modificá-lo, é necessário emitir novo certificado. 

Certificado S: Ideal para documentos altamente sigilosos, que contém muitos dados bancários, pessoais e operacionais, além de valores altos. Sendo decodificado, só pode ser modificado por pessoas autorizadas. 

A Assinatura Eletrônica:

Veio para substituir a assinatura “de próprio punho”. Seu conceito é muito mais simples, e vai desde senhas e sequências de números que usamos para operações bancárias, tokens e até sites de compras, até assinaturas escritas digitalizadas, que podem ser facilmente inseridas em documentos por meio de aplicativos. 

Por se tratar de um formato muito mais simples e sem certificado validado, essas assinaturas são comumente utilizadas em acordos mais informais, curtos ou menos valiosos, como contratos de prestação de serviços ou compras de objetos. 

Normalmente, a assinatura eletrônica só depende de alguns dados para que as partes do contrato se sintam confortáveis:

  • CPF;
  • RG;
  • Dados bancários (caso necessário);
  • Validação de e-mail;
  • Cópia da assinatura de punho;
  • Entre outros. 

Ela não é recomendada – e, no caso de Escrituras Públicas, sequer reconhecida – como válida para transferências de imóveis ou ações. 

  1. Assinatura digital na compra e venda de imóveis:

A Assinatura Digital reconhecida tem como principal objetivo oferecer ao mesmo tempo praticidade e segurança às partes. A assinatura com certificado ICP-Brasil não é obrigatória em caso de compra e venda de imóveis realizados de maneira particular e pessoal, mas é recomendada. 

Artigo 10, parágrafo 1º e 2º da Medida Provisória 2.200-2/2001, deixa claro essa situação de não obrigatoriedade do certificado digital:

“O disposto nesta Medida Provisória não obsta a utilização de outro meio de comprovação da autoria e integridade de documentos em forma eletrônica, inclusive os que utilizem certificados não emitidos pela ICP-Brasil, desde que admitido pelas partes como válido ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento.”

Ou seja, é possível realizar um contrato sem a emissão de um certificado, desde que haja uma cláusula que especifique que ambas as partes estão cientes e de acordo com este arranjo, e com o fato de que as assinaturas que constam não são regularizadas e criptografadas pelo ICP-Brasil. 

Caso as partes queiram emitir o certificado, é fundamental que busquem uma empresa terceirizada, desinteressada e de confiança de ambas para a emissão da chave.  

É importante dizer que essa não obrigatoriedade não se estende às Escrituras Públicas, mesmo que emitidas online. 

  1. Assinatura digital para Escrituras Públicas:

A Escritura Pública de compra e venda de imóveis, que é obrigatória em caso de transferência de bens com valores maiores que 30 salários mínimos, exige que essas movimentações sejam regularizadas com assinatura digital certificada. 

Tudo isso deve-se ao fato de que, para a segurança das partes e para a lei, tornando processos mais confiáveis e monitoráveis, transações que envolvam quantias grandes devem ser devidamente registradas. 

Apesar disso, ainda é fácil manter esse processo prático. Hoje, é possível que contratos sejam assinados através de videochamadas, com a presença tanto das partes interessadas quanto de um tabelião representante do cartório e, claro, com a utilização do certificado digital. 

  1. Vantagens da assinatura digital:

O processo de assinar digitalmente possibilita mais conforto para os interessados. Algumas outras vantagens são:

Monitoramento de dados: que acontece de forma contínua e regularizada;

Personalização de horários e datas: visto que a presença física das partes não é necessária, o que torna os acordos mais práticos, em qualquer hora e em qualquer lugar;

Novas possibilidades: o que dá aos interessados a chance de escolher serviços, imóveis e fechar contratos em outros estados e até mesmo países, de maneira segura;

Economia e redução da burocracia: além de tornar o documento digital, que pode ser facilmente enviado, e sem a utilização de papéis, não é necessário correr atrás de papelada. Tudo acontece de maneira rápida, com uma empresa especializada. 

O mais importante ao realizar uma transação ou acordo imobiliário por meio de assinatura digital, é se lembrar de dar início ao processo com antecedência, se atentando para a reputação da empresa e com tempo o bastante para revisar cláusulas e deixar todos os detalhes alinhados, evitando necessidade de ajustes. 

Assim, a assinatura digital é completamente segura, protegida por lei e por órgãos sérios da tecnologia publica, e trazem praticidade e possibilidades para quem busca expandir seus horizontes, e investir. 

sexta-feira, 4 de junho de 2021

 

8 fatores que influenciam no preço de um imóvel



O valor de venda de um imóvel depende de algumas variáveis que não se limitam apenas ao que ele pode oferecer da porta pra dentro. Muito pelo contrário. Muitas vezes, alguns elementos externos são tão ou mais importantes do que a metragem ou o número de quartos. Por isso, preparamos uma lista com 8 fatores que influenciam no preço dos imóveis.

Tendo esses elementos em mente, tanto comprador quanto vendedor podem se preparar melhor pra uma negociação. 

1. Localização influencia no preço dos imóveis

A pandemia do novo coronavírus mudou muitos hábitos, com a disseminação do home office e dos serviços de delivery, além da necessidade do isolamento social, fatores que deixaram muitas pessoas mais dentro de casa. Mesmo assim, a localização ainda exerce uma influência importante no preço de um imóvel. E por localização, entende-se a vizinhança e toda a infraestrutura que ela pode oferecer a quem decidir pela compra de um imóvel. 

Imóveis que ficam próximos de pontos importantes de transporte público, como avenidas, terminais e estações de metrô, por exemplo, costumam ser muito valorizados. Assim como aqueles localizados em bairros com boa estrutura de comércio e serviços, com baixos níveis de criminalidade e que sejam bem abastecidos por serviços básicos, como luz, água e gás. 

2. Metragem e número de cômodos

O tamanho é outra característica que tem influência direta no preço dos imóveis. Quanto maior for a sua metragem, mais valorizado será o apartamento ou a casa. 

Além disso, o número de cômodos como quartos, banheiros e área de serviço são fatores que influenciam no preço.

3. Planta flexível

Muitas pessoas compram imóveis já vislumbrando possíveis mudanças no ambiente, como fazer uma cozinha americana ou dividir um banheiro em dois, por exemplo. Por isso, imóveis com plantas mais flexíveis, que permitam uma mudança estrutural interna, tendem a ser mais valorizados. 

Isso é mais comum, por exemplo, em casas. Em apartamentos, pode acontecer de um imóvel ter paredes que não podem ser derrubadas, por fazerem parte da estrutura de todo prédio.

4. Idade do imóvel e estado de conservação

Quanto mais novo for o imóvel, mais valorizado ele será. Imóveis mais antigos tendem a apresentar mais sinais de deterioração, a não ser que passem por uma reforma geral antes de serem vendidos. 

Além disso, independentemente da idade do imóvel, o seu estado de conservação é fundamental na estipulação do preço e costuma permear muito das negociações entre comprador e vendedor. 

Muitas vezes, a pessoa vai comprar uma casa ou apartamento, mas percebe problemas como rachaduras, pintura descascada, vazamentos, portas, janelas e acabamentos como metais dos banheiros e cozinha em estado ruim de conservação. Tudo isso, caso a pessoa decida pela compra, irá significar um gasto futuro. E um trunfo pro comprador na busca por um preço melhor na negociação.

5. Garagem e o preço dos imóveis

Tanto em casas quanto em apartamentos, o fato de o imóvel ter ou não garagem influencia no seu preço, pra mais ou pra menos. 

E especialmente no caso de apartamentos, onde o morador divide a área comum com todos os outros condôminos, ter mais de uma vaga pode significar um valor mais alto em comparação a imóveis similares com uma vaga só. E especialmente em comparação com aqueles sem nenhuma vaga.

6. Opções de lazer

Nas casas, boas áreas externas, com opções como churrasqueira e piscina, fazem o preço pelo conjunto todo se tornar mais alto, uma vez que você compra o que está do muro pra dentro. 

No caso dos apartamentos, a lógica é mais ou menos parecida. Tanto em áreas privativas, como piscina interna, churrasqueira ou uma boa e espaçosa varanda, como nas amenidades e facilidades oferecidas nas áreas comuns do condomínio, como piscina, sauna, salão de festas, playground, academia de ginástica, entre outras.

7. Número de andares no prédio

Em prédios mais antigos, mais baixos e com poucos apartamentos, por exemplo, é muito comum não existir elevador. E esse é um item que, pra muita gente, pode fazer falta na hora de comprar um apartamento. Até mesmo, em alguns casos, por questões de acessibilidade.

Portanto, quanto mais andares tiver o prédio, maior será a infraestrutura pra locomoção de seus moradores pelas áreas comuns. E isso implica, pelo menos, na existência de um ou mais elevadores. O que valoriza os imóveis daquele edifício.

8. Incidência de sol

Os imóveis mais valorizados, especialmente em se tratando de apartamentos, são aqueles que recebem recebem sol pela manhã. É o horário em que a incidência dos raios solares é menos danosa à pele. Além disso, o imóvel fica um pouco mais fresco na parte da noite, pois não passa a tarde inteira exposto ao calor do sol.

Um imóvel sem uma boa exposição à luz do sol pode ser um ambiente propício ao surgimento e à proliferação de mofo, ácaro e bolor, que são agentes que causam problemas alérgicos e respiratórios.



terça-feira, 13 de abril de 2021

 

Como funciona o sistema fotovoltaico com back-up de baterias

Os painéis fotovoltaicos podem ser usados de diversas formas, uma delas cada vez mais requisitada devido constantes faltas de energia é o sistema fotovoltaico conectado na rede elétrica com um back-up de baterias para energia solar.
De uma forma simples, ele funciona exatamente como o tradicional sistema fotovoltaico conectado a rede, porém, utiliza um banco de baterias para quando faltar energia.
Veja na 1° imagem abaixo como o sistema funciona quando não temos problema de falta de fornecimento de energia por parte da distribuidora e na 2° imagem como funciona o sistema de back-up quando acaba a energia da distribuidora.


Passo 1 Os Painéis solares transformam a luz do sol em energia elétrica (CC – Corrente Continua).
Passo 2 O controlador de carga controla o carregamento da Bateria.

Passo 3 A bateria armazena a energia produzida pelos painéis solares.

Passo 4 O inversor solar transforma a energia de CC (Corrente Continua) em energia para a sua casa (CA – Corrente Alternada).

Passo 5 A energia passa pelo quadro de luz e alimenta tudo o que estiver plugado na tomada consumindo energia elétrica.

Passo 6 O excesso de energia que você produz durante o dia vai para a rede da distribuidora. Essa energia que você mandou para a rede elétrica da distribuidora vira um crédito de energia que será usado para abater o seu consumo durante a noite ou em algum mês que você consuma mais energia do que produziu com o seu sistema fotovoltaico. (Leia sobre a regulamentação dos créditos de energia solar)

Passo 7 Quando você não produz energia suficiente com os seus painéis solares, por exemplo durante um dia muito chuvoso, você utiliza normalmente a energia da distribuidora.

Quando temos uma falta de luz em nossa rua, o sistema fotovoltaico com back-up de baterias será isolado automaticamente da rede elétrica e a sua casa terá energia por um determinado número de horas de acordo com o tamanho do seu banco de baterias:





Passo 1 - Painel Solar
 Painel Solar produz energia com a luz do Sol

Passo 2 - Controlador de Carga Controlador de carga carrega a bateria

Passo 3 - Bateria A energia produzida pelos painéis solares é armazenada na bateria

Passo 4 - Inversor Solar O inversor solar transforma a energia da bateria em 110/220V

Passo 5 - Quadro de Luz O quadro de luz distribui a energia para a casa.

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE O SISTEMA FOTOVOLTAICO COM BACK-UP DE BATERIAS

a) Quanto tempo de energia o back-up de baterias aguenta?

Isso varia de acordo com a quantidade de baterias que você tem e quanta energia você vai consumir.  Normalmente faz-se uma ligação específica no quadro de luz para que o banco de baterias alimente somente o que é realmente necessário como, por exemplo, as luzes nos equipamentos mais importantes: a geladeira, o freezer, o modem de internet e um computador.

b) Quanto custa o sistema fotovoltaica com back-up de baterias?

Depende do tamanho (potência do sistema) e quantidade de baterias (autonomia). Em média ele custa de 30 a 50% mais do que um sistema fotovoltaico normal variando com a quantidade de baterias que você precisa (veja quanto custa a energia solar). Quanto mais horas de autonomia, por consequência mais baterias, maior será o investimento inicial.

c) Todos os inversores de energia solar podem ser usado em um sistema com back-up?

Não precisa ser um Inversor Solar específico para esses sistemas. Ele tem que poder trabalhar tanto conectado na rede quanto isolado da rede elétrica.

d) O custo de manutenção é maior que o de um sistema tradicional?

Um pouco maior, variando principalmente de acordo com o tipo de baterias que você usar. Ex: Se você utilizar baterias de carro você vai ter que trocar aquelas baterias a cada 2-3 anos e isso vai encarecer a manutenção. Caso você opte por usar uma bateria melhor, que dure 10 anos, o custo da manutenção não aumenta tando mas o seu investimento inicial será maior pois estará comprando baterias especiais para durarem mais.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

A principal Vantagem do sistema fotovoltaico com back-up de baterias é que quando acaba a luz na rua você ainda tem por algumas horas a energia na sua casa ou empresa.
A desvantagem é o custo, que é maior devido ao uso de baterias.

Fonte : Portal Solar

segunda-feira, 21 de setembro de 2020


 

Fundos Imobiliários: tudo o que você precisa saber para começar a investir

Você sabia que é possível viver com a renda de aluguéis sem ter que comprar um imóvel ou se preocupar com condomínio, reformas e IPTU? Entenda como funcionam os Fundos Imobiliários (FIIs) e comece a investir como um profissional.

É possível viver de renda aplicando em fundos imobiliários, em vez de imóveis físicos, e com algumas vantagens. Desde que os brasileiros perceberam isso, o volume de novas carteiras emitidas cresce sem parar. Os fundos imobiliários se tornaram um investimento da moda, vistos como uma maneira mais simples e barata de aplicar no setor.

Que tal dar uma chance para os fundos imobiliários? Neste guia, o InfoMoney explica tudo sobre o funcionamento dessas carteiras e esclarece as dúvidas mais comuns dos investidores que estão chegando agora a esse tipo de aplicação. Boa leitura!

1. O que são fundos imobiliários?
2. Como funcionam
3. Qual é o papel do gestor?
4. Tipos de fundo imobiliários
5. É seguro investir em fundos imobiliários?
6. Vantagens e desvantagens
7. Investir em FIIs ou comprar imóveis?
8. Como escolher
9. Como investir em FIIs

O que são fundos imobiliários?

Vamos começar pelo começo. Um fundo imobiliário é uma espécie de “condomínio” de investidores, que reúnem seus recursos para que sejam aplicados em conjunto no mercado imobiliário. A dinâmica mais tradicional é que o dinheiro seja usado na construção ou na aquisição de imóveis, que depois sejam locados ou arrendados. Os ganhos obtidos com essas operações são divididos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

As decisões sobre o que fazer com os recursos – tomadas pelo gestor do fundo – precisam seguir objetivos e políticas pre-definidos. Os investimentos podem ser bem-sucedidos ou não, e isso determinará a valorização ou a desvalorização das cotas dos fundos.

A soma dos recursos compõe o patrimônio, que é dividido em cotas – ou “frações” do fundo. Quem aplica, na verdade, está comprando cotas. O cotista não pode exercer nenhum direito real sobre os empreendimentos do fundo, ao contrário do proprietário de um imóvel de fato. Ao mesmo tempo, também não responde pessoalmente por obrigações relacionadas a eles. Isso é tarefa do administrador, instituição financeira responsável pelo funcionamento e pela manutenção da carteira.

Renda fixa ou variável?

Embora muitos fundos imobiliários realizem distribuição regular de rendimentos mensais, o que pode lembrar o funcionamento de certos títulos públicos (que pagam juros semestralmente), eles não são considerados investimentos de renda fixa. Há duas razões para isso.

A primeira é que não há garantia de manutenção dos rendimentos ao longo do tempo, já que inquilinos podem deixar de pagar o aluguel ou um imóvel pode acabar desocupando.

A segunda é que as cotas oscilam na Bolsa , às vezes tanto quanto uma ação, por conta de fatores como as condições do mercado ou a gestão da carteira. Não é possível ter certeza de qual será a condição de retorno de um fundo imobiliário desde o início do investimento, como é o caso dos papéis de renda fixa.

Como funcionam os fundos imobiliários?

Para entender a dinâmica de funcionamento dos fundos imobiliários, é preciso conhecer alguns conceitos aplicados a eles. Confira:

Ticker

Assim como as ações de empresas abertas, as cotas de fundos imobiliários são identificadas no pregão por um código – ou ticker. Esse código é formado por quatro letras maiúsculas, seguidas do número 11 (XXXX11). Se o fundo for listado no mercado de balcão organizado da B3, haverá ainda a letra B no final (XXXX11B).

Portfólio

Existe uma variedade de empreendimentos imobiliários em que os fundos podem investir – e a escolha da estratégia de investimento e do que entra no portfólio é o que determina o nível de risco e o potencial de retorno de cada carteira.

Conheça as melhores análises e oportunidades em Fundos Imobiliários: participe do FII Summit, entre 22 e 24 de setembro – online e gratuito!

Popularmente, os fundos imobiliários são classificados em alguns grupos diferentes:

Fundos de tijolo (ou de renda): São os que investem em ativos reais – ou seja, em imóveis de fato. Esses são os que costumam ganhar com aluguéis. Embora pareçam uma categoria homogênea, as carteiras podem apresentar diferenças marcantes. Alguns aplicam em vários empreendimentos, em diferentes regiões, enquanto outros se concentram em um só imóvel. Alguns se focam em determinados tipos de empreendimentos – como escritórios, prédios industriais, galpões logísticos, hotéis, shopping centers, hospitais, escolas ou agências bancárias, entre outras possibilidades. E há os que, fazem um mix de tudo na carteira.

Fundos de papel (ou de recebíveis): Esses fundos compram títulos ligados ao mercado imobiliário, no lugar dos imóveis em si. Podem constar nas carteiras letras de crédito imobiliário (LCI), letras hipotecárias (LH), cotas de outros fundos imobiliários, certificados de potencial adicional de construção (CEPAC), certificados de recebíveis imobiliários (CRI), cotas de certos tipos de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC), além de valores mobiliários (como ações) de emissores com atividades preponderantes permitidas aos fundos imobiliários.

Fundos híbridos: Mesclam, na carteira, tanto papéis do segmento imobiliário (outros fundos imobiliários, LCIs, CRIs e entre outros) quanto investimentos em imóveis diretamente.

Cotas

Como acontece nos outros tipos de fundos, o patrimônio dos imobiliários é dividido em cotas. E são cotas que o investidor adquire ao aplicar em uma dessas carteiras. O retorno – seja pela distribuição dos rendimentos, seja pela valorização – é calculado proporcionalmente ao número de cotas que cada um possui.

As cotas dos fundos imobiliários mais populares são negociadas na bolsa de valores. Mas nem todos são listados no pregão. Nesse caso, eles precisam ser negociados diretamente entre os investidores, o que torna o processo um pouco menos simples – principalmente porque a liquidez, nesses casos, é menor. Significa que pode ser mais difícil se desfazer das cotas, caso essa seja a vontade do investidor.

Valor mínimo

Na Bolsa, é possível investir em fundos imobiliários a partir de uma única cota. Isso significa que, com quantias inferiores até a R$ 100, já é possível começar a aplicar nessa modalidade. Nesse ponto, a negociação de fundos imobiliários lembra as operações com ações no mercado fracionário, em que é possível comprar quantias pequenas de papéis.

Custos

Quem investe em fundos imobiliários está sujeito a dois tipos de custos diferentes. De um lado, é preciso pagar pelos serviços de administração e gestão. Portanto, essas carteiras também envolvem a cobrança de uma taxa de administração. Pode haver ainda uma taxa de performance, calculada com base no desempenho do fundo: se for superior ao de um indicador de referência, uma parte do ganho ficará com o gestor.

Além disso, há custos de negociação das cotas. Para comprá-las e vendê-las na bolsa de valores, é preciso pagar taxa de corretagem à corretora que intermediar as operações e emolumentos – assim como se faz ao negociar ações. É preciso checar ainda se a corretora cobra pela custódia (ou guarda) das cotas.

Rendimentos

Uma das formas mais conhecidas – e também atrativas – de retorno dos fundos imobiliários é a distribuição periódica de rendimentos. Por lei, eles são obrigados a distribuir rendimentos, no mínimo, uma vez por semestre. Muitos, no entanto, optam por realizar pagamentos mensais aos investidores, sendo uma fonte de renda recorrente.

O volume de rendimentos depende da política de investimento do fundo. A renda do aluguel dos imóveis pertencentes à carteira é a mais comum, mas os fundos também podem ganhar com a incorporação, com a venda dos direitos reais sobre os imóveis ou com os juros de títulos e valores mobiliários.

Não é raro que os rendimentos periódicos sejam superiores a indicadores de referência do mercado, como a taxa do CDI. No entanto, também podem haver perdas no meio do caminho. Pense em um fundo que obtém renda alugando imóveis. Caso ocorra a desocupação de um deles, haverá também impacto – mesmo que temporário – sobre o rendimento.

Tributação

Os fundos imobiliários têm uma particularidade no que diz respeito à cobrança de Imposto de Renda. Uma parte do retorno obtido com o investimento é isenta de tributação – mas outra, não. Entenda como isso funciona:

Rendimento: O rendimento distribuído periodicamente aos investidores pessoas físicas é isento de Imposto de Renda desde que: 1) o cotista tiver menos do que 10% das cotas do fundo; 2) o fundo tiver no mínimo 50 cotistas; 3) as cotas do fundo forem negociadas exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.

Ganho de capital: O ganho obtido pelos investidores em função, por exemplo, da valorização das cotas do fundo na bolsa de valores paga Imposto de Renda. Na hora em que as cotas forem vendidas, incidirá uma alíquota de 20%.

Amortização

Em algumas situações, podem ocorrer amortizações das cotas de um fundo imobiliário, que são pagamentos representando a devolução do capital aplicado pelo investidor na carteira. Um caso clássico de amortização ocorre quando o fundo vende algum dos seus imóveis, sem previsão de reinvestir o dinheiro em outro ativo.

Há ainda outras razões para que haja uma amortização. Lembre-se de que os fundos imobiliários são fechados, o que significa que as cotas não podem ser resgatadas a pedido dos cotistas. Alguns deles, no entanto, preveem um prazo de duração específico, ao fim do qual serão liquidados. Quando esse é o caso, os recursos também são devolvidos aos investidores.

Índice Ifix

Criado para acompanhar o desempenho dos fundos imobiliários, o Ifix é um índice composto por cotas de fundos negociadas nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3. O Ifix reflete tanto as variações nos preços dos fundos incluídos no índice, como também o impacto da distribuição de rendimentos por parte das carteiras.

A carteira do Ifix é revisada periodicamente, a cada quatro meses. Para ser incluído no índice, um fundo imobiliário precisa obedecer alguns critérios, como ter sido negociado em 60% dos pregões durante o período de vigência das três carteiras anteriores.

Qual é o papel do gestor?

Assim como nos fundos de investimento em geral, o gestor de um fundo imobiliário é quem decide que investimentos serão feitos com o dinheiro aplicado pelos investidores. A diferença é que, em vez de comprar ações na bolsa ou títulos públicos do governo federal, ele precisa escolher um imóvel para adquirir, um inquilino a quem alugar ou que papéis vai inserir na carteira.

O gestor também tem atribuições como selecionar e se relacionar com os intermediários contratados para fazer essas operações. Tudo isso, é claro, deve ter em vista a perspectiva de retorno, o nível de risco e a liquidez de cada ativo. Também precisa considerar a política de investimento e os objetivos definidos no regulamento do fundo.

Tipos de fundo imobiliários

A Anbima classifica os fundos imobiliários de acordo com o tipo de aplicação que eles realizam e também a estratégia de investimento que adotam. As carteiras são agrupadas da seguinte forma:

Desenvolvimento para renda: Esses fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento ou na incorporação de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção, com o objetivo de gerar renda com locação ou arrendamento deles depois de prontos.

Desenvolvimento para venda: Aplicam mais de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção para vendê-los no futuro.

Renda: Neste caso, os fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido em empreendimentos imobiliários já construídos, também visando gerar renda com locação ou arrendamento deles.

Títulos e valores mobiliários: Fundos que investem mais de dois terços do patrimônio líquido em títulos como ações, cotas de sociedades, fundos de participação (FIPs), recebíveis e fundos creditórios (FIDCs), sempre ligados ao mercado imobiliário.

Híbridos: Fundos com estratégia de investimento que não se concentra particularmente em nenhuma das estratégias anteriores.

É seguro investir em fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários são investimentos regulados e acompanhados tanto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quanto pela própria B3, quando são negociados no pregão. No entanto, isso não exime o produto de um certo nível de risco.

Uma crise econômica pode reduzir a ocupação dos imóveis do fundo, por exemplo. Com isso, os rendimentos periódicos com aluguéis também tendem a cair – pelo menos temporariamente. A mesma situação pode causar ainda uma redução do valor de avaliação dos imóveis em geral, com impacto sobre as cotas do fundo.

Assim como a compra de um imóvel de tijolo, o investimento em um fundo imobiliário deve levar em conta quais são os ativos incluídos na carteira – em que região, por exemplo, estão localizados os imóveis do fundo? Esses lugares têm potencial econômico no médio e no longo prazo?

É preciso lembrar que tudo o que puder causar impacto nos imóveis se reflete no fundo também. Imagine que uma enchente ou um incêndio atinja um dos ativos da carteira, por exemplo. Ou ainda que a região onde eles ficam sofra com uma elevação dos níveis de violência. São todos fatores com potencial para mexer nas cotações do fundo.

Existem ainda riscos relacionados à regulamentação do setor imobiliário brasileiro, que envolve autoridades federais, estaduais e municipais. Esse conjunto de regras, que muitas vezes colidem, pode afetar tanto a aquisição quanto a venda, locação, reforma ou ampliação dos imóveis. Certas atividades demandam licenças específicas, aprovação de autoridades governamentais, regras de zoneamento e até leis de proteção ao consumidor. Portanto, é possível que sua realização seja dificultada em algumas ocasiões.

Do ponto de vista do investimento financeiro, um dos riscos mais evidentes dos fundos imobiliários é a eventual falta de liquidez para negociá-los na bolsa. Como são fechados e o mercado secundário é a única via para sair deles, isso pode representar um problema em alguns momentos.

Vantagens e desvantagens

Contar com a gestão de um profissional especializado, que decide sobre os investimentos a partir de uma série de critérios e análises, é uma das principais vantagens de um fundo imobiliário. Para um pequeno investidor, fazer isso por conta própria pode ser penoso.

Por outro lado, investidores que já conheçam o mercado não têm a possibilidade de interferir nas decisões ou escolher os ativos negociados, porque esse é o papel do gestor.

Os fundos imobiliários permitem que mesmo pessoas com pouco dinheiro para investir tenham acesso ao mercado imobiliário. É possível comprar cotas na bolsa com valores tão baixos quanto R$ 100. Já o preço de um imóvel pode facilmente chegar às centenas de milhares de reais.

Além disso, o investimento em fundos é fracionável. Caso precise do dinheiro que aplicou, o investidor pode vender apenas parte das cotas, e não um imóvel inteiro, como seria o caso se investisse no mercado de cimento e tijolo.

Outra vantagem é que o investidor de fundos não precisa se preocupar com certidões, escrituras ou pagamento de certos impostos relacionados ao setor imobiliário, porque isso é responsabilidade do administrador. Da mesma forma, não é o cotista quem realiza diretamente ações de manutenção, conservação e reparos dos imóveis.

Por fim, os custos da administração dos imóveis do fundo são diluídos entre todos os cotistas, na proporção da sua participação, o que barateia o investimento.

Investir em FIIs ou comprar imóveis?

A resposta a essa pergunta depende de uma avaliação pessoal de cada investidor. Se você…

  • Gosta do setor imobiliário, mas tem um valor limitado para investir no momento;
  • Tem pouco tempo para dedicar à administração direta de uma carteira de imóveis;
  • Não se sente seguro para analisar e escolher imóveis para investir;
  • Quer investir em outros ativos financeiros do setor imobiliário, além dos próprios imóveis;

…talvez os fundos imobiliários sejam a sua melhor opção.

Por outro lado, se você…

  • Gosta da sensação de possuir um imóvel físico;
  • Está disposto a lidar diretamente com inquilinos;
  • Não gosta do ambiente de bolsa de valores;
  • Acha que há oportunidades em algum mercado específico não coberto pelos fundos imobiliários;

…a compra direta de imóveis físicos pode ser uma boa alternativa.

Como escolher

Depois de tantas informações, deu vontade de investir em fundos imobiliários? Para escolher a carteira mais adequada, o investidor precisa prestar atenção a pelo menos sete aspectos. Alguns se referem aos imóveis incluídos nos fundos, outros a questões de mercado e de negociação. Confira:

Portfólio

Um fundo imobiliário não é diferente de um fundo de ações ou de renda fixa em um aspecto: seu desempenho depende dos ativos que estiverem incluídos na carteira. É necessário avaliar com atenção que imóveis ou papéis pertencem ao fundo e quais são as perspectivas para cada um deles.

Bons imóveis tendem a ser alugados ou vendidos com maior facilidade, em negociações favoráveis. Não dá para esperar o mesmo de um prédio antigo e desatualizado, que não tenha passado por manutenção ou reformas, ou que tenha pendências judiciais de contratos anteriores.

Localização

No mercado imobiliário, a localização é um dos elementos mais importantes. Por isso, é importante consultar os documentos do fundo – como a lâmina de informações essenciais – para verificar onde estão os imóveis da carteira que interessa a você. Ficam em cidades grandes ou pequenas? Estão em regiões centrais ou periféricas? Se forem áreas comerciais, são bem abastecidas de infraestrutura urbana?

As respostas a essas perguntas ajudam a entender tanto qual é o potencial de valorização dos imóveis no futuro, quanto a facilidade para alugá-los, assegurando os rendimentos dos investidores.

Inquilinos

A qualidade dos inquilinos de um imóvel é importante porque são eles que asseguram os rendimentos periódicos do fundo. Locatários que atrasem os pagamentos, não cumpram regras ou depredem o patrimônio podem causar muita dor de cabeça para os investidores de um fundo imobiliário.

Há uma relação direta entre a qualidade dos imóveis e a qualidade dos inquilinos. Por isso, é necessário atentar a esses dois itens ao avaliar um fundo. Procure descobrir um pouco mais sobre o histórico de locação dos imóveis da carteira. Essa informação vai ajudar você a entender melhor os riscos envolvidos no investimento.

Gestão e performance

Você provavelmente já ouviu que rentabilidade passada não representa garantia de retorno no futuro. Isso é verdade, mas, ainda assim, é importante conhecer o trabalho da gestão e o histórico de rentabilidade na hora de escolher um fundo imobiliário.

Essa análise permite identificar como a carteira se comporta em períodos distintos de mercado e em situações diversas. O investimento em imóveis envolve certas habilidades dos gestores – como o bom relacionamento com inquilinos, a capacidade de negociação e o discurso persuasivo –, que não são necessárias quando investem em ativos como ações ou títulos públicos. Vale a pena tirar um tempo para estudar sobre suas estratégias de gestão, além de buscar os dados de desempenho disponíveis no site da CVM.

Liquidez

Os fundos imobiliários são fechados, e, por isso, suas cotas precisam ser vendidas para que o investidor recupere o dinheiro que aplicou. Essa negociação depende de haver interessados em comprá-las. É mais fácil encontrá-los quando os fundos são listados na bolsa de valores do que quando não são.

A liquidez dos fundos imobiliários na B3 vem crescendo nos últimos anos, mas depende de cada carteira. Há cotas que são negociadas todos os dias no pregão e também outras que passam semanas sem nenhuma operação. Nesses casos, o investidor pode levar algum tempo para conseguir se desfazer do investimento, a menos que esteja disposto a oferecer as cotas por um valor reduzido.

Preço

O preço das cotas reflete tanto o valor dos ativos incluídos em um fundo imobiliário quanto a perspectiva dos investidores para o desempenho da carteira. Por isso, é recomendável fazer algumas análises sobre ele antes de investir. Uma avaliação simples e bastante usada é a comparação do preço de negociação com o valor patrimonial das cotas – ou simplesmente, P/VP.

Se as cotas de um fundo imobiliário são negociadas abaixo do valor patrimonial, isso pode sinalizar duas situações. Pode indicar que os investidores não estão avaliando corretamente quanto vale o fundo, uma situação que pode se equilibrar no futuro – e aí está uma oportunidade de investimento. Por outro lado, pode também sugerir problemas com a carteira – e você é que talvez ainda não os conheça.

Dividend Yield

Costuma ser chamada de dividend yield a taxa de retorno que um fundo imobiliário proporciona com as distribuições periódicas de rendimentos. O cálculo é simples: basta dividir o valor dos rendimentos pela cotação das cotas do fundo. Pode ser feito tanto em base mensal, quanto anual (nesse caso, deve-se somar as distribuições realizadas no período para fazer a conta).

O indicador é importante para que o investidor possa, por exemplo, comparar os fundos em que está avaliando investir. Um fundo que tenha um dividend yield de 6% ao ano tem uma vantagem sobre outro de 5% ao ano. A conta também permite fazer uma avaliação comparativa com outros tipos de investimentos, como ações que pagam dividendos ou até produtos de renda fixa.

Comparador de FIIs

Para encontrar as informações acima e identificar qual fundo atende as suas necessidades, você pode utilizar o comparador de fundos imobiliários do InfoMoney. A ferramenta é gratuita e permite acessar os dados de todos os FIIs com cotas negociadas em Bolsa.

Confira no vídeo abaixo como utilizar o Comparador de Fundos Imobiliários.

Como investir em FIIs

Você já tem todas as informações sobre o funcionamento dos fundos imobiliários. Agora, é só partir para a prática! Para isso, siga esse roteiro com passos essenciais:

• Reflita sobre seu perfil e seus objetivos de investimento, entendendo se os fundos imobiliários são um investimento adequado para o seu caso;

• Procure corretoras de valores. Você precisará ter uma conta para comprar e vender cotas de fundos listadas na bolsa de valores;

• Esteja ciente da taxa de corretagem e outros custos que forem cobrados pela corretora escolhida. Elas incidem na negociação de fundos imobiliários, assim como na de ações;

• Identifique as carteiras disponíveis no pregão e a liquidez (volume de negociação) das que parecerem as mais interessantes;

• Estude a política de investimento do fundo, a partir de documentos como prospectos, regulamentos e boletins mensais. Eles ficam disponíveis no site da bolsa;

• Fique atento ao histórico de distribuição de rendimentos pelo fundo e também de sua volatilidade na bolsa. Tente identificar como ele e o seu gestor se comportam se sai em momentos de estresse no mercado;

• Entenda qual é o nível de risco do fundo, pensando tanto na volatilidade das cotas na bolsa como também no risco dos segmentos de imóveis que o fundo possui (comercial, corporativo, hospitais, shoppings, etc.);

• Lembre-se de que o rendimento periódico distribuído pelo fundo é isento de Imposto de Renda, mas o eventual ganho de capital com a variação das cotas não é.

 Para conhecer as melhores análises e oportunidades do setor, participe do FII Summit, o maior evento online e gratuito sobre Fundos Imobiliários do país, entre os dias 22 e 24 de setembro! 

Fonte Infomoney




quarta-feira, 22 de julho de 2020

Mercado solar eletrônico é oficialmente apresentado no Brasil e no mundo





Ambiente digital vai conectar fabricantes da indústria e demais players da cadeia produtiva fotovoltaica
Por Ricardo Casarin
O mercado digital Solar & Storage Digicon foi oficialmente lançado no último dia 15. A iniciativa é uma resposta a atual situação global de restrição de viagens e cancelamento de eventos do setor solar. Desenvolvido por duas plataformas globais de comercialização, a Joint Forces for Solar e a International Battery Energy Storage Alliance (IBESA), o ambiente digital tem como empresas fundadoras a GoodWe, JA Solar, Trina Solar e Sharp, entre outras.
A expectativa é que a plataforma proporcione conexões e interações entre fabricantes da indústria e intermediários do mercado, tal como distribuidores, instaladores, desenvolvedores de projetos e EPCistas. Além disso, a Solar & Storage Digicon promoverá a transmissão de webinars com discussões sobre os principais mercados do mundo ao longo dos próximos meses.
Em nota, a GoodWe afirma que o objetivo desse mercado digital é conectar todos os grupos ao redor do mundo que possuem interesse no setor, estimulando a troca de conhecimento e informações. “A empresa apresentará seus produtos, serviços e inovações, a fim de gerar novas oportunidades e manter contato com seus clientes em escala global e local.”
Recentemente, a GoodWe foi classificada na primeira posição entre fabricantes de inversores híbridos, com mais de 15% de participação no mercado global. Os números foram divulgados pela consultoria Wood Mackenzie no relatório Global PV Inverter Market Shares Full-Year 2019.
De acordo com a empresa, foi em virtude das grandes capacidades de pesquisa e desenvolvimento, continuamente aprimoradas por mais de 200 pesquisadores de energia solar, que a GoodWe alcançou a posição de liderança no segmento.
Na ocasião, o CEO da companhia, Daniel Huang, declarou: “ser o fornecedor de inversores híbridos número um no mundo é um reconhecimento que nos motiva a continuar melhorando. A GoodWe sempre enxergou o fornecimento de inversores de alta qualidade como sua vantagem competitiva mais importante e sua principal contribuição para a contínua transformação de energia.”

Fonte Portal Solar