sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Autoridades e entidades querem transformar autoprodutores de energia em fornecedores de energia no mercado livre



Associações e membros do governo estudam modelo de venda do excedente da geração distribuída no Ambiente de Contratação Livre

Autoridades de governo e representantes de entidades do setor elétrico querem transformar os autoprodutores de energia em fornecedores de energia para o mercado livre. A ideia, inédita no Brasil, foi discutida durante evento promovido em São Paulo, no dia 5 de novembro deste, pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) em parceria com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).
A proposta, defendida também por representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), do Operador Nacional do Sistema (ONS) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), é criar mecanismos regulatórios que possibilite a venda do excedente da geração distribuída, proveniente em especial da fonte solar fotovoltaica, no Ambiente de Contratação Livre (ACL) via as comercializadoras de energia.
Com mais de 200 empresários e agentes do setor elétrico, o debate foi coordenado por Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel, e por Rodrigo Sauaia, presidente da ABSOLAR, e contou com as presenças de Rui Altieri, presidente da CCEE, de Igor Alexandre Walter, do MME, e de Luiz Eduardo Barata, diretor-geral do ONS, além de representantes da Abrace, Anace e Abiape.
“Tanto a geração solar distribuída quanto as usinas centralizadas são muito bem-vindas no Operador Nacional do Sistema, já que são pouco voláteis e possuem alta previsibilidade, o que, por si, é um fator decisivo e um grande diferencial na análise de risco e de investimento”, comentou Barata. “O ONS tem grande interesse em colaborar para intensificar a entrada de novos empreendedores do setor de energia solar, seja para o mercado livre ou seja para o ambiente regulado. Assim, vamos atuar de forma decisiva para eliminar os atuais obstáculos que impedem o avanço ainda maior desse segmento no País”, acrescentou.
O presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiro, lembrou, todavia, que a entrada do chamado “preço-horário” no sistema de cálculo do setor elétrico, previsto para 2020, será um avanço regulatório para o País. “Certamente, a entrada em vigor do ‘preço-horário’ vai favorecer ainda mais a fonte solar no mercado livre de energia”, disse. “Nossa perspectiva é que a solar será, em pouco tempo, fator determinante para a expansão da oferta em todo o Ambiente de Contratação Livre”, completou.
A mesma opinião foi compartilhada pelo presidente da CCEE, Rui Altieri. Segundo ele, há um espaço enorme para o avanço da fonte solar no mercado livre. “A energia solar no Brasil é altamente competitiva e configura-se como uma realidade de fato, haja visto o preço negociado no último leilão com as usinas de grande porte”, apontou. “No caso da geração solar distribuída, basta apenas alguns poucos ajustes regulatórios para viabilizar que o autoprodutor venda o excedente para as comercializadoras no mercado livre”, disse.  
“Porque não permitir que milhares de famílias e empresários brasileiros encontrem na energia solar não só uma forma de reduzir a conta de luz, mas também de gerar receita para sua família e empresas?”, indagou Rodolfo Meyer, CEO do Portal Solar. “Permitir que os autoprodutores possam vender o excedente de energia para comercializadoras de energia é uma inciativa alinhada com as melhores práticas internacionais”, acrescentou.
Segundo Meyer, o Brasil possui um potencial mapeado de 164GW de energia solar em telhados que deve ser amplamente aproveitado. “Essa medida deveria preceder os investimentos em grandes parques solares, que beneficiam poucos empresários e que normalmente utilizam dinheiro de bancos de fomento. A energia do futuro é livre. Esta é a forma mais rápida de aumentar a oferta e a consequente redução de preço”, conclui.
Fonte : Portal Solar

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Arábia Saudita quer construir megacidade abastecida com energia renovável, até 2025



A Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo, porém, devido à queda do preço deste recurso, o grande país árabe enfrenta dificuldades para pagar os trabalhadores do setor. Para rebater isso, o governo da Arábia Saudita resolveu criar um projeto inovador: uma grande cidade abastecida totalmente por energia renovável. A nova cidade será ligada à Jordânia e ao Egito. Esse projeto será um grande impulso para a economia.
O anúncio do projeto foi feito pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, na conferência Future Investment Initiative em Riyadh. Batizado de NEOM, o projeto terá um custo de US$ 500 bilhões e será financiado pelos investidores privados e pelo governo saudita. O principal objetivo é diminuir a dependência do petróleo, além de diversificar a matriz energética e a economia do país árabe.
De acordo com o príncipe, a cidade NEOM será abastecida 100% por energias renováveis. A cidade irá contar com comércios e diversas indústrias como: biotecnologia, alimentos, energia, manufatura avançada, água e entretenimento. Isso tudo em uma área de 10,230 milhas quadradas, que equivale a mais de 33 vezes o tamanho da cidade de Nova York.
A região NEOM vai se estender por uma área de 26.500 quilômetros quadrados, junto ao Mar Vermelho e ao Golfo de Áqaba. Futuramente, este será o ponto onde vai partir a ponte Rei Salomão, que irá ligar a Arábia Saudita à península egípcia do Sinai.  A megacidade será um centro global de negócios, por onde passa quase um décimo do comércio mundial.
O ex-presidente-executivo da Siemens AG e Alcoa Inc, Klaus Kleinfeld, foi nomeado pelo país para executar o projeto NEOM. O programa de financiamento inclui a venda de 5% da grande empresa de petróleo, Saudi Aramco. Com isso, o governo espera arrecadar US$ 300 bilhões para a construção da cidade.
O projeto pode fazer com que a NEOM se torne uma das maiores cidades sem combustíveis fósseis. Até 2025, a Arábia Saudita pretende terminar a primeira fase da nova cidade. Segundo o governo, o projeto está sendo realizado para que o reino se torne um líder mundial em inovação. Além disso, o projeto irá gerar empregos e impulsionar o PIB do reino.
A ideia é de que em NEOM não exista carros movidos a gasolina e que a energia utilizada seja somente a energia solar, captada através de painéis solares. A Arábia Saudita está buscando meios para se modernizar. O príncipe acredita que, mais do uma cidade, esse megaempreendimento poderá ser considerado a primeira zona econômica independente do mundo.
Há pouco tempo, a Arábia Saudita acabou suspendendo o projeto da maior usina de energia solar do mundo, alegando que os investimentos em energias renováveis não iriam parar. Pode-se notar, então, que esse novo projeto da megacidade demonstra que os árabes estavam falando sério! A energia solar é um sucesso mundial!
Qualquer consumidor interessado em energia solar fotovoltaica pode instalar sistemas solares fotovoltaicos em sua empresa, residência, comércio ou indústria. O Portal Solar trabalha com os melhores fornecedores de energia solar, entre em contato e solicite um orçamento. Confira nosso site e saiba mais sobre placa solar e como solicitar um financiamento para energia solar a fim de usufruir dessa fonte renovável de energia.
Fonte = Portal Solar

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Zona rural do Noroeste Paulista investe em energia solar




A utilização operacional de energia solar fotovoltaica no meio rural atingiu 15,8 megawatts. Essa marca mostra que a fonte cresceu nove vezes no ano passado e neste ano, dobrando o uso desta energia em campos. O sol vem se tornando uma opção importante para produtores rurais reduzirem o gasto com energia fóssil. Os painéis solares estão cada vez mais acessíveis, com vida útil superior a 25 anos e rápido retorno financeiro.
A plantação do agricultor Ademir Ralio, em Votuporanga, São Paulo, chega a dar quase duas toneladas de abóboras mensalmente. Para ter essa produção eficaz, a energia é uma grande aliada, pois garante o funcionamento dos equipamentos necessários como, por exemplo, bomba d’água e aspersores para manter a lavoura produtiva.
Utilizando energia comum, o agricultor Ademir gastava, em média, até R$ 1 mil. Pensando em reduzir esse valor, resolveu investir em energia solar, uma fonte energética que vem se destacando no Brasil e no mundo, seja em zonas urbanas ou rurais. O investimento do agricultor chegou em torno de R$ 60 mil, financiados em dez parcelas anuais. A redução de gastos fará com que em seis ou sete anos o sistema solar esteja totalmente pago.
Foram instaladas 36 placas fotovoltaicas integrantes de um sistema responsável por gerar a energia utilizada na plantação. O equipamento possui sistema conectado na rede elétrica. Após o início do funcionamento do sistema solar, o agricultor declarou que paga a conta de energia a cada dois meses e gasta no máximo R$ 90.
Os equipamentos de energia solar atendem a todos os produtores rurais, podendo ser aplicados em diversas funções do agronegócio como, por exemplo, sistemas de ordenha, cercas elétricas, bombeamento de água, irrigação, iluminação, sistemas de segurança, ventiladores, aeradores e tanques de piscicultura. A conservação dos equipamentos deverá ser feita através de limpeza e manutenções especializadas
Os agricultores rurais estão em quarto lugar no ranking dos setores que mais utilizam energia solar, ficando atrás apenas dos setores de: indústrias, comércios e serviços e residências. Até o final deste ano, estima-se que a quantidade de sistemas solares instalados em zonas rurais dobre! Utilizando a energia solar nos campos, os agricultores se tornam mais independentes.
O Brasil é um país com grande riqueza de recursos naturais, dessa forma, é importante aproveitar a disponibilidade da área e o clima favorável. De acordo com informações divulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), atualmente, existem cerca de 4,7 milhões de consumidores de energia elétrica nas zonas rurais. Os dados se referem apenas a agricultores conectados à rede concessionária, ou seja, o número aumenta ao incluir produtores que possuem suas próprias fontes de energia limpa.
O meio rural atinge bons resultados na utilização de energia solarA energia solar melhorou a vida de agricultores na Paraíba. Qualquer pessoa interessada em energia solar pode instalar sistemas solares fotovoltaicos em seu campo, empresa ou residência e assim produzir a sua própria energia limpa e renovável. O Portal Solar trabalha com os melhores fornecedores de energia solar, placa solar e painel solar. Entre em contato e saiba como adquirir um financiamento para energia solar.
Fonte Portal Solar

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Cresce a geração solar no Brasil e setor se movimenta para tratar da reciclagem de equipamentos



O setor brasileiro de energia solar fotovoltaica tem conquistado alguns importantes avanços, mas ainda espera condições mais favoráveis para um desenvolvimento pleno. Recentemente, o Brasil atingiu a nova marca de 350 megawatts (MW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar. Apesar de considerar um feito importante, o CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, enxerga potencial para um crescimento ainda maior. “Nosso país tem pouco menos de 40 mil sistemas de pequeno porte. Enquanto isso, existem países que já passaram a barreira de 1 milhão e outros estão chegando a marca de 2 milhões”, afirmou. Ele também cita que o Brasil está começando a fabricar equipamentos fotovoltaicos, mas que as empresas precisam de maior incentivo. “Ainda existe uma carga tributária elevada e injusta sobre os insumos produtivos”, revela. Sauaia também falou sobre como o setor vai tratar a questão ambiental e a sustentabilidade. “O setor tem um programa internacional de reciclagem, que demonstra que é possível reciclar 96% dos componentes de um equipamento fotovoltaico”, respondeu ao ser questionado sobre o destino dos módulos após o fim da vida útil.

O que tem ajudado no crescimento da solar no Brasil?
São alguns os fatores principais que permitiram o Brasil atingir esta marca de 350 MW. O primeiro deles está relacionado ao preço da energia solar fotovoltaica. Na última década, a tecnologia se tornou 80% mais barata. Isso é um grande ganho de competitividade, o que fez que a fonte se tornasse mais acessível para a população, empresas e governos.
O segundo fator importante foi o aumento da tarifa de energia elétrica, que tem aumentado significativamente e pesado no bolso da população, a taxas bastantes superiores a inflação. Para se ter ideia, no ano passado, a inflação média foi de 2,95% ao ano, enquanto a energia elétrica aumentou 10% no ano. Em 2018, os especialistas projetam que o reajuste da energia elétrica vai ser entre 10% e 15%, em média. Em alguns estados, esse reajuste é ainda maior. Minas Gerais teve um acréscimo de 25% de reajuste neste ano. Tudo isso pressiona os consumidores a buscarem alternativas e formas de economizar.
Qual o papel dos consumidores domésticos na expansão da solar? Eles tem liderado esse crescimento?
Se pelo número de unidades consumidoras quem tem liderado é o segmento que chamamos de residencial, por outro lado, quando olhamos para o volume de investimento e potência instalada, o primeiro lugar é das empresas de comércio e prestação de serviços, que representam quase 44% de todos os investimentos e potência instalada. Esses dois segmentos [comercial e residencial] juntos, assim como o de micro e pequenas indústrias, são aqueles que pagam a energia elétrica mais cara do Brasil. E, portanto, devem continuar liderando o uso da energia solar fotovoltaica.
O pequeno produtor rural também aparece nessa lista, mas ele tem algumas características um pouco diferentes. Normalmente, a energia no meio rural tem um valor mais baixo. Outros fatores, além do econômico, levam o produtor a se preocupar bastante com a geração da sua própria energia. Muitas vezes, para levar energia a uma região onde não há acesso de eletricidade, eles podem usar a solar fotovoltaica para maior estabilidade no suprimento de energia.
Qual o tempo de vida útil dos sistemas fotovoltaicos?
A validade é indeterminada, na verdade. Não existe uma validade final do sistema. O que existe é uma garantia de performance dos equipamentos de 25 anos. Passado esse prazo, o sistema ainda vai gerar, aproximadamente, 80% da sua energia em relação ao primeiro ano de geração. O sistema não para de funcionar, ele continua operando, mas passa a gerar um pouco menos de energia. Isto é muito positivo e mostra que o sistema fotovoltaico é um bem durável de excelente vida útil, sem partes móveis, ausência de necessidade de graxa e com baixíssima manutenção.
O crescimento da energia solar é importante para a matriz energética brasileira. Mas como funciona o descarte destes módulos?
O setor solar fotovoltaico já nasceu com a preocupação com a sustentabilidade, desde sua estruturação. Por conta disso, o setor é baseado em elementos químicos e matérias-primas abundantes. Não existe risco de faltar material. O silício, por exemplo, que é o principal componente ativo de um sistema fotovoltaico tradicional, é o segundo elemento mais abundante da crosta terrestre. Ele é um elemento inerte, não gera prejuízo ao meio ambiente. O nosso setor também trabalha com uma visão de que, ao final da vida útil do sistema, ele continua tendo um valor muito importante. O setor tem um programa internacional de reciclagem, que demonstra que é possível reciclar 96% dos componentes de um equipamento fotovoltaico. Além disso, existem empresas no setor que já estão trabalhando com o conceito de produção circular. Já temos dois dos principais fabricantes mundiais de equipamentos fotovoltaicos que já estão fazendo isso, trabalhando com essa visão. Ao final da vida útil deste equipamento, ele é recolhido e volta ao processo produtivo para, a partir de então, ser desenvolvido um novo equipamento.
E quais os principais desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento do mercado?
Nós comemoramos a marca dos 350 MW, é um dado importante. Mas, sendo bastante objetivo, o Brasil está atrasado no uso da energia solar fotovoltaica. Nosso país tem pouco menos de 40 mil sistemas de pequeno porte. Enquanto isso, existem países que já passaram a barreira de 1 milhão e outros estão chegando a marca de 2 milhões de sistemas fotovoltaicos operacionais.
Para que possamos acelerar esse processo, a Absolar tem recomendado que o governo federal desenvolva uma meta de Estado, entre 1 milhão e 2 milhões de telhados fotovoltaicos operacionais, ao longo dos próximos quatro anos de governo. A boa notícia é que temos vistos diferentes candidatos sinalizando que o tema está começando a entrar em seus radares. O Brasil está começando a acordar para este assunto.
Além disso, nós precisamos também de melhores condições de financiamento para a energia solar fotovoltaica, que ainda hoje tem poucas alternativas de crédito, especialmente para as pessoas físicas. Vimos que as residências já perderam sua liderança para comércio e serviços. Um dos fatores para isso é justamente porque as empresas conseguem acessar crédito em condições melhores do que as pessoas físicas. Isso acaba sendo um desincentivo para a pessoa física investir em energia solar. Isso precisa ser corrigido.
E quanto à questão de impostos?
Existe uma carga tributária muito elevada sobre a energia solar fotovoltaica, tanto sobre os equipamentos quanto sobre a energia. Ainda existem impostos sobre a energia para sistemas de porte um pouco maior. A Absolar tem trabalhado para mobilizar tanto os governos estaduais quanto o governo federal para racionalizar a carta tributária sobre a energia fotovoltaica.
O Brasil já está começando a fabricar equipamentos fotovoltaicos. Já são 30 fabricantes nacionais produzindo e gerando empregos na área industrial brasileira. Falta ainda um olhar do governo para que tenhamos mais competitividade na cadeia nacional. Ainda existe uma carga tributária elevada e injusta sobre os insumos produtivos (as matérias-primas). Então, o governo precisa corrigir esse desajuste, sob o risco de acabar desmotivando a produção de equipamentos no Brasil. Somos o único país da América do Sul que tem escala e condições de se tornar uma liderança regional na fabricação de equipamentos fotovoltaicos.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Investidores estão com menor interesse na revenda, diz Raio-X FipeZAP


Participação dos investidores entre os compradores recua nos últimos meses. No atual cenário de juros baixos e variação de preços inferior a inflação, eles priorizam a renda com aluguel dos imóveis


Os resultados do Raio-X FipeZAP do 2º trimestre de 2018 oferecem novos dados e informações sobre o perfil e objetivos dos agentes do mercado imobiliário brasileiro, incluindo informações sobre compradores, compradores em potencial e proprietários.
Além disso, a pesquisa procura mapear a participação dos investidores entre compradores, a incidência e percentual de descontos sobre o valor anunciado dos imóveis, bem como a percepção e expectativa dos respondentes com respeito ao nível e trajetória dos preços dos imóveis no curto e longo prazos. As seguir, são apresentados os principais destaques da pesquisa do último trimestre:

Participação dos investidores

Considerando respondentes que declararam intenção de adquirir um imóvel nos próximos 3 meses, a participação dos investidores recuou ligeiramente de 12% para 11% na última pesquisa, prevalecendo entre eles o interesse na obtenção de renda com o aluguel do imóvel (76%) em comparação à revenda (24%). Já a participação de transações classificadas como investimento no total de compras realizadas no últimos 12 meses recuou de 46%, em fevereiro de 2018, para 40% em junho de 2018.
Entre as compras classificadas como investimento, por sua vez, é possível destacar a maior participação de aquisições com finalidade de obter renda com aluguel (63% das compras declaradas como investimento, em junho de 2018) em contraste com objetivo de revenda após valorização do imóvel (37%). Os resultados são coerentes com o ambiente atual de juros baixos, no qual os investidores buscam alternativas de investimento mais rentáveis do que a renda fixa.

Descontos nas transações

O percentual de transações com descontos manteve trajetória ascendente nos últimos 12 meses, passando de 63% do total de transações realizadas em julho de 2017, para 68%, em junho de 2018 – patamar que se avizinha ao teto da série histórica (70%), vigente ao longo de 2016 e início de 2017. Entre as transações que apresentaram desconto, o percentual médio aplicado recuou ligeiramente no primeiro semestre de 2018, encerrando junho em torno de 13%.

Percepção sobre os preços atuais

Na última pesquisa, a percepção sobre os preços dos imóveis manteve-se praticamente estável frente à opinião dos respondentes no segundo trimestre de 2018, dividindo-se entre os que achavam que os preços atuais estão altos ou muito altos (62%), em nível razoável (25%) e baixos ou muito baixos (10%). Não souberam responder sobre os preços atuais cerca de 4% dos respondentes. Comparando-se a última pesquisa com o 2º trimestre de 2015, fica evidente uma queda consistente no percentual que classificava os preços dos imóveis como altos ou muito altos: de 78% para 62% do total de respondentes na última pesquisa, cedendo espaço para aqueles que acreditam que os preços estão em nível razoável (de 15% para 25%), baixos ou muito baixos (de 5% para 10%).

Expectativa de preço

Com relação às expectativas sobre a evolução do preço dos imóveis nos próximos 12 meses, a proporção de respondentes da última pesquisa que projetava elevação nos preços no foi de 24%; enquanto 36% apostavam na estabilidade e 19%, em uma queda nos preços no curto prazo. Cerca de 22% dos respondentes não souberam opinar a respeito da trajetória futura dos preços dos imóveis. Com base nas respostas entre compradores, compradores em potencial e proprietários de imóveis, a expectativa média para os próximos 12 meses é de ligeira queda nominal de 0,2% nos preços dos imóveis.

Fonte Zap

terça-feira, 17 de julho de 2018

Os bairros mais caros e baratos para alugar imóvel em São Paulo


O preço médio do aluguel em São Paulo é de R$ 1.715. Se você achou que está pagando caro demais, talvez seja a hora de mudar de zona ou de bairro


É possível encontrar aluguéis mais em conta em todas as regiões da cidade, basta fazer uma busca pelos bairros mais baratos. Para fugir dos aluguéis mais altos, melhor sair da zona Sul e da zona Oeste.  As zonas Leste e Norte são as regiões mais baratas para alugar imóvel em São Paulo.
“No Centro, os preços estão mais altos do que antes. Isso reflete principalmente a revitalização de algumas regiões centrais, como na República. As incorporadoras estão vendo o movimento como uma oportunidade de negócio nesses locais, e estão construindo imóveis que atendam à demanda atual da população, com espaços mais enxutos, de um ou dois dormitórios, e com áreas comuns, como lavanderias”, diz Leonardo Paz, CEO do Imovelweb.
É claro que não é só o valor do aluguel que conta nessa escolha. É importante colocar na balança os custos com transporte, para, no fim das contas, o barato não sair caro.
“Estão sendo construídos mais empreendimentos em áreas comerciais, já que a demanda das pessoas por imóveis perto de seus trabalhos tem aumentado. Isso é ótimo para o mercado imobiliário, mas também para a cidade. Com as pessoas morando perto do trabalho, tem menos trânsito, por exemplo”, completa Paz.
Confira a seguir os bairros com os preços médios de aluguel mais baratos e mais caros em cada região da cidade de São Paulo.

Centro

Bairros mais caros para alugarPreços médios de aluguel em cada bairroBairros mais baratos para alugarPreços médios de aluguel em cada bairro
ConsolaçãoR$ 3.451,45CambuciR$ 1.913,13
Bela VistaR$ 3.128,96Morro dos InglesesR$ 1.863,54
Campos ElíseosR$ 2.422,17LuzR$ 1.833,25
LiberdadeR$ 2.418,53R$ 1.505,06
HigienópolisR$ 2.373,97Bom RetiroR$ 1.345,54

Zona Leste

Bairros mais caros para alugarPreços médios de aluguel em cada bairroBairros mais baratos para alugarPreços médios de aluguel em cada bairro
Jardim Anália FrancoR$ 2.038,23BelenzinhoR$ 1.408,40
BelémR$ 2.033,89Vila EmaR$ 1.394,83
TatuapéR$ 1.905,51Penha de FrançaR$ 1.358,56
BrásR$ 1.883,60ItaqueraR$ 1.325,54
MoocaR$ 1.739,07Cidade LíderR$ 1.196,33

Zona Oeste

Bairros mais caros para alugarPreços médios de aluguel em cada bairroBairros mais baratos para alugarPreços médios de aluguel em cada bairro
Vila OlímpiaR$ 4.523,51Jardim EsterR$ 1.451,33
Itaim BibiR$ 4.479,93Parque ContinentalR$ 1.364,62
PinheirosR$ 4.011,90PiqueriR$ 1.356,13
JardinsR$ 3.852,39JaraguáR$ 1.310,93
Jardim EuropaR$ 3.781,95Raposo TavaresR$ 1.209,03

Zona Sul

Bairros mais caros para alugarPreços médios de aluguel em cada bairroBairros mais baratos para alugarPreços médios de aluguel em cada bairro
Cidade MonçõesR$ 4.341,27Vila MonumentoR$ 1.520,08
Vila Nova ConceiçãoR$ 4.278,47Jardim da SaúdeR$ 1.515,76
BrooklinR$ 4.029,02ParaisópolisR$ 1.312,53
Chácara Santo AntônioR$ 3.854,73Campo LimpoR$ 1.300,88
IbirapueraR$ 3.620,87Vila CampestreR$ 1.272,56

Zona Norte

Bairros mais caros para alugarPreços médios de aluguel em cada bairroBairros mais baratos para alugarPreços médios de aluguel em cada bairro
CarandiruR$ 1.845,11Vila MazzeiR$ 1.307,67
Casa VerdeR$ 1.762,12Nossa Senhora do óR$ 1.304,55
Parada InglesaR$ 1.707,31Vila Maria AltaR$ 1.256,90
Lauzane PaulistaR$ 1.578,93Moinho VelhoR$ 1.226,26
Vila GuilhermeR$ 1.577,90Parque Novo MundoR$ 1.218,73
Fonte Exame

quarta-feira, 11 de julho de 2018

PAINÉIS SOLARES INTEGRADOS À CONSTRUÇÃO – 

PAINÉIS SOLARES INTEGRADOS À 
CONSTRUÇÃO – BIPV

Qualquer pratica de incorporar o painel solar na construção substituindo outros materiais como
janelas ou coberturas de estacionamento é conhecido como BIPV (Building Integrated 
PhotoVoltaics). Leia mais aqui sobre BIPV.



O que é BIPV (Painéis Solares Integrados à Construção)


Tradicionalmente, os painéis solares são instalados sobre o telhado de uma casa, na cobertura de um edifício ou galpão ou até mesmo montados em estruturas metálicas na altura do chão. Porém, com o desenvolvimento de diferentes tecnologias de produção de painéis solares, os arquitetos estão começando a incorporar os painéis em brises, na substituição das telhas convencionais, e até mesmo no lugar das janelas dos prédios. Qualquer pratica de incorporar o painel na construção é conhecido como BIPV (Building Integrated PhotoVoltaics) em Português: Sistemas Fotovoltaicos Integrados.
 
Um Sistema Fotovoltaico Integrado (BIPV) consiste em células solares ou placas, que estão integradas na construção de elementos ou materiais como parte da estrutura do edifício. Desta forma, eles substituem um elemento de construção convencional, em vez de se ligar a um. Painéis Solares BIPV não apenas geraram eletricidade, eles também podem fornecer funcionalidades adicionais para o edifício. Por exemplo, eles podem fornecer proteção contra os raios do sol, isolamento térmico, proteção contra a chuva, sombreamento parcial de áreas, substituição de telhas, etc.

 

Onde pode se instalar um Sistema Fotovoltaico Integrado (BIPV)?


BIPV fornece vários benefícios quando se compara com instalações tradicionais de painéis solares. Em primeiro lugar, existem mais superfícies disponíveis para a integração dos painéis BIPV, assim você não está mais limitado às clássicas instalações nos telhados. Os painéis solares BIPV também podem ser integrados em fachadas, claraboias, grades do prédio, brises, marquises e muito mais. Um Sistema Fotovoltaico Integrado – BIPV também contribui para a estética do edifício. Por exemplo, os materiais utilizados para BIPV permitem que os arquitetos “brinquem” com a transparência e cor dos painéis solares. Quando integrado em fachadas ventiladas, claraboias ou janelas semi-transparentes, BIPV pode contribuir em manter a temperatura do edifício dentro do desejado, economizando assim muita energia com ar-condicionado ou aquecimento.


Qual é o custo de se Integrar Painéis Solares em construções?


Em geral, os Sistemas Fotovoltaicos Integrados - BIPV são mais caros do que os sistemas fotovoltaicos tradicionais utilizados para produzir energia na sua casa ou empresa. Existe uma lógica para isso, pois, o sistema BIPV tem mais funções além de produzir energia elétrica. Como a utilização de sistemas BIPV servem várias outras funções em um edifício, além de produzir energia, ele reduz o custo de uso de outros materiais que podem até mesmo ser mais caros por m².
 
Outro fator que faz com que o custo da utilização de BIPV seja mais caro que o seu painel fotovoltaico tradicional é o fato de que os painéis utilizados no BIPV são normalmente fabricados sob medida. Como aqui no Brasil ainda não existe nenhum fabricante de painéis solares capaz de fazer painéis especiais isso acaba encarecendo um pouco a produção das placas. Veja quanto custa a energia solar aqui.

 

Quais tecnologias de painel solar são usadas no BIPV?


As principais tecnologias de células solares para BIPV são células fotovoltaicas de silício cristalino ( a tecnologia mais utilizado no mundo para fabricar painéis solares), silício amorfo (filme fino) e outras tecnologias de filme-fino, como as células solares orgânicas (OPV). A célula solar de silício cristalino é a tecnologia mais madura, embora tecnologias de filme-fino estão atraindo muita atenção devido ao seu caráter flexível, facilidade de integração e uma melhor resposta a luz difusa (luz difusa é quando não temos os raios do sol atingindo diretamente a superfpicie do painel solar).
 
As células solares orgânicas são uma tecnologia relativamente nova. No entanto, existem diversas vantagens da utilização de OPV devido ao fato de ser um material leve semi-transparente, que pode ser aplicado como revestimento em superfícies curvas e sobre o vidro para se substituir vidros de fachada de prédios por exemplo. Os painéis solares OPV podem ser feitos em várias cores ou mesmo em cor neutra. Ele também tem uma sensibilidade superior a baixa intensidade de luz e é menos dependente do ângulo de incidência da luz solar, o que a torna ideal para os aspectos, tais como integração de fachada.

Quais são as perspectivas para o mercado de BIPV no Brasil?


BIPV ainda é um nicho de mercado, mas arquitetos estão começando a procurar usar elementos BIPV com mais frequência na concepção de novos edifícios públicos e de escritórios. Novos projetos conceito de edifícios de “energia zero” ajudam a impulsionar a demanda por painéis solares BIPV. Hoje a única empresa no Brasil que pode fornecer módulos fotovoltaicos orgânicos e adaptá-los para BIPV é a CSEM em Belo Horizonte Minas Gerais.


Fonte Fotos:
SolarPowerWorldOnline
G-Solar
Wikipedia